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Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os que marcaram meu coraçãozinho (by Gian)

Eu sempre tive vontade fazer um “Top 10” dos filmes que mais marcaram minha vida. Mas desisti, isso é tarefa complicada demais, é muito filme maravilhoso pra pouca escolha, e seria injusto da minha parte deixar alguns de fora. Então, para amenizar minha angustia, resolvi fazer um “Top 20” dos filmes que mais me marcaram da primeira década desse século. Sei também que vou me arrepender mais tarde ao lembrar de algum ótimo título que ficou de fora da lista, mas basicamente estão aí os melhores filmes que assisti nos últimos 10 anos. Cataloguei-os na ordem pelo ano em que foram realizados. Espero que não me xinguem, gosto é gosto:


O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia) de Juan José Campanella – Argentina, 2001

Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho - Brasil, 2001

Fale com ela (Habble com Ella) de Pedro Almodóvar – Espanha, 2002

Irreversível (Irreversible) de Gaspar Noé – França, 2002

Tiros em Columbine (Bowling for Columbine) de Michael Moore - EUA, 2002

Para Sempre Lilya (Lilja 4-ever) de Lukas Moodysson – Dinamarca, 2002

Adeus, Lênin! (Good Bye, Lenin!) de Wolfganger Becker – Alemanha, 2003

Os Sonhadores (The Dreamers) de Bernardo Bertolucci – Itália, 2003

Primavera, Verão, Ontono, Inverno...e Primavera (Bom Yeorum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom) de Kim Ki-Duk – Coréia do Sul, 2003

Terra de sonhos ( In America) de Jim Sheridan – EUA, 2003

Dogville (Dogville) de Lars Von Trier- França, 2003

Edukators (Die Fetten Jahre Sind Vorbei) de Hans Weingartner – Alemanha, 2004

Old Boy ( Old Boy) de Park Chan-wook – Coréia do Sul, 2004

Machuca (Machuca) de Andrés Wood – Chile, 2004

Cinema, aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes – Brasil, 2005

A vida dos outros (Das Leben der Anderen) de Florian Henckel von Donnersmarck - Alemanha, 2006

Sangue Negro (There Will Be Blood) de Paul Thomas Anderson – EUA, 2007

À Prova de Morte (Death Proof) de Quentin Tarantino - EUA, 2007

Deixa ela entrar (Lat Den Rätte Komma In) de Tomas Alfredson - Suécia 2008

Biutiful (Biutiful) de Alejandro Gonzalez-Innarrito – México, 2010

quinta-feira, 9 de junho de 2011


O que foi somente uma brincadeira, um pequeno espaço para relaxar e escrever o que vem à cabeça, acaba de chegar à marca de CINCO MIL ACESSOS. Os colaboradores do “NOSSA BIBOCA” agradecem muito pelas visitas. Voltem sempre!!!

sábado, 4 de junho de 2011

Tirando beleza da tristeza (By Gian)

De vez em quando a porrada vem de quem você gosta.

Nunca fui de ler sinopses de filmes, nunca os escolhi assim. Antigamente, nos tempos das locadoras, onde eu entrava e tinha um monte de caixinhas dependuradas nas prateleiras sob gêneros de drama, suspense e terror, eu jamais lia o conteúdo. Amava saber dos diretores, das premiações e às vezes as curiosidades ocorridas durante as produções, mas a história não, isso nunca, queria surpresa do começo ao fim.

Agora que pego filmes com mais facilidade da Internet, não leio mais nada sobre. Acompanho somente repercussões dos festivais internacionais que mais gosto ou baixo pela ficha técnica de diretores, fotógrafos e roteiristas. Às vezes nem isso. E foi numa dessa que levei a porrada.

BIUTIFULeu baixei por que sabia que Javier Bardem havia ganhado Goya e Cannes de melhor ator, e que havia concorrido como melhor estrangeiro no Oscar, Bafta e Globo de Ouro. Mas não tinha me ligado que era dirigido por Alejandro González Iñárritu, por quem sou apaixonado, mas que necessito um certo preparo emocional para assisti-lo.

São mais de duas horas de uma excepcional direção, com uma atuação exemplar de Barden, num roteiro em que mediunidade, homossexualismo, ilicitude, prostituição, bipolaridade e luta contra o câncer são mostrados de forma crua e sensível. Um quebra cabeça cujas respostas não vêm tão fácil nem açucarada como num conto de fadas. Iñárritu não faz um filme pra ser visto comendo pipoca e chupando bala, mostra a vida de pessoas que moram ao nosso lado e que tentam em vão uma sobrevivência com dignidade. Felicidade não é mais procurada, há coisas mais necessárias em suas lutas.

E daí saiu à porrada, o soco forte no estômago, pois se trata, sem dúvida alguma, da obra mais negra, crua e melancólica do cinema em 2010, feita com câmera na mão, ruas imundas, personagens sofredores e uma realidade que nos ronda e que às vezes fingimos ignorar. Imperdível! Assista, mas esteja preparado!