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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Essa desgraça chamada amor (By Gian)



Sei que sou um pouco exigente em relação a cinema, para eu comprar uma entrada tenho que ter quase certeza de satisfação garantida. Em TV a cabo e filmes baixados na Internet é a mesma coisa, não perco meu tempo com bobagens e já perdi a conta das vezes em que abandonei um filme pela metade. Gosto de todos os gêneros, com exceção daquelas comédias românticas estadunidenses (acho um saco), mas dessa vez fui surpreendido com uma.
Sinceramente não sei porque cargas d'água baixei “Amor a Toda a Prova”, pois além do título ser ridículo (no original também é ruim “Crazy Stupid Love”), a direção é desconhecida. Pode ter sido o pôster que alfinetou meu fetiche por pés, onde uma perna feminina dentro de um lindo scarpin preto parece intimidar um homem indefeso, ou mesmo o elenco coadjuvante, que conta com o talento de Juliane Moore, Kevin Bacon, Ryan Gosling entre outros. Não sei, mas baixei e acabei assistindo. Adorei!
O filme se trará de uma comédia romântica que parece feita para homens, são os problemas masculinos que vão dar vida nas duas horas de filme.
Cal Weaver é um homem casado cuja esposa, do nada, pede o divórcio e diz que transou com um colega do trabalho. Desolado e infeliz ele passa a freqüentar pubs, perturbando a todos, choramingando que é corno e se afogando no álcool. É quando conhece Jacob Palmer (exemplarmente interpretado por Gosling), maior pegador de mulher do local, que sente pena do fracasso de Cal e se compromete em ajudá-lo a virar também um pegador.
Vocês podem estar achando que já viram alguns filmes com roteiro parecido antes, mas não se enganem, é uma história boa e nova, com alguma nostalgia dos antigos filmes românticos dos EUA dos anos 50 e 60.
Com bom humor sobre as desgraças pessoais do homem comum, o filme  inclui um olhar aprofundado e às vezes até amargo sobre o amor não correspondido, sobre a crença da existência de uma alma gêmea,  do medo do envolvimento afetivo, da insegurança. É uma montanha russa de momentos dramáticos, tocantes e engraçados, tudo tratado com muita habilidade para que nada saia dos trilhos ou pareça banal.
No seu gênero, é sem dúvida o melhor filme do ano, já virou clássico, mas não sabe.