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Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amor combina com ódio? (by Gian)

Estamos em um mundo rodeado por câmeras: nas ruas, lojas ou shoppings o que fazemos pode estar sendo observado, até quem mora em locais cuja janela se abre para a amplidão de uma cidade pode estar tendo sua privacidade invadida.

É com esse pontapé que se inicia o difícil e original filme “Marcas de Vida (Red Road)”, filme que faz parte de uma parceria chamada Advance Party, projeto das produtoras Sigma e Zentropa, uma turma que só pensa em inovar as tendências cinemaotgráficas europeias, com alguns nomes como Lone Scherfig, Anders Thomas Jensen e Lars Von Trier.

O filme demora a ser entendido: uma policial tem a tarefa de vigiar um bairro através de câmeras espalhadas nos postes das ruas, de repente nota a presença de alguém que parece ser conhecido e passa a vigiá-lo desesperadamente. Não da pra contar mais nada, pois perderá a graça de um roteiro maduro, com direito a passagens fortes, sexo explícito e muita originalidade. Aparecem muitos cães, e cada um deles tem um significado em relação aos sentimentos da personagem principal, uma coisa linda! E deixa uma pergunta ao seu término: Amor e ódio podem andar juntos num mesmo relacionamento?

Ganhou o premio do Júri em Cannes além de mais onze ao redor do mundo.

Eu indico!

Quer baixar?

Red Road

Legenda

terça-feira, 26 de julho de 2011

Anders Behring Breivik, o assassino ( by Gian)

Ultraconservador e de extrema direita. Essas são as principais características do homem que conseguiu, sozinho e sem ajuda de qualquer grupo relacionado ao terrorismo, matar 93 pessoas na Noruega.

Sua história de conservadorismo é a de sempre, ódio aos negros e estrangeiros, aversão ao multiculturalismo e a religiões não-cristãs. Quando mais jovem, participou de grupos e eventos neonazistas. Tinha ódio dos imigrantes somalis e dos membros e apoiadores do partido trabalhista norueguês.

O ideais defendidos por Anders Behring Breivik em vários aspectos se assemelham com políticos de outros países, inclusive brasileiros, como é o caso do deputado Bolsonaro, que expõe publicamente seu ódio a negros e homossexuais. Um ódio que às vezes vejo até em pessoas próximas a mim.

A raiva está presente, é sua vizinha, torça para que não se manifeste ao seu lado, como foi na Noruega.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Educação. (by Fabi)

Visualize a cena: uma van (transporte alternativo) cheia, num dia relativamente quente, depois de um dia exaustivo de trabalho e 2 indivíduos diferentes, com seus respectivos celulares com "mp-sei-lá-o-quê" ligados em audível som, mais o rádio do carro. Todos com a tosca idéia de que os demais passageiros do minúsculo transporte, estariam interessados em compartilhar de seus ritmos musicais. Ouvíamos música evangélica (nada contra, eu gosto, mas não naquele contexto), funk (odeio) e Luan Santana (brega) no rádio do veículo. Era enlouquecedor. Juro que se eu não estivesse tão chateada, até riria da situação. Pq beirava o ridículo. Quase surreal. Fui ao cinema hoje e com minha filha estava refletindo no quanto essa "geração da tecnologia" é desrespeitosa. Como nossos adolescentes e jovens, munidos de seus modernos celulares, impõem seus gostos musicais em território público, ignorando que os demais no ambiente não estão interessados. Será que já ouviram falar em fones de ouvido? Já que tais aparelhos tem esse recurso...Mas qual seria o objetivo da ida ao cinema então? Ouvir música, ou assistir ao filme? Funks com letras obscenas e ofensivas, alguns até fazendo apologia ao crime organizado, onde haviam crianças, famílias, na fila de entrada eram facilmente percebidos, tamanha a altura. Percebo q isso tem se tornado cada vez mais frequente. Aquela máxima "O meu direito termina onde começa o do outro", perdeu-se no tempo. Informatizamos, digitalizamos nossos jovens sem antes lhes ensinar o significado da palavra bom senso. Ensinar-lhes que assim como o fumante incômodo, que espalha sua fumaça e importuna os não-fumantes que estão ao seu redor, quem ouve música alta no transporte coletivo, ou em ambientes fechados, também aborrece quem não compartilha de seu gosto musical. Uma realidade lamentável nos dias de hoje.


Cultive seus gostos musicais, mas seja educado! Use fone de ouvido! Não seja um DJ de ônibus!

sábado, 16 de julho de 2011

Seja! (by Fabi)

Eu te desafio a driblar a sensatez de vez em quando e ser insano para satisfazer seu próprio ego.
Te desafio a chorar quando tiver vontade e ao ouvir de alguém aquela pergunta tosca: "Pq vc tá chorando?" vc, com a cara inchada de tanto chorar, responder: "Tô chorando pq tô na merda!" "Pq tô numa pior!"
Eu te desafio a não fazer parte do senso comum, a fugir de opiniões sábias a respeito da felicidade e a ser mais egoísta, ouvindo mais a vc mesmo... Desafio vc a explorar mais a sua bipolaridade, mas a sua revelia, óbvio! A ser instável, sim. A ser volúvel, pq não? A praticar o desapego lá uma vez ou outra. Ser inconsequente.
Quero te desafiar a se aventurar, a desbravar, a querer amar mais e mais.....a vc mesmo! A olhar as experiências negativas passadas e pensar: "Que venham mais e mais, pq o que eu quero é viver!!" E entender que o grande barato da vida é ser feliz, mesmo que para isso, vc precise primeiro ser infeliz, andar entre os cães e comer migalhas. Tenha vontades, sonhos, tenha raiva de vez em quando e faça o que desagrada às pessoas lá uma vez ou outra. É importante despertar insatisfação. Faz bem ao ego. E vc merece tê-lo massageado algumas vezes.
Eu desafio vc a silenciar por um dia. Fazer um jejum de palavras. Falar consigo mesmo por 24 horas. Impossível? Experimente. Pelo menos, as tolices q vc ouvir, serão só suas.
Te desafio a ousar, a mudar de nome por um dia. Ter um nome que vc mesmo escolheu. Cuja sonoridade te agrade, que tenha vocábulos que se satisfaçam, que seja fácil de assinar. Nomes dizem quem somos. E saber quem somos é importante. Entender o que somos é importante.
Até pq, aqui nessa terra nada acontece de diferente.
Ou se está nascendo, morrendo ou se transformando...

Eu te desafio a transformar. Pq o desafio de nascer vc já venceu. E o desafio contra a morte vc, com certeza, perderá.

sábado, 9 de julho de 2011

Perro Semihundido (By Gian)


Visitando uma feira de antiguidades que acontece aos sábados na praça XV me deparei com uma reprodução do quadro “O Cão” de Goya. Sempre que vejo essa pintura me bate uma melancolia, uma tristeza que não sei de onde nem por que vem. Sob um céu dourado um cão se esconde. Está-se soterrado, sendo levado por uma enxurrada, ou simplesmente observando, eu não sei, mas ele parece ter medo, parece acuado, não suportando aquela imensidão dourada, um universo enigmático e sombrio. Se eu me deparasse com o original certamente choraria. O que passava pela cabeça do pintor ao lançar aquelas tintas? Foi proposital aquela imagem. Dizem que ao olharmos de perto, a obra original no museu de Prado, vemos que não se trará exatamente de um cão, e sim de um borrão, um perfeito borrão no momento de extrema inspiração de Goya, e que me deixa triste. Perguntei o preço, cinqüenta Reais. Justo. Mas estava duro, não comprei. Já dentro das barcas fiquei feliz pela minha decisão, jamais penduraria aquilo, triste demais. Durante anos Goya pintava para poder comer, desenhava retratos encomendados e recebia migalhas, fazia obras como essa, que retratava a solidão e a tristeza, situações que o pintor sentiu na própria pele e que até hoje incomoda a gente num lindo sábado de sol no centro do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nova melodia cantada nas ruas do RJ (by Cristiane)

Chega prá lá!
Tô chegando e vou passar
Cheguei de repente
Vai ser diferente
Sai da minha frente
Sai da minha frente meu irmão
Não!
Não vem com isso não
Tô chegando e é de ladrão
Porque quando eu pego
Eu levo pela mão
Não mando recado
Eu vou na contramão...

Bueiro voador, osso duro de roer, pega um pega geral, também vai pegar você!