Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dá-lhe Lula! (by Cristiane)

Luiz Inácio Lula da Silva é Doutor Honoris Causa, título concedido pelo Sciences Po, sigla que reúne a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França e o Instituto de Estudos Políticos de Paris. Foi entregue na tarde de terça-feira, ao primeiro latino-americano agraciado pela academia, 16ª personalidade em todo mundo. É o sétimo título que o ex-presidente recebe. O primeiro foi da Universidade de Coimbra, em Portugal. Clique aqui para ver todos os títulos já entregues a Lula.

Contorçam-se à vontade, nobres perdedores! Pois que Lula tem mais láureas a receber, e compromissos distintos a cumprir, nesta etapa de visita ao berço da civilização moderna. Senão vejamos:

Ontem, quarta-feira, 28: reuniu-se com representantes do Partido Socialista francês. Depois viajou para Gdansk, na Polônia.

Hoje, quinta-feira, 29: recebe o Prêmio Lech Walesa, concedido pela fundação de mesmo nome. Criado em 2008, reconhece personalidades destacadas por seu respaldo à liberdade, democracia e cooperação internacional. Encontra-se com Walesa, Prêmio Nobel da Paz, e ex-presidente e sindicalista como ele.

Ainda na noite de hoje, quinta-feira, estará em Londres, Inglaterra, palestra no Museu de História Natural sobre Crescimento econômico e desenvolvimento social: a experiência do Brasil.

Sexta-feira, 30: O ex-presidente é convidado da revista The Economist, faz conferência no evento The High-Growth Markets Summit - em livre tradução, Encontro Sobre Mercados de Alto Crescimento. Basicamente, fala sobre a experiência do seu governo na cooperação e aumento do comércio Sul-Sul.

Na mesma sexta, retorna a São Bernardo do Campo, onde tudo afinal começou, para desespero de alguns – ou alguns muito poucos, como nunca dantes neste país.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nem tudo está perdido (by Cristiane)


Um pouco de consciência política foi mostrada no rock in Rio no Sábado, dia 23/09.Marcelo Yuka, ex-rappa, se apresentou o tempo todo ostentando uma bandeira do MST, postada em frente ao seu teclado. Tocou clássicos nacionais que criticam a política norteamericana no que tange a racismo, repressão e guerra, como “Baía de Guantânamo” e “Ninguém regula a América”. No discurso final criticou as UPPs, “Não acredito em paz armada”, mandou o músico. Enfim, algo que preste no meio de tanta ganância capitalista.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E aí meu irmão, cadê você? (by Gian)



Já está enchendo o saco essa badalação de Rock in Rio em toda programação da rede Globo. Não poupam Globo Esporte nem programas infantis, só se fala nisso. Com todo Respeito a Sir Elton John, Stevie Wonder ou Joss Stone - competentes artistas cuja sonoridade está longe do Rock and roll que esperávamos ter - essa edição é de longe a pior de todas. Rock que é bom, ou na pior das hipóteses, que teria que ser bom, conta-se a dedo. Salve nossos ídolos tupiniquins: Paralamas, Titãs, Sepultura e Capital Inicial, que estarão lá para lembrar o por quê do nome do festival. Mas voltando a chateação diária da Globo, agora a pouco no Bom Dia Brasil entrevistaram a rockeira barra-pesada Claudia Leite, que toca na abertura do festival: casaco de couro, calça látex apertadinha e camisa dos Rolling Stones...uaaaaauuuu, aumenta que isso aí rock and roll. Leitinha disse que está quase sem dormir pela expectativa, pelo frio na barriga e pela emoção, e que nem imagina a causa disso, já que vai fazer o que sempre fez: tocar. Beleza, aí vem a reportagem da Globo dizendo que é normal tocar música merda no Rock in Rio (falaram isso com outras palavras). Aí foram descendo festival por festival falando das porcarias que já apareceram: no anterior tocou Sandy e Junior, no outro foi Britney Spears, e por assim vai até chegar no primeiro Rock in Rio. Pausa. Não houve música besta nesse festival, o que vamos falar? Para não ficarem sem assunto quem levou a culpa foi James Taylor, “um cantorzinho famoso por seus singles Contry-rock”. E pra piorar, Claudinha Leite no rego disse que fará uma surpresa, cantará um monte de músicas de Chico Science. Pronto, não satisfeita em ajudar a empobrecer o festival, ainda quer estragar clássicos manguebeat.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De goleada (by Gian)

Terminou há poucos minutos o tão esperado discurso de abertura da ONU da nossa Presidenta Dilma Rousseff, logo após discursou o Presidente estadunidense Obama. A diferença de postura adotada entre os dois líderes foi imensa. Dilma apresentou um Brasil em constante crescimento, falou do problema da crise econômica mundial, defendeu brilhantemente a criação do Estado da Palestina, e solicitou uma cadeira permanente do nosso país no conselho de segurança da ONU, e exaltou de forma competente a importância da mulher na sociedade e na política, aproveitando o fato de ser a primeira mulher a abrir uma assembléia geral do órgão. Obama, apesar de orar melhor que nossa Presidenta pareceu estar na defensiva o tempo todo, desculpando de guerras e invasões dos EUA em países árabes e falando demais sobre quanto foi bom o fim de Bin Laden. Parecia mais preocupado com as próximas eleições do seu país do que com os problemas mundiais. Demos banho, um passo a frente.

"Lamento não poder saudar nesta tribuna o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos país dessa assembleia, acreditamos que chega o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título " Dilma Rousseff

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quando dói em mim ... (by Gian)


Incomodou-me profundamente a autobiografia “3096 dias de Natascha Kampush”, cuja leitura me fez perder o sono por momentos de raiva, amor e indignação. Pra quem não se lembra, a pequena Natascha foi seqüestrada aos dez anos de idade, e ficou em um minúsculo quarto por quase nove anos sob constante vigilância de um louco chamado Wolfgang Priklopil. No livro ela narra detalhadamente o medo diário da morte, a fome, a perda da noção de tempo, e as surras a que era submetida quase que diariamente, e ao mesmo tempo deixa implícito um certo amor pelo seqüestrador, que era a única pessoa a que tinha contato e que a mantinha viva. O livro é forte, parece escrito com lágrimas, raiva, e um desgosto da vida e de toda a sociedade. Tanto é assim que ao término da leitura duvidei de que a vítima ainda esteja recuperada do trauma sofrido pelos anos de cativeiro, e acho mesmo que, se o relato fosse feito mais para o futuro, ela não seria tão dura nas palavras. De toda forma, é um livro que me marcou.

Aprendi com isso a não ler mais autobiografias de crianças e adolescentes, já que fico sempre impressionado. Imagens vêm a minha cabeça, sofro com seus momentos de desespero e de dor, tudo chega a mim como se eu fosse intimo da pessoa.

Quando era novo li “Feliz Ano Velho” do Marcelo Rubens Paiva, nunca mais encarei uma cachoeira de frente, sempre que entro em uma me vejo batendo em pedras, impossibilitado de me mover e afundando nas águas. Via-me paralítico, tendo que me comunicar com os olhos, escrever com a ponta do nariz, sabendo que nunca mais veria o mundo com os mesmos olhos.

Um pouco mais tarde peguei “O Diário de Andréa”, escrito por uma amiga de infância que foi vencida por um câncer na medula. Como me senti mal em não estar com ela nos momentos finais, ou mesmo ao seu lado lhe dando forças, carinho a amor quando precisava, quando sentia medo e solidão.

Aprendi que não posso com todas as literaturas.

sábado, 10 de setembro de 2011

Luto - 11 de Setembro (By Gian)

Foi em 11 de setembro. Uma negra terça-feira de 11 de setembro para uma nação da América do Sul.

O povo chileno saia em peso para as eleições, iriam democraticamente escolher seu presidente, o representante do país para os próximos cinco anos. Via-se nas pessoas o sorriso de esperança para a construção de uma sociedade justa, com a divisão das riquezas que há tanto tempo pertenciam apenas a uma pequena elite dominadora, menos de dois por cento da população. E venceram, deram um verdadeiro banho nas urnas.

Em pouco tempo latifúndios improdutivos foram dados para camponeses sem terras, chegaram alimento, educação e saneamento para gente que até então morria por inanição. O povo começou a raciocinar e decidir seu próprio planejamento. Começaram a acontecer organizações populares, que lutavam para que todos pudessem ser iguais, a fim de ser combatida de vez as grandes diferenças sociais daquele povoado.

Mas esse começo de crescimento não agradou aos EUA, “Como podemos deixar que um país seja tão irresponsável e que o comunismo lá se adentre” , disse o secretário de Estado Henry Kissinger, passando por cima das leis e da decisão de uma nação soberana. O presidente dos EUA, Richard Nixon, resolver interferir na economia ainda fragilizada dos chilenos. Cortou importações e proibiu que outros governos as fizessem. Disponibilizou para a CIA mais de 15 milhões de dólares para que derrubasse o presidente eleito Salvador Allende. Bombardearam fábricas e centrais elétricas chilenas, tudo isso com civis trabalhando. Tentaram finalmente dar o golpe de estado. Mas não funcionou. A maioria estava com o presidente e confiava nos seus princípios para mudar finalmente o rumo do país.

Mas os EUA não se deram por vencido. Em 11 de setembro de 1973 as forças armadas terroristas estadunidenses atacaram o Chile, bombardearam o palácio presidencial, matando Allende e a base governista que estava junto dele.

O exército dos EUA entraram na capital e puseram o General Augusto Pinochet para governar o país. Foi implantado campo de concentração para quem apoiava ou simpatizava com a política do falecido presidente. Oficiais do exército dos EUA treinavam militares para torturar e matar civis. Gente foi fuzilada, estripada, eletrocutada. Pais de famílias eram executados na frente dos filhos, enfiavam ratos nas vaginas das mulheres e treinavam cães para que as estuprassem. Trinta mil pessoas foram assassinadas, não se sabe quantas foram torturadas.

Hoje estou de luto. Hoje faz 38 anos do massacre de meu povo vizinho. Hoje, 11 de Setembro.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Brassica Olerácea do Grupo Sabalda (by Gian)

Pouca gente sabe, mas eu amo repolho refogado, tenho verdadeira tara. Logicamente que não como uma panela inteira de uma vez só, sempre que vejo coloco uma boa porção no prato e devoro. Adoro-o puro, ou seja, não precisa estar acompanhando de arroz, feijão ou carne. Ele sozinho me satisfaz, mas para melhorar só mesmo acompanhado daquela Cerveja Gelada.

Mas o interessante disso é que nunca pedi para que meus pais o fizessem para mim, nem nunca falei nada sobre esse meu gosto com ninguém. Acho que todo mundo acha esse vegetal tão banal, costumeiro e sem graça, que mesmo se eu me pronunciasse a respeito jamais atrairia algo além de risadas. Eu mesmo não fico pensando em repolho o dia inteiro, é mais amor à primeira vista, eu olho e bate o desejo momentâneo, depois até esqueço, acho que nunca cheguei a sonhar com repolhos.

Bom, mas o fato é que, sempre que estou na casa de alguém, íntimo ou não, e vejo uma panela de repolho refogado eu peço um prato, sem timidez nenhuma. Mando na lata, “aí brother, leva a mal não, mas to amarradão nesse repolho aí no fogão, ta com maior cara boa, deixa provar?”.E Sempre me fornecem um prato com olhares risonhos e desconfiados. Vocês podem estar me tirando como pidão, mas estejam certos de que não faço isso com as demais coisas, o repolho é a único acepipe que me deixa inteiramente à vontade para manifestar-me. Se um dia eu for à sua casa (você não sendo uma pessoa muito próxima), e eu encontrar, por exemplo, uma apetitosa barra de chocolate em cima da mesa, ou uma caixa de Bis no criado-mudo, ou mesmo um pacotão de batata frita, eu não vou te pedir. Posso até jogar uns olhares de vira-lata esfomeado, mas fico de boca caladinha. Agora, se eu for à cozinha e encontrar uma panela de repolho refogado, meu brother, já estarei sentado na mesa de babador no peito e garfo em punho.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aqui pra nós (by Gian)


(...) A denuncia, decorre sobre a aquisição da drogaria Pacheco pela rede de farmácias São Paulo. Todavia, a coisa não é simples como parece. Na verdade eles querem trazer os paulistas pra trabalharem aqui, e vão levar os cariocas pra trabalhar lá. Esse e outros esquemas estão começando a serem elaborados por ONGS estrangeiras com a finalidade de mexer no capital interno para criação e domínio do trem-bala que ligará Rio e São Paulo. O governo Federal e os Estaduais das duas metrópoles estão envolvidos num esquema que envolve aproximadamente oito bilhões de Euros, verba essa que seria destinada à saúde, educação e transporte, é claro.O esquema da rede farmacêutica é somente mais um nas altas transações dos cartéis das grandes empresas. A Nestlé que adquire agora a totalidade das ações da fábrica de Chocolate Garoto, foi a primeira a se interessar pelo domínio desse novo “mercado turístico”, e mobilizou juntamente com a Shell, o equivalente a 25 milhões de dólares somente em propinas a serem distribuídos a ministros, parlamentares e executivos das bases aliadas do governo federal e Estadual, tudo para acelerar a abertura das licitações, que serão controladas por comissão especialmente elaborada por políticos dos partidos governistas.Espera-se, que o lucro, somente no primeiro ano de funcionamento do trem bala, supere o de quatro bilhões de dólares (...).

Acreditou no texto acima? Sabe qual foi à fonte?

Nenhuma fonte, eu o escrevi em exatos cinco minutos.

Não acredite em tudo que vocês recebem por e-mails.

Em menos de três dias recebi uns cinco e-mails assim, cômicos.

E quem os assina? Qual a fonte? NINGUÉM/NENHUMA

Essa tentativa de impressionar pessoas com dados distorcidos ou inexistentes foi amplamente usada em épocas eleitoreiras.

Duvide do que lê, se informe.

Esse aqui vai assinado.

Giancarlo.