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domingo, 24 de fevereiro de 2013

É hoje!!! (by Fabi)


Muito embora, em minha opinião, seja uma noite sem muitas surpresas, Oscar é Oscar! Sempre!
Muito glamour, muita beleza e oscarizáveis passando pelo suntuoso tapete vermelho e obviamente, que muito talento também!
É muito cult encher a boca e dizer que só curte Cannes, Montreal, Sundance, Berlin, mas cinéfilo de verdade é eclético com relação aos festivais.
Então vamos lá!!! Como já assisti a todos os candidatos a melhor filme e melhor filme estrangeiro, darei minha humilde opinião amadora.

Filme

"Indomável sonhadora"
"O lado bom da vida"
"A hora mais escura"
"Lincoln"
"Os Miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Amour"
"Django livre"
"Argo"


Filme estrangeiro

"Amour" (Áustria)
"No" (Chile)
"War witch" (Canadá)
"O amante da rainha" (Dinamarca)
"Kon-tiki" (Noruega)


Os Miseráveis, p/ mim, é barbada! Filme de Oscar, pra Oscar. Não é o meu preferido, obviamente, já que não sou fã de musicais. Mas é quem eu acho que leva. Indomável Sonhadora é muito bom, e trata de assuntos que americano não gosta muito: miséria, problemas sociais em geral. A hora mais escura, por outro lado, já trata de um assunto que faz a cabeça do Tio Sam: a caçada e a morte do terrorista Osama Bin Laden. Lincoln é uma aula de história americana, mas vale a atuação de Daniel Day Lewis que deve abocanhar mais uma estatueta p/ sua coleção. As aventuras de Pi é muito Sessão da Tarde pro meu gosto, mas dá p/ assistir, até pq Ang Lee não faz filme ruim. Django é um dos melhores do Tarantino, na minha opinião. Gostei muito. Na verdade inaugurei a sessão em Niterói ao lado de um Tarantinófilo. Fazer o que...Coisa de cinéfilo. Argo é o mais fraco de todos, mas ponto para Ben Afleck, que começa a alçar voos maiores! E agora os meus preferidos!!! Minha torcida dividida vai para: a zebra da premiação O lado bom da vida e o tocante Amour!!! O primeiro encanta, emociona e diverte. Tudo em um só filme. Uma comédia romântica com pitadas de drama. Quer combinação melhor?
E o que dizer de Amour? Fora o que meu amado Gian já escreveu na postagem anterior aqui no blog, só posso dizer que é comovente, legítimo e intimista demais. A atriz Emmanuelle Riva, que concorre na categoria de melhor atriz e completa 86 anos no dia da premiação, bem que poderia ser presenteada!! Torço pelos dois, muito embora a previsibilidade do quem seja o vencedor me aborreça.
Em se tratando de cinema estrangeiro no Oscar, o chileno No não empolga e Kon Tiki achei cansativo, apesar da boa história. O amante da rainha e A feiticeira da guerra são muito bons, mas acho que não haverão grandes surpresas. Amour de Michael Haneke leva fácil. Bom, assim espero.
Agora é só aguardar!
Quem viver, verá!!!

Bom Oscar!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Troféu Biboca 2012 (by Gian)



Chegou o grande momento da premiação de cinema mais importante de toda blogosfera mundial!
2012 foi um ano rico em filmes políticos, de norte a sul, leste a oeste, os países se empenharam em filmar acontecimentos verídicos que ocorreram em algum momento da sua história. Muita coisa boa surgiu, e mesmo não entrando todos aqui na lista, vale a pena dar uma pesquisada nos grandes trabalhos desenvolvidos mundo a fora. Apesar disso, o troféu Biboca de Cinema 2012 vai para um tema diverso, o amor. O melhor filme de 2012 fala sobre a velhice, o vencedor é Amour do austríaco Michael Haneke.

1º  Amor (França/Áustria) – Não só o melhor do ano, como também o melhor de Haneke. Um olhar triste, mas infinitamente sensível, sobre a vida entre quatro paredes de um casal idoso, Georges e Anne são músicos aposentados que aprenderam a viver apenas para seus pequenos hábitos e prazeres domésticos, cuja rotina somente é alterada pelas esporádicas visitas da filha. Mas a velhice trás o medo da perda, a doença, e Amour é a fragilidade diante da mortalidade. E não foi por acaso a escolha do título.
Quando Anne sofre uma doença terminal e fica em estado quase vegetal, Georges se dedica em tempo integral em seus cuidados, em um amor que não admite terceiros, que não quer intervenção externa. E essa opção nos é mostrada sem misericórdia, em degradação física, em sofrimento, nos limites do amor e da dor. Amor te convida para entrar em um apartamento em Paris e não te deixa sair mais. Apenas os pombos, símbolo de uma liberdade já impossível de ser retomada, podem usufruir esse direito.

O dia em que não nasci (Alemanha)  de Florian Micoud Cossen
3º O Amante da Rainha (Dinamarca) de Nikolaj Arcel
 Moonrise Kingdon   (EUA) de Wes Anderson
5º Kon Tiki (Noruega) de Joachim Roenning e Espen Sandberg
6º Hebemus Papam (Itália) de Nanni Moretti
7º Holy Motors (França) de Leos Carax
8º Argo (EUA) de Ben Affleck
9º Rota Irlandesa (Bélgica/França) de Ken Loach
10º A feiticeira da Guerra (Canadá) de Kin Nguyen

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sensível (by Fabi)

 
Apesar do elenco de primeira linha, não havia dado muito crédito ao longa "The Sessions" a ponto de assisti-lo. Até semana passada.
Com uma delicadeza quase infantil, trata das questões sexuais, interpessoais e religiosas brilhantemente. Helen Hunt, digna como sempre, em lindas cenas de nudez (afinal ela já tem quase 50) e John Hawkes honesto e convincente no papel do encantador poeta e escritor deficiente Mark O'Brien, que nos encanta do início ao fim da trama. Vítima de poliomielite na infância e sem mexer os músculos do corpo, por sentir-se incompleto, Mark começa a questionar-se sobre religião, vida amorosa e sexual e decide consultar uma especialista em exercícios de consciência corporal para poder "sentir" o nunca antes sentido prazer do sexo, do contato físico com uma mulher. Em longas conversas com seu amigo, o padre Brendan, interpretado por William H. Macy, Mark inicia um processo longo e começa a esgueirar-se por um universo novo e intenso, buscando respostas para os seus questionamentos interiores.
Vale ressaltar a maneira como John Hawkes comunica-se com o olhar, com o sorriso largo, esbanjando simpatia.
Gostei e recomendo.
Como meu amado Gian, darei nota: 7.0

P.S - Academia mais uma vez sendo injusta. John Hawkes Merecia estar entre os indicados ao Oscar esse ano.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

E a água levou ...(By Gian)



O diretor espanhol Juan Antonio Bayona se transformou em promessa no seu país quando dirigiu o excelente “O Orfanato” com apenas 32 anos. Com um jeitão de garoto responsável Bayona atraiu olhares internacionais para seu o trabalho, não tardando e ser seduzido por Hollywood na promessa de uma mega produção blockbuster. Com milhões de dólares injetados na realização do “O Impossível” Bayona teve sua maior felicidade na escolha do elenco: Ewan McGregor, Tom Holland e principalmente Naomi Watts atuam de forma exemplar na verdadeira história de uma família que vai passar o natal na Indonésia e é atingida dentro do hotel pelo Tsunami, separando-os pela imensa invasão do mar. Os primeiros vintes minutos de filme são de tirar o fôlego, as cenas estão tão bem filmadas e editadas que Bayona consegue transformar um paraíso aparentemente seguro em um inferno angustiante.

Mas a possível confiança do diretor numa boa história pode ter sido a causa da sua perda de foco. Depois do espetáculo visual da destruição de tudo que era bonito Bayona força demais na pretensão de querer emocionar. Uma história que já é tocante naturalmente, principalmente sendo real, não necessita de algumas técnicas cinematográficas Hollywoodianas usadas e abusadas pelo roteiro para fazer o público derramar lágrimas. Mas o filme é “honesto”, ele não tem a pretensão de reconstruir o horror causado pelo tsunami, suas terríveis conseqüências em um povo pobre. Ele recria o caso extremo de sobrevivência de uma família rica que estava na hora errada e no lugar errado, de uma mulher que é médica e que luta com todas as forças para salvar tanto sua vida como a de seu filho e a de outro menino perdido. E dinheiro aparece o tempo todo na tragédia, só que de forma publicitária: vemos marcas de cerveja, de refrigerante, de biscoito e até uma firma de seguros (a multinacional Zurich), cujo representante surge dizendo que “agora está tudo bem”, colocando-os em um avião seguro e os mandando quentinhos para casa, tirando-os da tragédia que uniu todas as raças. Como se tudo estivesse ficado bem. E depois sobem as letrinhas dos créditos. Happy End.

Nota: 6,0

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Besta (by Gian)



O título do texto seria “Satanás a serviço da igreja”, mas achei uma falta de respeito danada associar o cara lá de baixo com Silas Malafaia. Como o diabo se sentiria com tamanha injúria?
Se o povo fosse mais criativo mudaria o nome do Demônio para Malafaia, ou acrescentaria esse sinônimo. Mas existem Malafaias honestos e sensatos nesse mundo (acredito que a grande maioria), e injusto seria, como também o é para o Capeta. O inferno não é tão ruim quanto o Malafaia Pastor, ou Malafaia Mau caráter, Malafaia Inimigo do Bem.
Acabei de ver no youtube parte da entrevista do Pastor no SBT (não agüentei ver tudo), e me deu tanta raiva do povo. Como pode alguém simpatizar com essa figura preconceituosa e ignorante? O imbecil é ignorante até na área de sua formação, a psicologia. Baseia-se em teses totalmente ultrapassadas pra tentar manter seu discurso homofóbico. Qualquer entrevistador comprometido com a verdade já teria quebrado sua idéia ignorante nos primeiros minutos, mas como bizarrice da ibope, Maria Gabriela manteve um debate baixo nível para que o Malafaia-Baixo-Nível pudesse expor mais um pouquinho seu mal caráter disfarçado de religiosidade.
A liberdade de expressão é um direito constitucional, mas será que podemos deixar imbecis usar esse direito em um discurso de ódio, de preconceito? O princípio da igualdade, da dignidade da pessoa não prevalece no caso de confronto de interesses?
Malafaia era pra estar na cadeia, não proliferando ódio e preconceito na televisão.
Seu ódio me deu ódio.
Tento a cada dia ser uma pessoa melhor, e discursos como o de Malafaia serve para que pessoas com pouca instrução, sensíveis a palavra da bíblia, se tornem pessoas ruins, más.
Poucas vezes fiquei tão revoltado com a ignorância, com o preconceito.
Se você tem alguma simpatia com Malafaia, por favor, fique beeeeeem longe de mim. Como diz Arnaldo Antunes:
“Saia de mim vomitado, expelido, exorcizado.
 Saia de mim como escarro, pus, porra, sangue, lágrima, catarro”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013