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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!!



"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim.
Desejo ainda que você tenha inimigos,
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

(Victor Hugo)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

L'uomo che verrà - O homem que virá (by Fabi)

Abordando uma temática já tão exaustivamente explorada no cinema, a época sangrenta da 2ª Guerra Mundial, O Homem que Virá, trata do assunto com clareza, emoção, sensibilidade e firmeza histórica, sem clichês ou estereótipos tão comuns em filmes do gênero, nunca fugindo da realidade vil que foi esse período.

Apesar de ficção, narra de forma sincera e objetiva o que teria sido um dos maiores massacres da época, o Massacre de Marzabotto, ou Massacre de Monte Sole, por tropas nazistas em 28, 29 de setembro de 1944.

Acompanhamos a história pelos olhos de Martina, uma menina de 8 anos, que emudece após a morte de seu irmão recém-nascido e observa de maneira investigativa todos os fatos e acontecimentos da época.

Lindo filme, que emociona do início ao fim, rigoroso, com beleza e aquela clássica tristeza que fica quando acaba e faz a gente "se lembrar de nunca esquecer" que um dia tudo aquilo existiu.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Velocidade, finalmente um filme bom do tema (by Gian)


Até o dia trinta e um de dezembro pretendo postar uma lista com os dez melhores filmes que assisti em 2011. Na verdade ela está quase completa, mas como ainda tenho uns quinze filmes importantes para assistir, vou esperar um pouco para ver se algum vai substituir outro. Hoje, dia quinze, assisti um desses que julgo importante e imperdível, mas como não deve entrar na listas e é muito bom, quero falar dele por fora. Quentin Tarantino, como sabemos, não mandou nada de novo nesse ano, e os fãs estão um pouco ansiosos na expectativa do seu novo trabalho. Devem estar revendo Cães de Aluguel ou Pulp Fiction para não deixar esfriar o estilo do diretor. Mas digo, seus problemas acabaram, acaba de sair “Drive”, que apesar de não ser do mestre Tarantino, funciona como um excelente tira-gosto até a chegada do seu próximo filme.

Drive conta a história de um Dublê de filmes de ação que se apaixona por uma mulher casada cujo marido está na prisão. A partir da liberdade antecipada do marido o roteiro começa a se desenrolar de forma inesperada e muito violenta. Ryan Gosling, que já havia me surpreendido em “Namorados para Sempre”, está ótimo no papel de uma pessoa calada (seu nome não é revelado no filme) que não aceita injustiça, nem gosta de desaforos. Seu talento está no volante, dirige mais do que Schumacher e Senna juntos. De vez em quando da uns “passeios” com gente barra pesada e ganha uns bons trocados nisso. Pronto, é tudo que você precisa saber para entrar numa atmosfera que lembra as primeiras obras do Tarantino, passando por Táxi Driver e até faz recordar um pouquinho à dureza calada que John Wayne tanto interpretou nos seus papeis.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Já se tornando o Best Seller do Natal (By Cristiane)


Quanto maior é à vontade dos meios de comunicação de esconder a verdade, mas pessoas correm atrás dela por meios próprios. Provavelmente foi esse o motivo do estouro de vendas do livro “A Privataria Tucana” de Amaury Ribeiro JR., que só no primeiro dia do seu lançamento vendeu 15 mil cópias. Vendagem essa feita sem a propaganda das grandes empresas midiáticas que controlam e monopolizam as informações políticas que chegam até você (O Globo, época, Veja, Folha, etc), estão todos eles num silêncio ensurdecedor, pois as 344 páginas do livro contrariam seus interesses pessoais e o bom humor de seus colunistas e anunciantes. Quem quiser entender um pouquinho o Brasil entreguista de FHC E Serra, não pode deixar de tê-lo em casa. Sem dúvida, o livro mais importante do ano.

Alguns destaques do livro:

As imagens do Citco Building, em Tortola, Ilhas Virgens britânicas, gavetas recheadas de empresas offshore, "a grande lavanderia", pág. 43.

Sobre a pechincha da venda da Vale, na pág. 70.

Sobre o grande sucesso "No limite da irresponsabilidade", na voz de Ricardo Sérgio., pág. 73.

Sobre o MTB Bank e sua turma de correntistas, empresários, traficantes e políticos de várias tendências, e a pizza gigante de dois sabores (meio petista, meio tucana) da CPI do Banestado, pág. 75.

Como a privatização tucana fez o governo (com o seu, meu dinheiro), pagar aos compradores do patrimônio público, pág.171.

A divertida sopa-de-nomes das empresas offshore, massarocas intencionais para despistar a polícia do dinheiro do crime, pág. 188.

Os grandes personagens do sub-mundo da política, arapongas que trabalham a quem pague mais, pág. 245.

Um perfeito resumo do que realmente aconteceu na noite dos aloprados, no Hotel Ibis, em São Paulo, pág. 282.

Um retrato completo do modus operandi da mídia pró-serra na eleição de 2010, a partir da pág. 295.

Outro resumo perfeito, do caso Lunus, quando a arapongagem serrista detonou a candidatura de Roseana Sarney, pág. 314.

Sobre para-jornalistas que acabam entregando suas fontes e sobre fontes que confiam em para-jornalistas, pág. 325.