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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O saquinho de jabuticabas (by Fabi)


Sou feliz pela profissão que escolhi. Me realizo quando percebo nos olhos de uma criança seu entusiasmo pelo novo, quando sinto sua expectativa diante de algum desafio.
Sim, eu sou professora. Sim, eu trabalho com crianças e é isso que eu sei fazer. Não gosto do romantismo, da fantasia que norteia minha profissão, já que este é usado há anos como modo de coação e transferência de responsabilidades, mas sei que ele é inevitável, principalmente pelos alunos. Somos vistos por eles como seres superiores, alguma coisa entre Deus e mãe. Somos seu primeiro amor na infância, afinal, quem nunca se apaixonou pela professorinha? O grande barato disso tudo é que depois de mais de 20 anos de estrada, ainda me surpreendo e me emociono. Tenho recebido presentes desde a segunda-feira. Coisinhas simples, simbólicas: cartinhas, beijos, pequenos mimos...
Hoje fui subitamente abordada por um aluno extremamente tímido, que quase não se manifesta em sala de aula, salvo quando solicitado. Ele abriu timidamente sua mochila ao lado da minha mesa, retirou uma sacolinha plástica do Supermercado Extra e falou quase num sussurro "Parabéns pelo seu dia..." Abri a sacolinha, que estava muito bem fechada e para minha surpresa ela estava recheada de jabuticabas, que ele colheu de seu quintal! Lindas! Pretinhas! Docinhas! E só minhas!!!! Uau...
Fala sério....
O salário? É vexatório! As condições? Ruins. A valorização? O que é isso mesmo? Mas a gente continua pq existem coisas maiores que fazem o negócio valer a pena! Alegrias, surpresas, decepções, fazem parte da rotina do professor que gosta de ser professor.
É tipo um vício, uma droga, uma cachaça que você se entorpece rápido, fica embriagado e nunca mais quer largar!
 
Feliz Dia do Professor!!!!!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Quando me apaixono (by Fabi)


A estréia como diretora da grande atriz americana, Helen Hunt, não foi arrebatadora como suas atuações, o longa Quando me apaixono, esteve longe de ser sucesso de bilheteria nos cinemas americanos e só chegou ao Brasil, 2 anos após ser lançado na terrinha do Tio Sam. Ainda assim acho que merece ser citado aqui no Biboca, pq é um filme que tinha tudo p/ ser só mais um "filme mulherzinha", com encontros e desencontros entre um casal, aquela comédia romântica água com açúcar que enjôa,  mas ele surpreende com a alta dose de drama bem articulado, de questionamentos interiores sobre a vida, religião, a maternidade, o perdão, a adoção e claro, a eterna busca feminina pelo amor, sem se tornar piegas.
Helen é April, professora, uma mulher madura, que chega aos 40 anos alimentando o desejo de ser mãe, mas encontra dificuldades para engravidar. Como cresceu insatisfeita num lar adotivo, é muito resistente à ideia de adoção. E, para piorar a situação, seu marido pede o divórcio. Em meio a tanta dor, sua mãe biológica "porra-louca", aparece do nada disposta a reconquistá-la e sem saber como lidar com isso, April conhece Frank, o complicado pai de aluno que, assim como ela, também passa por um divórcio complicado.
Apesar do elenco de peso, Colin Firth, Bette Midler, Matthew Broderick, Quando me apaixono está longe de empolgar, de arrebatar e apesar da imensa possibilidade de ser melhor, conquista por ser singelo, digno e muito "gente", que trata de assuntos de gente, com coisas que acontecem no dia a dia de gente, contando as mazelas de gente normal, que sonha, que se desilude, que odeia, que perdoa e que ama.