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Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




domingo, 27 de novembro de 2011

Eu carioco, tu cariocas, eles cariocam (by Gian)


Morar em Niterói é muito bom. Ter o Rio de Janeiro ao lado, estando lá em quinze minutinhos, melhor ainda. Acho o carioca um ser extraordinário, só perdendo pro mineiro em termos de simpatia, esses sim insuperáveis. Mas estar no Rio de Janeiro é fazer amizade, é tomar chopp com alguém que acabou de conhecer, é se sentir em casa em qualquer boteco sujo que você escolha para beber. E caso estejamos fora do Rio de janeiro, é fácil identificar um carioca turista, é só ouvir o cara falar, e não me refiro somente ao sotaque, falo também do extremo poder de síntese que só os nascidos na cidade do Rio conseguem ter. O Carioca é capaz de, numa única palavra, resumir pelo menos duas frases. Se você pergunta, por exemplo, como é que vai o Marcelo, ele te responde: Sifu. E se você não perguntar mais nada a conversa sobre o Marcelo já se da por encerrada.

Outra característica própria do carioca é o modo de formar fila. Se não houver uma autoridade organizando, colocando um atrás do outro como deve ser, fica parecendo um grupo de pessoas num determinado local sem uma finalidade específica: o primeiro da fila é único que está no local certo, atrás dele já tem um cara de costa, e depois outro apoiado num balcão um pouco à frente, outro sentado na mochila, um de pé se coçando, outro na porta falando ao celular e a mulher que foi no banheiro e pediu pra alguém cuidar da vaga. Você tem que chegar pra algum deles é perguntar quem é o último da fila, e assim ficar até que alguém chegue e faça o mesmo.

Mas a pontualidade que é o máximo, se você marca às nove horas num bar, pode sair de casa lá pelas dez, e se reclamar do atraso vai ouvir o seguinte: “pô, não achou nove um pouco cedo?” E isso se der sorte, pois corre o risco dele te telefonar minutos antes dizendo que não vai mais.

Contudo, as coisas são feitas sempre de bom humor, sem aquela preocupação que o resto do país tem com o certinho, com o compromisso. E se você entrar no mesmo ritmo jamais vai se estressar na Cidade maravilhosa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O sofrimento de quem ama (by Gian)


Já não tenho dedos pra contar os maravilhosos filmes que ficam no anonimato por diferentes razões: pouca divulgação, lançamento apenas em DVD, atores desconhecidos, títulos mal traduzidos e até mesmo pôster com poucos atrativos. Às vezes, porém, acontece o mesmo com filmes com atores bons e tema atrativo, e para isso pode haver algumas explicações. O filme "Questão de Vida (Nine lives)", apesar da tradução errônea que depois eu explico o motivo, conta com um dos elencos mais ricos que já vi em filmes de pequeno orçamento, citarei apenas alguns pra não encher muito o texto: Glenn Close, Kathy Baker, Robin Wright Penn, Dakota Fanning, Sissy Spacek, Holly Hunter, Aidan Quinn, Joe Mantegna etc. E contém um tema chamativo, o amor. Mas acho que é justamente o modo de como ele trata o amor que o deixou um pouco fora das salas de cinema mais comerciais. O roteiro fala literalmente de amor, mas de amor sofrido, não correspondido, doído, da saudade, da impossibilidade, da perda. São nove mulheres, cada uma com seu amor e sua dor. O título original “Nine Lives” se refere ao ditado popular anglo-saxão de que os gatos têm nove vidas (diferente do nosso que fala de sete vidas), referindo-se a capacidade feminina de suportar o sofrimento causado pela dor do amor. Escrito e dirigido por Rodrigo Gárcia (Filho de Gabriel Gárcia Márquez), e produzido por Alejandro González Iñárritu (Babel e Biutifil), "Nine Lives" é um filme pra ser visto quando estiver de bem com mundo, de coração leve, feliz com vida. Do contrário, alugue Capitão América.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O muro caiu pelo lado errado (by Gian)


Apesar da guerra dos Bálcãs ser o pano de fundo de Cirkus Columbia, a briga entre capitalistas e comunistas ganha um tom engraçado nesse filme bósnio, embora em alguns momentos tragédia e drama apareçam naturalmente nas questões abordadas. A história se passa numa pequena cidade ao sul Herzegovina, povoado tranqüilo e até então pouco afetado pela expansão do capitalismo na região. As mudanças políticas pós-queda do muro de Berlim ainda não atrapalham o cotidiano da maioria das pessoas, até que reaparece um antigo morador da cidade, exilado na Alemanha durante o regime comunista, e amigo íntimo de um prefeito que está no poder para implantar o novo regime. O primeiro ato do prefeito ao ver o amigo é apossá-lo na sua antiga moradia, onde mora seu filho e sua ex-mulher, e pondo-os no olho da rua. Daí pra frente questões íntimas, familiares e políticas são abordadas de modo sutil e cômico, mostrando que o amor pode prevalecer sobre problemas antigos e pessoais.

O diretor é feliz em direcionar os problemas de uma batalha ideológica para dentro de um grupo de pessoas, especificamente uma família, desunida há 20 anos pela guerra, com sentimentos e ideais distintos, cujo silêncio nos anos de separação ajudou a agravar. E acima de tudo critica aqueles que tentam comprar amor, respeito e poder, achando que o perdão é um sentimento humilhante.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Recuperar (by Gian)

Impossível não se emocionar com a entrevista que Reynaldo Gianecchini deu ao Fantástico. Eu só assisti agora a pouco, numa reprise compactada apresentada no Jornal Hoje, e ao seu término eu e o apresentador Evaristo de Macedo estávamos com lágrimas nos olhos. O interessante do depoimento foi que o doente não passou aquele sentimentalismo puro e simples que caracteriza esse tipo de reportagem, Gianecchini foi direto ao evidenciar que desde o início não temeu nada, e que mesmo com a morte do pai pelo mesmo mal, passou a encarar tudo como se isso fosse uma das tantas barreiras comuns que se apresentam ao nosso dia-a-dia. Sua firmeza e suas convicções passaram força a milhões de brasileiros e familiares que sofrem de problemas semelhantes, e isso que emocionou. Ele nos cortou o medo dessa palavrinha de seis letras, pequenina e triste, que as pessoas temem em pronunciar na presença de quem sofre de seus males, que é aludida apenas através gestos e olhares ou por uma abreviação eufemística: CA, e basta. Fique-se o subentendido, já deu pra perceber. Palavra fria que não precisa ser completada, pois tem cheiro de éter e de álcool dos corredores dos hospitais, palavra que evoca dores, aparelhos cirúrgicos esterilizados, que por si já ecoa outras tanto feias, mas já plausíveis de pronúncias: anestesia, nódulos, biópsias. Gianecchine firme e coerente, nos passando uma força que era pra ser só dele e só pra ele na luta contra esse mal, o maior de nossas gerações.

domingo, 20 de novembro de 2011

Dinheiro, Confiança e Frustração (by Gian)


Me aconselharam um analista, mas acho que vou preferir gastar meu dinheiro com você”.

Essa frase, dita por um bem sucedido empresário a uma garota de programa, resume um pouco a idéia de Soderbergh em fazer esse filme poético que analise de forma crua e tentação pelo dinheiro e o cotidiano de pessoas normais.

Com mais de vinte filmes nas costas, o diretor da famosa trilogia “Onze homens e um segredo” vem dessa vez com uma produção barata, de curta duração, mas excepcional "Confissões de uma Garota de Programa" que conta um pouco à vida de Chelsea (interpretada pela atriz pornô Sasha Grey), uma garota de programa de luxo cujos clientes são empresários de alto poder aquisitivo dispostos a pagar dois mil dolares por uma noite. A história se passa em Manhattan, em meio a crise que derrubava (e ainda derruba) a economia estadunidense, as dúvidas do mercado financeiro e às eleições que levaram Obama a presidência do país.

Todo esse clima de incertezas nos é mostrado na visão de Sacha, mulher linda e inteligente que começa a duvidar da sua capacidade profissional quando diminui as procuras pelo seu serviço. Com uma maturidade incrível, Steve Soderbergh utiliza uma fotografia realista que nos deixa com a impressão de estarmos presenciando de perto cada momento, isso até incomoda no começo, mas depois de minutos nos acostumamos a essa intimidade que nos é dada.

A narrativa não-linear encaixa-se perfeitamente na proposta de dificultar a entrada do espectador na intimidade da Chelsea , cuja profissão não permite muitas brechas para invasões sentimentais, sua expressão no filme é sempre a mesma, séria e decisiva. Mas nem por isso ficamos totalmente de fora das dores e emoções da personagem, que sempre se manifestam naturalmente nas surpresas que a vida lhe impõe.

sábado, 19 de novembro de 2011

A Hora da Verdade (by Gian)

Dia 18 de Novembro de 2011, uma data a ser comemorada e eternamente lembrada. A presidenta Dilma Rousseff sanciona as aguardada leis que criam a Comissão Nacional da Verdade e de Acesso a Informação. O lado negro da nossa história finalmente poderá ser passado a limpo. Que se arrombe as entranhas de um passado covarde e se mostre a verdade, que o verdadeiro rosto da covardia apareça. O passado obscuro de 1946 a 1988 será devassado e poderemos saber nomes de quem usava a ilegitimidade de um governo ditatorial para no anonimato cometer assassinatos e torturas. Serão realizadas a busca, a identificação e a recuperação dos corpos dos desaparecidos políticos; a identificação dos agentes do Estado que cometeram violações de direitos humanos, bem como a investigação oficial acerca dos métodos e procedimentos utilizados por estes; e a reparação da memória histórica de episódios da nossa vida nacional que devemos conhecer a fundo, e saber os nomes dos verdadeiros criminosos.

Ambas as leis serão publicadas na próxima segunda-feira no Diário Oficial

Um momento histórico sem precedentes.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A batalha mais difícil (by Gian)


Força companheiro, você vence mais essa! Afinal, você é o cara, precisamos de você por aqui. O Brasil INTELIGENTE está do seu lado na certeza de uma grande recuperação.

domingo, 13 de novembro de 2011

Quanta dor você pode suportar? Até quando? (by Fabi)

Violência só gera violência?
Quanta dor vc é capaz de suportar até explodir?
Nossa essência nos permite "fazer o bem, sem olhar a quem"? Um drama cortante, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro 2011, que te atinge como uma bofetada, abordando o limite entre a covardia e a condescendência, bondade e passividade excessiva, bullying que leva à solidão, que leva ao isolamento. Um filme para se refletir sobre ideais quase utópicos em nossa sociedade como bondade, amor ao próximo, fazer o bem sem olhar a quem, amizade leal.
Belo filme dinamarquês, dirigido por Suzanne Bier, a mesma de Brothers e Coisas que perdemos pelo caminho, provocante, perturbador, eficiente no que se propôs a mostrar, que desbancou o aclamado Biultiful no Globo de Ouro, premiação anual de cinema e TV estadunidense, com linda fotografia, tocantes atuações, principalmente das crianças, cruza a história de duas famílias consumidas pela culpa e o distanciamento, onde palavras, vazios, sentimentos e atitudes não-compartilhados vão se acumulando no decorrer da trama, até o momento em que explodem ferozmente. Em Um Mundo Melhor torna-se imperdível pelo conjunto único que apresenta.
Assista, reflita, emocione-se e diga você mesmo!

sábado, 12 de novembro de 2011

The end? (by Fabi)

Com o advento da Internet, seguido de suas facilidades de downloads, alguém um dia poderia ter dito que seria o fim do cinema. LEDO ENGANO! Na década de 80 aconteceu o mesmo com o surgimentos das maravilhosas video-locadoras, verdadeiros paraísos para nós, cinéfilos de plantão, Achava-se que a frequência aos cinemas diminuiria. Na década de 90, com o DVD e Home Teater não foi diferente: "Uau alta tecnologia, verdadeiro cinema em casa!" Óbvio, que assistir a um filme em casa, munido de um balde gigantesco de pipoca e um copão de Coca-Cola, com a turma ou "alguém especial", também é uma idéia altamente atraente. Porém, aviso aos pão-duros de plantão (que têm todo direito à indignação, haja visto o valor das entradas do cinema), que as telonas ainda ficam em primeiríssimo lugar como entretenimento de final de semana. Tanto para as crianças, os namorados, os solitários, os "sem-nada-para-fazer" e os amantes da 7ª arte.
N-A-D-A nunca substituirá o apagar das luzes, a telona acendendo devagarinho, as pessoas se acomodando nas poltronas, as pupilas dilatando-se, é um momento em que vc, definitivamente, esquece o mundo lá fora, pq começa a participar de outro. E isso, meus caros amigos, não acontece no seu sofá de couro caro, tão pouco em sua cama Box King Size, confortabilíssima. Isso é coisa de cinema!!
E desde seu surgimento, com os irmãos Lumiére, quando as pessoas correram quando viram uma locomotiva avançar em sua direção através das telas, que ele emociona, entrete, educa, coscientiza. O que dizer do cinema mudo? Preto e branco? Numa época em que não haviam tantos recursos, onde Spielberg ainda não nos afetava com seus efeitos surreais, o cinema já fazia história e nos deixava legados. Foi usado pela alemanha nazista durante a guerra, para mostrar o quanto era perfeito ser alemão, onde todo um país cria fielmente que era uma dádiva fazer parte de tudo aquilo. Verdadeiros documentários pré e pós guerra. Os americanos tornaram-se mestres nessa arte que tanto amamos, arte esta que evoluiu até países como Vietnã, Israel, Índia, Dinamarca e confins da terra... Sabe pq? Pq ao contrário do pensam ou desejam, o destino do cinema está muito, mas muito longe do fim. Ele se expande, agrega, abrange a todos, apesar do alto valor das entradas (repito pq também quero protestar).
Sabe-se lá o que é ver o entusiasmo de uma criança, pobre, que não tem acesso a coisas que p/ nós são tão corriqueiras como ir ao cinema, por exemplo, contar p/ vc como foi seu final de semana, na "Hora da Novidade" na escola e ver em seus olhos um brilho contagiante pq ela foi ao CINEMA pela primeira vez?? E abrir os pequenos bracinhos para mostrar o quão grande era a "televisãozona" de lá? E que tem uma hora que fica tudo escuro e a "televisãozona" acende e tem que ficar quietinho, pq não pode falar?

"E aí, quando acaba o filme, tem que ir embora, mas que dá a maior peninha, tia, pq eu adorei lá!!!!"

Só entende isso tudo aí, quem realmente acha o cinema insubstitível, como eu...










terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Caixa (by Gian)


Um velho de terno, gravata e chapéu, e com a metade do rosto deformado bater na sua porta e deixa com você uma caixa preta com um botão vermelho no meio. Você tem 24 horas para decidir se aperta ou não o botão. Se apertar você recebe um milhão de dólares, mas alguém que você não conhece vai morrer na hora em que você o fizer. Você apertaria? Inicialmente, essa questão levantada nesse terceiro filme do Diretor Richad Kelly, nos parece Hitchcockiana, ou talvez pros mais novos lembre os roteiros de Danny Boyle, em que quase sempre o poder do dinheiro corrompe a moralidade. Um começo promissor de filme, já que havia bastante interesse de público e crítica na obra em questão, pois Kelly iniciou sua carreira com o Brilhante cult Donnie Darko“, mas peidou feio na farofa no seu segundo longa “Southland Tales: o Fim do Mundo”.

Bom, mas infelizmente “A Caixa” não se firma no roteiro. Ao tentar mesclar ação e suspense barato com questionamento filosófico o diretor se perde, e não se acha mais. E o que era pra ser uma resposta aos “por quês” das atitudes egoístas do ser humano em se beneficiar, mesmo sabendo que suas escolhas podem ajudar no fim da espécie, acaba nos deixando com mais dúvidas do que garantias. E não estamos diante de uma obra existencial de Buñuel ou Lynch. E ao término da sessão ficamos apenas com duas certezas: a de que Ricahrd Kelly é um simples mortal que deu sorte no seu primeiro filme, e dificilmente se firmará na sétima arte, e também a certeza de que ele fuma maconha.

domingo, 6 de novembro de 2011

...

"Os outros eu conheci por ocioso acaso. A ti vim encontrar porque era preciso."

Guimarães Rosa





...nem sempre o que sai da boca é o que transborda o coração...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meia-noite Genial (by Gian)

No meio literário existe um ditado em que “você não escolhe o livro que vai ler, ele é que te acha”. Eu sempre percebo essa verdade quando leio, pois jamais escolho um livro pela sua fama ou pela lista dos mais vendidos, e menos ainda se vencedor de Nobel ou Pulitzer. Escolho pelo autor ou tema que gosto, e já fui até pelo título. Odeio também quando um autor que gosto e acompanho é premiado, o livro triplica de preço e some dos sebos, foi o que aconteceu recentemente com os livros do Llosa, que eu adoro. Comprava-os antigamente a cinco, oito, dez Reais no máximo. Vai ver agora se você acha “Travessuras de Menina Má” em sebo. E se der sorte de ter, olha o “precinho” dele.

Mas esse texto não é sobre livros, é sobre o novo e fenomenal filme de Woody Allen “Meia Noite em Paris”. Eu não escolhi esse filme para ver, ele me escolheu.

Nos últimos quarenta anos Woody Allen nos presenteou com quarenta e cinco filmes, um feito fabuloso, e até extraordinário se o ponto de partida for à qualidade técnica, cultural e de diversão: Todos são bons. Claro que existem altos e baixos na carreira dele, contudo os “baixos” levam no mínimo uma nota 7 na escala de 0 a 10.

Parar para assistir um filme de Woody Allen é saber que vai sair feliz no final de sessão, daí pra frente o que vier a mais, é só lucro emocional. E foi assim que “Meia-Noite em Paris” me achou:

Às vezes acho minha geração tão apolítica, que me questiono: Por que não nasci numa época mais revolucionária, onde os jovens quebravam o pau pelos seus Direitos. Às vezes acho minha geração tão inculta. Porque não nasci numa época em que os jovens choravam e gritavam pelos Beatles ao contrário de ovacionarem Jeito Moleque e Claudinha Leitte? Às vezes acho meu time tão ruim de bola. Cadê o Riva, nosso Patada Atômica dos anos 70?

Opa, será que tudo era melhor antigamente?

Essa é a grande questão levantada em "Meia-Noite em Paris" , que começa com uma volta ao passado de Gil Pender, um roteirista de saco-cheio com a profissão que quer virar escritor de romances. Para ele a década de vinte foi o momento crucial da literatura mundial, e Paris era o palco onde tudo acontecia.Enquanto todos passeiam pela cidade curtindo sua bela paisagem contemporânea, Pender permanece nostálgico por algo que nunca viveu: O momento cultural daquela cidade há noventa anos atrás. E quando resolve passear sozinho pelas noites parisienses, acaba se perdendo. É achado por uma carruagem que o leva exatamente onde seu sonho pousa, e com todos os personagens que fizeram a cultura acontecer no início de século passado.

Para a surpresa dele, os ídolos do passado também tem preferência por épocas anteriores da história, e assim, pode-se dizer que será infinitamente até a época do macaco pelado? Será que é natural da alma humana essa tendência de apreciar o que seus antepassados viveram?

Foi um presente não só ao personagem Pender, mas também a mim, pois estavam ali muitos de meus ídolos, que por pura coincidência também eram os dele, e provavelmente os de Woody Allen também.

Uma beleza impar. Um dos melhores filmes daenorme e sensacional carreira desse grande diretor estadunidense.