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terça-feira, 15 de maio de 2012

De volta ao ar!

Causou reboliço entre os amigos cinéfilos a saída do ar de um dos melhores Sítios torrents de país, o “torrent-up filmes”.
 Mas não se desesperem, milagrosamente consegui contato com um dos colaboradores de lá que me deixou feliz da vida com a notícia de que já voltaram ao ar e com força total.

Por favor, divulguem!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Onde está o amor? (by Gian)


Em todos os cinemas e festivais por que passou, por todos os continentes do globo terrestre, “Medianeiras” se autodenominou nas propagandas como um filme de comédia romântica, tanto que o título leva o complemento de “Buenos Aires na era do amor virtual”. Mas já no primeiro minuto de filme a gente percebe que não é bem assim, o monólogo de abertura já denuncia o que vem pela frente: Numa época onde a tecnologia nos proporciona grandes confortos e divertimentos sem sairmos do nosso quarto, também nos traz a solidão, uma vida sem rumo rodeada de estresse e sedentarismo.

O filme não é de amor, é da busca por alguma forma de amor; passa-se na vida de dois solitários e confusos jovens, que saíram de um longo relacionamento e estão sós dentro de seus apartamentos na eterna monotonia diária, convivendo em uma Buenos Aires cada vez mais desumanizada, tanto na sua arquitetura quanto na sua tecnologia.
Eles são vizinhos, mas não sabem disse. Ela é arquiteta, mas ganha a vida decorando vitrines; ele web designe com quase nenhum serviço; ela claustrofóbica, ele hipocondríaco.
Duas vidas que se cruzam pelas ruas da cidade sem se perceberem, ambos tendo em comum a esperança de uma mudança, de um alguém para dividir bons momentos, para resgatá-los com extrema urgência do fundo do abismo da solidão, e se possível que seja a tão sonhada alma gêmea. Qualquer semelhança com roteiros do Woody Allen não é mera coincidência, e o resultado final é um belo filme. Recomendo!

terça-feira, 8 de maio de 2012

E não é cartaz de filme (by Gian)


Achei em um Site iraquiano essa linda foto; forte e expressiva, e resolvi postá-la aqui.
Trata-se do exército de resistência iraquiano feminino da cidade de Tikrit, localizada ao noroeste de Bagdá

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um Domingo só de Vitórias (by Gian)


Que domingo gostoso esse do dia seis de maio dois mil e doze! Isso que eu chamo de um maravilhoso começo de semana.
Primeiro meu tricolor, meu Flusão do coração, que contrariando a quase todos os palpites e previsões dos críticos futebolísticos nacionais e cariocas, arrancou uma linda goleada da forte equipe do Botafogo, e de virada, que é mais bonito. E beleza foi que sobrou no clássico, meu Fluminense regeu uma orquestra afinada, botou na roda e fez dançar a equipe da estrela solitária. Até gosto do Botafogo, time do meu papai que tanto amo, do meu Compadre Sandrinho de Nova Friburgo, do Gabi, filho da minha querida Manu, e também do Fabiano, meu querido e fanático amigo socialista. Mas pegar o time de guerreiro inspirado não da pra ninguém, não é culpa alvinegra.

E logo depois de eu esgoelar de alegria com Fred, Deco e cia veio à segunda maravilhosa notícia do dia, François Hollande acabara de ser eleito o novo presidente da França. É o retorno da esquerda depois de um longo período de jejum em um dos países fundamentais a dar uma basta na política neoliberal do continente, é o fim da política maléfica da dupla de malfeitores Sarkozy/Merkel, com implicações em todo o mundo. Viva a França, enfim aliada!
A derrota de Sarkozy é a derrota do seu projeto de extrema direitização. É uma boa notícia para a França e toda a Europa. O mundo que nos olha conhece de novo a audácia dos franceses” (Le Monde)

domingo, 22 de abril de 2012

Que menininha mais fofa (By Gian)


Quem curte cinema somente por diversão quer das duas uma: ou um bom roteiro, seja ele de qualquer gênero, ou ação frenética, limitando aqui gêneros tipo aventura, policial e faroeste.
Certos filmes não precisam de nada disso para ser bom, bastam ter uma proposta diferente ou ousada, desde que ao seu término satisfaça o espectador naquilo que prometeu. O terceiro longa do diretor espanhol Achero Manas promete muito e não faz nada.

"Tudo que quiseres" é um filme que tenta, pelo menos na sinopse, te passar um roteiro original, mas que não se mantém por muito tempo ao assistirmos, beirando ao absurdo.
Um homem normal, com seus problemas familiares normais sofre o baque da morte repentina da esposa e fica incumbido de cuidar da filhinha de quatro anos que não aceita a perda; alias, vale aqui uma ressalva, o filme só se mantém até a morte da mulher (que até comove com a solidão do sentimento de perda infantil no parquinho da praça). Depois disso nada se firma num roteiro lotado de furos e absurdo. Explico: a criança quer uma mãe, uma presença feminina, e até procura essa proteção nas possíveis namoradas do pai, explicitando isso ao máximo. O pai não quer nada com outra mulher, pois ainda sofre a perda, até aí tudo bem. Mas de repente, e do nada, a filha pede para o pai se vestir de mulher - e depois de pouca conversa - o cara se pinta e passa a ser a mãe pelo resto do filme. O ridículo não está na atitude, que poderia até ser camuflada pelo momento de dor em que ambos passam, e sim na forma como o roteiro faz tal transição, não há aqui uma preparação psicológica, não há um pátrio poder racional, não nos da uma explicação razoável. O cara vira travesti e acabou. Daí pra frente o filme cai no clichê de mostrar que o preconceito do machão heterossexual pode se voltar contra ele em algum momento da sua vida. Mas não se iluda, não há aqui uma denúncia a homofobia ou da reivindicação homossexual, tudo acontece a Deus dará, cuja proposta deu margem a uma história sem nexo.
O projeto é Pobre, os personagens mal construídos, a história é ruim e pra piorar, nos momentos tristes entra um som de rock and Roll.  O resultado é frustrante. Manas se aventurou por uma estrada difícil que dirigir: homossexualismo, velhice, dor e perda. E se perdeu. Mas a menina é uma graça! Coisinha linda.

sábado, 21 de abril de 2012

Alma ao Diabo (by Gian)


Fausto é o filme que fecha a tetralogia de Alekssandr Sukorov do Poder Totalitário, e dessa vez ele não recorre a personagens reais como das três vezes anteriores, em que baseou suas obras em Hitler, Lênin e Hiroito, nesse trabalho ele se baseia livremente na obra de Goethe que fala desse enigmático personagem que vende sua alma ao Diabo.
Chegando atrasado na premiação de Veneza por estar proibido na Rússia, e ainda mais atrasado aqui no Brasil, “Fausto” conquistou o festival mais cobiçado da Itália, levando o Leão de Ouro em um júri cujo presidente era ninguém menos que Darren Aronofsky. Essa introdução já dispensa maiores apresentações sobre a obra em questão.

Terror, drama, desejo e filosofia se unem na fotografia crua de Bruno Delbonnel ao nos focar no Dr. Fausto: médico, teólogo, astrônomo, cientista e jurista, que sonha com profundos e ilimitados conhecimentos, com respostas precisas sobre Morte, Deus, alma, eternidade.O filme se inicia com uma autopsia, os primeiro minutos é a tentativa do médico em encontrar a alma humana dentro do defunto. Com fome, desânimo e desesperado em não dirimir suas dúvidas Fausto vai penhorar uns objetos e encontra com Mefistófeles que o faz assinar um termo e sai com ele para vagar sobre o vilarejo local, numa estranha relação de impaciência e amizade.
Imagens distorcidas dão aspecto sombrio ao filme, que parece estar sendo sonhado por algum dos personagens. O Diabo tem uma fixação por estátuas relacionadas a Jesus Cristo e ao cristianismo, sempre que as vê ele vai beijar-lhas na boca, fazer insinuações obcenas, que podemos interpretar como provocação ou como um objeto de fetiche. O filme não lembra em nada “O Anticristo” de Lars Von Trier, mas é lotado de sentidos figurados, situações sombrias e absurdas. É incômodo por não nos deixar tomar partido ou torcer, já não temos os heróis ou os vilões característicos de filmes de terror, é real por lidar com a natureza humana, e é fantástico e assustador pela precisão em mostrar a nossa triste existência na luta pela felicidade.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sangue e Mel (by Fabi)


Há muito que o cinema deixou de ser meramente um lazer domingueiro, para se tornar instrumento cultural na vida das pessoas. Existem filmes que nos impulsionam violentamente rumo à História, que nos faz parte integrante dos conflitos sociais, étnicos e políticos a que a humanidade vem sendo acometida há décadas. Foi assim com a Lista de Shindler de Spielberg, Diamante de Sangue de Edward Zwick, Diários de Motocicleta de Walter Salles, O Último Rei da Escócia de Kevin Mcdonald. São filmes que nos remetem e inserem no contexto histórico da humanidade e nos motiva a refletir.
Recentemente, assisti à estréia de Angelina Jolie do outro lado das câmeras, dirigindo o longa In the Land Of Blood and Honey (Terras de Sangue e Mel) e me comovi com a história que descreve cruamente o terrível massacre nos balcãs, ou a Guerra da Bósnia Herzegovina, se preferir. O fim da República Federal da Iugoslávia, que lavou a Europa por 3 anos num mar de sangue, sendo o maior conflito da Europa depois da 2ª Guerra, deixando mais de 1 milhão de refugiados, cerca de 200 mil vítimas entre civis e militares, nas quais 65% eram muçulmanos bósnios, 25% sérvios e 8% croatas.
Dentro dessa realidade vil que devastou o Velho Continente, Angelina Jolie, que tem lá suas convicções humanitárias, dirige um filme sem qualquer tipo de estrelismo pessoal, mas com muita honestidade e neutralidade, mostrando as atrocidades do genocídio, dos campos de concentração, as mais de 50.000 mulheres violadas durante o conflito, a limpeza étnica e em meio a tudo isso, o romance entre um oficial sérvio e uma pintora bósnia e muçulmana, separados pela barreira do conflito. Jolie em nenhum momento "americaniza" a história, tanto que o filme todo é falado no idioma local, com atores dos países em questão.
Eu gostei do filme. A mim me pareceu um filme-denúncia que consegue alcançar o que se propõe a mostrar.
Recomendo.