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Copando (by Gian)

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Nossa seleção foi um fiasco, calou o Mineirão por vinte minutos em um massacre sem precedentes na nossa história futebolista. A vergonha da copa de 50 virou peixe pequeno, o mundo riu da nossa seleção, e o resultado vai refletir radicalmente na estrutura do nosso futebol, famoso por exportar matéria prima para o mundo, em especial para nobres clubes europeus, e depois tentar reunir em pouco espaço de tempo os que mais se consagraram em gramados internacionais. Formula que parece não estar mais dando certo! O fato é que tirando o apagão da seleção brasileira a copa foi um sucesso nos país do futebol, calando a boca daqueles que torciam pra que tudo saísse errado, para que os aeroportos parassem, para que arrastões ocorressem, para que estádios tombassem, e etc. Demos exemplo de hospitalidade e fomos bons anfitriões. O Rio de Janeiro virou um Estado internacional, o português era somente uma entre muitas línguas que eu ouvia no metrô, nas barcas, nos bares ao redor do Maraca ou cami...

ZzZzZzZzZzZz Cadê? (by Fabi)

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A copa acabou. O outono também. As férias estão com os dias contados. E as chuvas começaram. Que dádiva! São 03:22 e como ha mais de 1 mês minha rotina, conversas, afazeres e interação com o próximo se resumem às madrugadas, sinto-me à vontade aqui neste espaço para escrever. Chamam isso de insônia. A incapacidade de seu corpo e cérebro de gerar sono durante a noite (esse conceito é meu e achei até fofinho). Inúmeras são as razões pelas quais ela pode te visitar: ansiedade, problemas de natureza física, psíquica, família, filhos, amantes, amigos, trabalho, stress. Há certa magia na insônia. Nada de sobrenatural. Os fantasmas que sobrevoam minha mente e meu quarto não interagem muito comigo pq não sou sã o suficiente para agradá-los. Consola-me o fato de que, diferente de quem está na balada e sabe que os outros estão dormindo, eu escuto os sons da vida. Eu ouço os gambás no telhado (até já tentei fazer contato, mas são muito ariscos, não me dão confiança), vejo e ouço os...

Re - For - Mu - Lan - Do (by Fabi)

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Precisamos entender que, para algumas coisas na vida, não há remédio. Para outras existem antídotos, subterfúgios, escape, respaldo. Mas para aquilo que realmente se apresenta indissolúvel, resta o conformismo natural. Amar, odiar, sorrir, chorar, correr, parar, nascer, morrer, tudo faz parte de um processo muito maior do que nossa mente vã consegue alcançar. A gente odeia com a mesma facilidade com que ama. Foge com a mesma naturalidade com a qual se entrega. Aceita tranquilamente o que pode facilmente renegar. E é toda essa complexidade que se apresenta nessa caixinha de surpresas chamada vida, que faz com que TUDO valha a pena. Perdoe e leve em consideração as agruras de uma vida mal vivida, as mazelas de tempos passados, de dores recentes, as atitudes impensadas. Perdoe a insensatez, a mão que machuca, as palavras que ferem, o grito ensurdecedor. Lave a tua alma da mágoa. Sinta meu coração que bate tão de mansinho, mas tão de levinho, que quase para quando penso que po...

Romulus, My Father (by Gian)

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Normalmente os filmes baseados na vida ou nas memórias de alguém são realizados quando a pessoa já morreu, Bob Dylan, Lula e Raimond Gaita são algumas das poucas exceções de pessoas que podem ir ao cinema assistir histórias de sua própria vida. Esse último teve seu livro de memória filmado pelo diretor australiano Richard Roxburgh na película “ Romulus, Meu Pai ”, que conta a triste e complicada infância de um menino, Raymond, que vive praticamente isolado da sociedade com um pai ultramoralista que é apaixonado pela ex-esposa, omissa e ausente em relações familiares, e depressiva em adversidades. O filme se desenrola sob o olhar infantil da criança, que ama os pais, e sonha em ter de volta sua família unida debaixo do mesmo teto, mesmo sabendo que a mãe abandonou a casa para morar com o melhor amigo do seu pai e cuja fama é das piores na redondeza. A relação do tio com a família, parente mais presente na vida deles, também é obscura, e sugere algum segredo entre ele e a mãe do men...

A Copa das Copas (by Gian)

(*) Por Dilma Rousseff A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil. Trinta e duas seleções, representando o melhor do futebol mundial, estarão disputando a Copa do Mundo, a competição que de quatro em quatro anos transforma a todos nós em torcedores. É o momento da grande festa internacional do esporte.  É também o momento de celebrarmos, graças ao futebol, os valores da competição leal e da convivência pacífica entre os povos. É a oportunidade de revigoramos os  valores humanistas de Pierre de Coubertin. Os valores da paz, da concórdia e da tolerância. A “Copa das Copas”, como carinhosamente a batizamos, será também a Copa pela paz e contra o racismo, a Copa pela inclusão e contra todas as formas de preconceito, a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo, do entendimento e da sustentabilidade. Organizar a Copa das Copas é motivo de orgulho para os brasileiros. Fora e dentro de campo, estaremos unidos e...

Te doy mis ojos (by Fabi)

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Abordando um tema que sempre nos constrange, a violência doméstica, "Pelos meus olhos", começa a incomodar já nas primeiras cenas: uma mulher fugindo no meio da noite de chinelos com uma criança. Sabe-se que está fugindo de alguma coisa, mas não sabemos do que. Pillar, uma dona de casa como milhares que conhecemos, cansada da agressividade do marido, foge desesperadamente de seu alcance, abrigando-se na casa da irmã. Até aí, este poderia ser um filme corriqueiro, de corriqueira briga de marido e mulher, porém o filme nos surpreende de maneira intensa o tempo todo. Uma mulher fragilizada, uma família que não a apóia durante a separação, um filho dividido entre seus pais, um marido constantemente arrependido e buscando tratamento. São apenas algumas das nuances q este belíssimo filme nos apresenta. Com ótimas interpretações, de Laia Marull (Pillar), Luis Tosar (Antônio), "Te doy mis ojos", ganhou prêmios no Festival de San Sebastian , e prêmios Goya, outorgados a...

Fly, baby. Fly (by Fabi)

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Você ama muito, desesperadamente, alguém? Você tem alguma convicção religiosa, ou acredita em vida após a morte? Você é um espírito livre? O filme belga indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Alabama Monroe, explicita tudo isso da forma que a vida é: linda, dolorosa, intensa e marcante. Com um roteiro seguro e bem amarrado, com um desenrolar tocante e sem pieguismos, mostra a vida de um casal que, embora se ame muito, passa por uma série de percalços difíceis de serem resolvidos.  Como sempre, não faço análise de filmes do ponto de vista técnico, pois não domino o assunto, mas adoro me manifestar quanto à beleza, à maneira de como o filme me tocou, da suavidade com que lentamente me atrai e até das lágrimas que posso ou não derramar. Trilha sonora bacana, pra quem gosta do velho folk americano (o casal tem uma banda), atuações convincentes, temas polêmicos e aquela dose de drama na medida certa, fazem de Alabama Monroe, ...