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domingo, 22 de julho de 2012

Hasta La Vista! (by Fabi)

"Hasta La Vista!" tinha tudo para ser mais um filmezinho clichê sobre deficientes e suas limitações: Philip, um tetraplégico, Josef, um cego e Lars, um paraplégico com câncer em estágio terminal. Mas não é. Na trama, ambos descobrem, na Espanha, a existência de um bordel especializado em "pessoas como nós", como diz Philip e tomam a decisão de sair da Bélgica em uma van, conduzida pela enfermeira Claude e assim perderem a virgindade.
A abordagem da deficiência física, em nenhum momento, é feita com pena, mas com delicadeza e suavidade. Numa das cenas mais belas do longa, o público descobre que nenhum dos atores sofre de qualquer limitação física, o que chega até a surpreender de tão convincente que são as atuações.
Premiado no Festival de Montreal, o filme se inspira na história real de Asta Philpot, norte-americano que nasceu com uma doença genética grave que leva à paralisia total do corpo. Depois de uma experiência num bordel com acesso para deficiêntes físicos na espanha, Asta criou uma associação para pessoas na mesma condição que a dele que buscam levar uma vida sexual satisfatória.
Engraçado, divertido e sincero, em Hasta la Vista não são estereótipos que usam cadeiras de rodas ou se apoiam em bengalas. O roteiro de Pierre De Clercq constrói personagens interessantíssimos, que lidam com seus problemas como todos nós, ou seja, nem sempre da melhor maneira.




 

 


segunda-feira, 9 de julho de 2012

O sonho de ser escritor (by Gian)

Atores não me levam ao cinema. Tenho alguns que adoro é claro, profissionais que sozinhos já dão graça e levantam qualquer roteiro, valendo mesmo o preço do ingresso. Mas minhas escolhas raramente caem exclusivamente sobre atuação. Todavia, dessa vez foram eles que me chamaram a atenção para o filme “Being Flynn”. Duas feras de fazer cair o queixo no mesmo filme, o já consagrado em tudo que é canto do mundo Robert De Niro, e o relativamente novo, mas que já vem mostrando suas asinhas de genialidade Paul Dano. E ainda de sobra tem a ótima Julianne Moore que mesmo com pequena ponta rouba as cenas quando aparece. E aí meus amigos, o filme é show de atuação. Não sei quem está melhor. Vi duas vezes, uma sem legenda, só para não perder uma expressão facial, um gesto, uma palavra.
O diretor Paul Weitz, que até então era mais conhecido por ser irmão do Cris Weitz (de Lua nova, saga Crepúsculo), fez o que tinha que fazer: não se meter, não atrapalhar, deixar os atores à vontade para darem tudo de si. E dão, há muitos anos não vejo De Niro num papel tão denso e difícil, e Dano, que transforma água em vinho onde quer que atue, está impecável.

O roteiro é baseado em fatos reais, tirado do livro de memórias do poeta e dramaturgo Nick Flynn, que narra sua difícil infância sem o pai, e o drama vivido ao encontrar o mesmo, dezoito anos depois. É um drama social de uma família de sonhadores que não subiu os degraus que desejavam, é uma espécie de “A procura da Felicidade” que deu errado, as barreiras do dia-a-dia não foram vencidas.
Se não fossem as atuações poderia ser cansativo. O filme não foge daquelas características batidas que tentam fazer emocionar, como o close exagerado do rosto em certas cenas, ou a músiquinha triste de fundo. Mas tem seu valor, não vai passar na sessão da tarde.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Há se não fosse o amor (By Gian)


O drama aqui é sobre traição, infidelidade conjugal. Não! Voltemos. O drama em questão é sobre o amor, o amor descoberto tarde demais, tão tarde que agora é proibido, tem que ser curtido às pressas e em segredo. Não, não, comecemos de novo! O drama em questão é para sofrer junto daquele que deixa de ser amado e que aos poucos começa a ser abandonado(a) pelo parceiro(a) dentro da sua casa, do seu casamento.
 É nesse vai e vem que se desenrola “Que Mais Posso querer”, o novo longa de Silvio Soldini (Pão e Rosas). O filme é simples, e fala do simples: pessoas se apaixonam, trepam, sorriem, sofrem, fazem outros sofrerem e a vida se segue. E esse é um dos méritos do filme, não há desculpas baratas, mentiras sem nexo ou explicações psicológicas para a traição. Aqui os casais não estão em crise. É a vida de duas pessoas casadas e sem grandes problemas, com bons empregos e relacionamentos, e que pularam a cerca atrás do sexo, se apaixonando.
Ao contrário de outros filmes sobre o tema, Soldini nos da uma visão clara e imparcial sobre cinco personagens, dois adúlteros, dois traídos e um amigo que descobre o romance proibido. Mas a vivência de cada um na história é tão complexa que dificulta uma abordagem crítica do expectador. Mesmo aqueles que abominam a traição, vão se render ao amor sincero dos cúmplices; e aqueles adeptos ao amor livre vão questionar a ingratidão de se deixar uma mãe sozinha em casa com os filhos ou um marido gente boa, que faz tudo para agradar a esposa que ama.
O roteiro é franco e a história não se utiliza apenas dos diálogos para se manter, o filme é todo construído através de imagens de uma Itália que pode ser linda ou feia, dependendo do sentimento vivido por quem lá está.
Mas o que Soldini quis passar para o público?  Que somos eternos insatisfeitos mesmo tendo alguém que nos ama ao nosso lado? Ou por outro ângulo, não adianta amarmos e sermos fieis a uma pessoa, pois de uma hora para outra podemos perder tudo isso por um começo de paquera?
 Na verdade, não sei até agora se gostei ou não do filme. Vá e veja!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Alma Cutucada (by Gian)


Já são quase duas da manhã e não posso deixar para depois, tenho que escrever agora sobre o que acabo de assistir, trata-se do filme “Me Excita, droga! (Turn Me On Goddammit) ”, que nos leva a Skoddenheim, uma cidade no interior do Noruega cheia de adolescentes ociosos e perdidos na rotina das mesmas baladas, mesas atitudes, mesmos colegas.
Nessa falta do que fazer, o acontecimento mais esperado da região é uma festinha onde a escola toda se reúne em busca de azaração, beijos na boca e quem sabe...um namoro.
A personagem principal é Alma, loirinha graciosa de 15 anos que é louca de desejo pelo bonitão do pedaço, um rapaz boa pinta que também da uns certos moles pra ela.
Festinha rolando, eles saem da casa e ficam sozinhos sob um céu estrelado, e o rapaz cutuca a perna dela com o pênis, ela não leva na esportiva e acaba espalhando pra geral o ocorrido, só que todos gostam muito dele, e a acusam de leviana e difamadora, destruindo assim todo sua popularidade em uma região onde todos se conhecem. Os problemas de Alma só estão começando: no auge da excitação e das descobertas sexuais, a adolescente sai em busca de revista de adulto, telesexo, sonha acordada com fantasias íntimas com desconhecidos, abusa do álcool, briga com todo mundo e foge de casa, mas continua amando o responsável pela sua desgraça pessoal.
Beira o amador com humor negro e originalidade, mostrando que adolescente é adolescente em qualquer canto deste planeta.

domingo, 1 de julho de 2012

Para Roma com amor. (by Fabi)

Estou bem longe de ser fã ardorosa do trabalho de Mr. Allen, muito embora aprecie algumas de suas obras.
Assistindo a To Rome With Love nesse final de semana, concluí que continuo com a mesma opinião sobre este distinto diretor, por muitos considerado gênio, por outros louco.
Em mais uma de suas odes à Europa, na tentativa de alcançar o mesmo sucesso de Match Point (Londres), Vicky Cristina Barcelona (Barcelona) e Meia noite em Paris (este com uma indicação ao Oscar), Woody Allen não foi tão bem sucedido.
O filme garante momentos ilários, com o próprio Woody Allen atuando e com o italiano Roberto Benigni que está impagável.
É um filme engraçado, inteligente, porém bem longe do nível de um Match Point, por exemplo, que diga-se de passagem é um dos meus preferidos.
O filme conta várias histórias que acontecem na belíssima Roma ao mesmo tempo, a partir da perspectiva de um guarda de trânsito. Daí, desenrolam-se engraçados episódios como o da prostituta Ana, interpretada pela atriz Penélope Cruz  e do cantor de ópera, descoberto pelo personagem deWoody Allen, cujo filho será seu genro.
Enfim.....Não é pq, Para Roma com amor, não é uma obra-prima, que não vai garantir a você 102 minutos de boas risadas.
Vale a pena conferir!