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domingo, 30 de janeiro de 2011

O Garanhão Italiano (by Fabi)

O século? 21. O país? Itália, um dos países integrantes do Grupo dos 7 (países mais desenvolvidos do mundo). O que mais se comenta por lá? Os escândalos sexuais envolvendo o primeiro-ministro Silvio Berluscone.
E enquanto a coisa ferve por lá, onde o primeiro-ministro está prestes a ser destituído de seu cargo, aqui no Brasil o camarada está sendo considerado um "garanhão", "pegador", "macho".
Famoso pelas festas extravagantes regadas à mulheres bonitas e orgias, o político de 74 anos vem sendo aclamado em terras tupiniquins como o Machão do Ano e deve ser premiado com o troféu de mesmo nome pelo MMM (Movimento dos Machões Mineiros), movimento que enaltece características típicas dos cafajestes: o desrespeito às mulheres, o gosto pela prostituição, o exagero na bebida, enfim....
No decorrer dos anos, já foram agraciados com a honraria, ninguém menos do que Bill Clinton, que traiu a mulher com sua estagiária, o ex-presidente Itamar Franco, que posou em uma foto com uma modelo, (será?), sem calcinha, e o ex padre paraguaio que teve filhos, Fernando Lugano.
Moralismos à parte, analisemos a situação: o milionário italiano, considerado "garanhão", que tem simpatia por belas prostitutas, parece que também tem uma quedinha por menores, por meninas , e segundo os tablóides italianos foi o que ocasionou seu último divórcio.
A grande verdade, é que tentamos ostentar uma modernidade que não temos e alcançar um estágio de evolução que estamos à léguas de distância de atingir. Ainda somos um país machista, de homens que ainda pensam como o assassino e goleiro Bruno, quando afirmou em entrevista: "Qual o homem que nunca bateu em sua mulher?", um país que ovaciona homens que traem, que estimulam a prostituição e o abuso à menores. Se uma mulher de 50 anos engravida, é sem-vergonha, doida, "sem-noção", se um homem de 60 engravida uma mulher, prova sua virilidade e é festejado no meio em que vive.

Pois é... O primeiro-ministro, que tem 74, fama de quem "dá no couro" (seja por métodos naturais ou recorrendo à famosa pílula azul), líder de um país rico e estruturado, hoje vê sua carreira política beirando à ruína, graças à excessos que, aqui no Brasil, nossos homens aplaudem.
Feminismos à parte, vale a pena citar que elegemos a primeira mulher presidente da História do nosso país. Nosso país de machistas.

Ahhhh e antes que me apedrejem: não sou feminista. Sou feminina
.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Solidariedade (by Fabi)


Muito me impressiona o quanto o nosso povo é solidário. O quanto se dispõe a ajudar o outro. Essa capacidade de compartilhar dos sofrimentos, das mazelas de pessoas que não conhecemos, nos torna especiais. Até aquele que dispõe de poucos recursos, ou quase nenhum, empenha-se em ajudar àquele que nada tem. Recentemente temos visto o despreeendimento das pessoas em ajudar as vítimas das chuvas na Região Serrana, o número grande de voluntrários que se munem de boa fé e esperança na tentativa de resgate às vítimas e/ou tão somente em doar. Essa característica notável do brasileiro, faz dele um dos povos mais solidários do planeta, segundo pesquisa da ONU, que revelou os principais valores do brasileiro. Em primeiro lugar, destaca-se a boa vontade do brasileiro para com o próximo, depois a preocupação com a natureza e toda a humanidade.
Promover a assistência social é obrigação do Estado, mas é quando isso falha ou não assiste de maneira homogênea a todos nos momentos de calamidade, que entra a solidariedade, entra o povo exercendo sua cidadania, integrando-se.
Na verdade, creio que a virtude da solidariedade vai bem além da distribuição de bens materiais, envolve o amor, a doação de si mesmo, do que temos de melhor dentro de nós, um olhar cuidadoso pelo outro, suas necessidades e desejos.


Ajude as vítimas da Região Serrana.

O que doar:

- Alimentos não perecíveis;
- Água;
- Caixas de leite longa vida;
- Itens de higiene;
- Remédios;
- Roupas;
- Materiais de primeiros socorros;



Onde doar:

SESI/SENAI São Gonçalo
Rua Nilo Peçanha, 134 – Centro – São Gonçalo – RJ


SENAI – Niterói
Rua General Castrioto, 460 – Barreto
Niterói – RJ – Cep: 24110-256

EM Paulo Freire - Rua Soares Miranda, 77 - Fonseca.
Telefone: (21) 2718-5121


Clube Canto do Rio - Rua Visconde do Rio Branco, 701 - Centro
Telefone: (21) 2710-0072


Colégio Salesiano Santa Rosa - Rua Santa Rosa, 207
Telefone: (21) 3578-9400


Centro Educacional de Niterói (Centrinho) - Rua Itaguaí, 173 - Pé Pequeno
Telefone: (21) 2611-0000 ou ID Nextel 81*7698 (Sr. Mauro - Responsável)


Colégio Estadual Guilherme Briggs - Rua Doutor Mário Viana, 625 - Santa Rosa
Telefone: (21) 2711-1966


Quadra da Acadêmicos do Cubango - Rua Noronha Torrezão, 560 - Cubango
Escola Estadual Alberto Brandão - Rua Castro Alves, 22 - Fonseca

Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) - Inspetoria de Niterói - Avenida Roberto Silveira, 245 - Icaraí (em frente ao Campo de São Bento)

Plaza Shopping - Rua XV de Novembro, 8 – Centro.
Telefone: (21) 2621-9400 - Até 18 de abril


Instituto Abel - Rua Roberto Silveira, 19 e Rua Mário Alves, 2 – Icaraí.
Telefone: (21) 2195-9800


Terminal Rodoviário João Goulart - Rua Visconde do Rio Branco – Niterói (próximo à estação das Barcas)
Telefone: (21) 2719-1515


Faculdades Integradas Maria Thereza (FAMATh) - Rua Visconde do Rio Branco, 869 – São Domingos


Associação Educação Miraflores - Rua Ministro Otávio Kelly, 474 - Icaraí
Barcas S/A - pontos de coleta nas estações Niterói e Charitas


Shopping Itaipu Multicenter - Estrada Francisco da Cruz Nunes, 6501 - Itaipu - (1º piso do shopping, de segunda a sábado, das 10 às 22 horas, e aos domingos, das 12 às 21 horas.
Telefone: (21) 2608-0011


Shopping Bay Market – Avenida Visconde de Rio Branco, 360 – Centro
Tel: (21) 2620-0975

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sem Título (By Cristiane)

Há uma compulsão pior do que a nostalgia: a de voltar ao local que outrora fomos felizes e encontrarmos com a infelicidade presente, e o pior, saber que somos incapazes de corrigi-la.
Quando voltei a minha cidade, reencontrei meus amigos e suas vidas se arrastavam em torno deles como colchas inacabadas. E, para minha surpresa, minha antiga residência desaparecera, soterrada, perdida com todas as suas lembranças. Seu terreno agora é um monte de entulho, mato, cascalho e lama. Andei de um lado para o outro pelo quarteirão desnivelado, e os escombros haviam sido tão bem destruídos que nem mesmo um tijolo inteiro encontrei.

Mães desesperadas sem filhos, órfãos perambulando. Ouvi um carro da polícia pedindo pra eu “evacuar área, risco de explosão, odor de gás”. Não sinto mais cheiro, não sinto mais coisas obvias.
Outra tempestade cai; idosos correm pelas ruas, tropeçam na lama, seus embrulhos caem, alguns são abandonados. É como se ondas se quebrassem sobre nós, já tentou correr numa onda?
Alguém fala para nos afastarmos das árvores. E se algum galho se parte e cai sobre nós? Alguém fala para ficarmos debaixo das árvores, do contrário corremos o risco de sermos arrastados pela água. Nada faz sentido.

Observei um senhor chorando com uma foto. É de um menino de cabelos longos.
Ele me indicou umas madeiras onde eu poderia pisar com cuidado e não cair na correnteza do rio, eu pulei por três ou quatro vezes, sem tropeços, me virei para agradecer. O senhor já não estava mais atrás de mim.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Luto

Muito difícil escrever qualquer coisa sobre a catástrofe que se abateu sobre as cidades serranas, principalmente sobre a minha cidade Nova Friburgo.
Somente hoje às quatro horas da tarde consegui informações sobre meus pais, e graças a Deus eles estão bem.
Um pouco mais cedo, busquei condução para chegar a Nova Friburgo, saber notícias. Fiquei quase 48 horas sem saber nada da minha família, numa angústia sem fim. Quando estava a caminho de Friburgo finalmente recebi uma ligação de um familiar dizendo que nada de grave ocorreu com eles e que ninguém corre grandes riscos.

Quero agradecer os amigos que estiveram comigo em todas os momentos de aflição, me consolaram nos momentos de lágrimas e me deram toda a estrutura para eu suportar o demorado passar das horas.

Aos que me ligaram, me deram apoio e se preocuparam comigo e meus familiares. Muito Obrigado. É sempre muito confortante receber esse tipo de apoio em momentos difíceis.
Alanzinho, meu irmão, muito obrigado pelas ligações, informações e pela tranqüilidade que você me passou. Eu te amo.

Aos meus amigos que perderam seus entes queridos, estou em luto, sinto uma imensa dor.

Mais uma vez, muito obrigado pelo apoio.
Amo todos vocês, de coração.

Giancarlo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Auto-exclusão filmada (by Gian)

Depois que descobri a facilidade de se baixar um filme pela Internet, em alta resolução, legendado ou não, colocá-lo no Pen Drive sem nenhum gasto e assisti-lo tomando minha cervejinha, perdi minha mania incessante de ir ao cinema. Principalmente agora que não pago mais meia-entrada e tenho que morrer em dezesseis Reais, sem a cervejinha.
Seria isso uma forma de auto-exclusão da vida social?

Então, ontem resolvi relembrar o antigo hábito de ir ao cinema.

Assisti “A Rede Social” o novo filme do sensacional David Fincher, que fala de sucesso, dinheiro, ganância, e acima de tudo, exclusão da vida social.
Não vou me atar numa crítica detalhada do filme, que por sinal é maravilhoso, mas sim fazer um breve comentário da vida pós-facilidade-internet.

Uma briga com a namorada num Pub, e um grande aluno de Harvard vai para seu alojamento, abre o Lap Top, descarrega à raiva que tem dela no blog, e resolve vingar-se de todas as mulheres da faculdade fazendo um site que escolhe a mais gostosa. E assim foi dado o primeiro passo que tornou bilionário o jovem Mark Zuckerberg, criador do Facebook.
O contado com a namorada, mesmo em clima de término, talvez tenha sido o último social na vida de Zuckerbeg..
A inteligência de um rapaz “nerd”, cuja sorte com mulheres era pequena, e a vontade de crescer num campo cuja intelectualidade ultrapassava a de seus próprios mestres, fazem dele um rapaz triste, solitário e rancoroso. Todavia, sua maior façanha foi a de transformar de forma veloz raiva em dinheiro.

Mas o tema da descartabilidade das relações interpessoais nos dias de hoje chama muita mais atenção do que a história de um garoto que antecipou essa visão e criou um lugar onde possamos nos relacionar sem nos encontrar.
Hoje em dia é mais comum as pessoas ficarem grande parte do tempo em Facebook, Orkut, MSN, tendo aquele orgasmo mental com pessoas que às vezes nem conhece, do que chamar os amigos pra um bom chopp, ou mesmo para uma reunião entre entes queridos. A fofoca, a intromissão fácil na vida alheia, tornou-se atrativos mais interessantes do que um sorvete ou uma conversa num shopping.
Não posso me adentrar muito na questão de tempo perdido com baboseiras de redes sociais, pois não perco o meu com isso, mas assusta o nível de freqüência diária e o índice de acessos a essas redes. Isso é fruto de uma carência de contato físico que a Internet vem acumulando nas pessoas ao logo de sua existência. Quem não saí de casa numa sexta-feira à noite provavelmente vai estar na Internet em busca de um alívio mais imediato pra sua falta de companheirismo. Digamos que a Internet passou a ser o substituto da televisão, só que dessa vez temos um retorno da nossa desgraça de forma mais compatível, ou seja, outro carente estará do outro lado da cidade, ou do mundo, para nos acompanhar na amenização do sofrimento.
“Rede Social” fala sobre o pontapé inicial dessa falência interpessoal a que somos destinados.

Do lado cinematográfico, David Fincher faz o melhor trabalho de sua vida. O filme é quase um “Cidadão Kane” moderno. Alias, o roteiro chove em referências a obra prima de Orson Wells, contudo não quero comparar Fincher com o Wells. Ainda não nasceu diretor estadunidense que filmasse como Wells, e dificilmente um filme chegará ao nível de “Kane”, mas dessa vez fincher chegou bem perto.
Oscar? Sim, com certeza alguns virão. “Rede Social” ao meu ver é o melhor filme de 2010.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bebê bagunceiro (By Gian)

Dois mil e onze no seu décimo dia de vida. Hoje. Segunda-feira, dez de janeiro. O danadinho ainda nem abriu os olhinhos e já me trouxe questões, opções, alternativas e decisões, e tudo num estalar de dedo, em dez dias de vida, rápido demais até pra pensar.
Será que essa pirraça é só comigo?

Mas não estou reclamando, longe disso. Questões resolvidas ligeiramente, resultado repentino dado, alguns positivos outros nem tanto. Experiências adquiridas!

Por outro lado começo a compreender a importância dessa chegada única de 2011, e a palavra exata para uma análise mais aprofundada é RENOVAÇÃO.

O ano já chega mostrando e dando dicas que as coisas tomarão rumos diferentes do já vivenciado, que haverá mudança em praticamente todos os campos e que acontecerá sem muita formalidade ou aviso prévio. É pegar ou largar!

E essa retirada forçada e repentina do habitual mostraram-me que às vezes decisões tomadas sem muito pensar são as mais sábias, pois a essência do nosso íntimo se revela sem muito cuidado ou pudor. A verdade aparece de forma límpida.
A repentina consciência de si pode demonstrar sentimentos que até você mesmo desconhecia.

É...Meu novo amigo chamado Dois mil e onze. Dez dias de vida! Chegou como um potrinho cheio de energia e com muita disposição para dar seus primeiros pinotes. Mas pegou um domador com disposição para sair da mesmice junto com ele.

Dois mil e onze, o que você vai ser quando você crescer?