Essa semana estreou no Streaming HBO/MAX o documentário “ A Conspiração Antivacina –( The Rise of the Anti-Vaxx Movemen t)” da premiada diretora Colette Camden, que explica a origem e o crescimento mundial do movimento antivacina. O filme já se inicia nos apresentando o principal vilão da história, o médico inglês Andrew Wakefield, que em 1998 publicou em uma das revistas científicas mais renomadas do mundo, a Lancet , um estudo que fazia relações entre a vacina tríplice viral ( contra o sarampo, caxumba e rubéola ) e o autismo. Não se sabe até hoje como essa revista foi capaz de publicar tal teoria sem nenhum estudo científico comprovado, e se especula que Walkefield possa ter introduzido tal artigo sem as devidas aprovações do editorial graças a algum profissional seguidor de suas teorias, visto que o médico já era bem polêmico antes disso. O fato é que, anos mais tarde, foi provado que o estudo era nada mais nada menos do que uma tremenda fraude, pois W...
Filme sérvio que no ano passado saiu vencedor de melhor longa no recém criado festival de cinema de Belize. A História é baseada em fatos verídicos: uma mãe divorciada com dois filhos que se apaixona por um velho amigo, um combatente da guerra de independência da Herzegovina em 2004. Os problemas começam pela religião, ela muçulmana e católica não é aceita pela mãe conservadora dele, e para piorar engravida no mesmo momento em que o pretendente a noivo desaparece! Sabina, interpretada impecavelmente por Alena Dzebo, sofre com todos os preconceitos que uma mulher pode sofrer, seja cultural , religioso e sexual, e chega ao fundo do poço de morar na rua grávida de oito meses e meio. Impossível não se sensibilizar com a história de luta e fé dessa mulher, todavia, não gostei do formato do filme, achei que o diretor tenta nos comover demais em algo que em si já leva uma carga muito pesada de emoção! E a interpretação de Alena, por si só, já nos põe de cara com ...
Às dez horas da manhã, do dia 07 de janeiro de 1975, em um hospital já demolido da Cidade de Nova Friburgo, eu nascia. Era uma terça-feira ensolarada, e meus pais moravam relativamente perto do hospital: da nossa residência na badalada Rua Portugal até o Paissandu não dava nem dez minutos de carro. Nessa época, com poucos carros, não tinha quase semáforos na cidade serrana. O fusquinha do papai seguiu tranquilamente para o hospital no meu último passeio dentro da barriga. A família já se concentrava no pequeno saguão da ala da maternidade da Casa de Saúde São Lucas quando mamãe entrou para fazer a Cesariana, alguns minutos depois surgia chorando um pequeno serzinho igual a um morango de quarenta e oito centímetros, só que cabeludo e pesando pouquinho mais de três quilos. Só que essa história não começa aqui, começa dez anos antes, em 1965, no Bairro Ponte de Saudade, também em Nova Friburgo. O Sábado amanheceu com cara de chuva, fazia muito frio, mas era o dia da festa d...
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