Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!!



"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim.
Desejo ainda que você tenha inimigos,
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

(Victor Hugo)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

L'uomo che verrà - O homem que virá (by Fabi)

Abordando uma temática já tão exaustivamente explorada no cinema, a época sangrenta da 2ª Guerra Mundial, O Homem que Virá, trata do assunto com clareza, emoção, sensibilidade e firmeza histórica, sem clichês ou estereótipos tão comuns em filmes do gênero, nunca fugindo da realidade vil que foi esse período.

Apesar de ficção, narra de forma sincera e objetiva o que teria sido um dos maiores massacres da época, o Massacre de Marzabotto, ou Massacre de Monte Sole, por tropas nazistas em 28, 29 de setembro de 1944.

Acompanhamos a história pelos olhos de Martina, uma menina de 8 anos, que emudece após a morte de seu irmão recém-nascido e observa de maneira investigativa todos os fatos e acontecimentos da época.

Lindo filme, que emociona do início ao fim, rigoroso, com beleza e aquela clássica tristeza que fica quando acaba e faz a gente "se lembrar de nunca esquecer" que um dia tudo aquilo existiu.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Velocidade, finalmente um filme bom do tema (by Gian)


Até o dia trinta e um de dezembro pretendo postar uma lista com os dez melhores filmes que assisti em 2011. Na verdade ela está quase completa, mas como ainda tenho uns quinze filmes importantes para assistir, vou esperar um pouco para ver se algum vai substituir outro. Hoje, dia quinze, assisti um desses que julgo importante e imperdível, mas como não deve entrar na listas e é muito bom, quero falar dele por fora. Quentin Tarantino, como sabemos, não mandou nada de novo nesse ano, e os fãs estão um pouco ansiosos na expectativa do seu novo trabalho. Devem estar revendo Cães de Aluguel ou Pulp Fiction para não deixar esfriar o estilo do diretor. Mas digo, seus problemas acabaram, acaba de sair “Drive”, que apesar de não ser do mestre Tarantino, funciona como um excelente tira-gosto até a chegada do seu próximo filme.

Drive conta a história de um Dublê de filmes de ação que se apaixona por uma mulher casada cujo marido está na prisão. A partir da liberdade antecipada do marido o roteiro começa a se desenrolar de forma inesperada e muito violenta. Ryan Gosling, que já havia me surpreendido em “Namorados para Sempre”, está ótimo no papel de uma pessoa calada (seu nome não é revelado no filme) que não aceita injustiça, nem gosta de desaforos. Seu talento está no volante, dirige mais do que Schumacher e Senna juntos. De vez em quando da uns “passeios” com gente barra pesada e ganha uns bons trocados nisso. Pronto, é tudo que você precisa saber para entrar numa atmosfera que lembra as primeiras obras do Tarantino, passando por Táxi Driver e até faz recordar um pouquinho à dureza calada que John Wayne tanto interpretou nos seus papeis.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Já se tornando o Best Seller do Natal (By Cristiane)


Quanto maior é à vontade dos meios de comunicação de esconder a verdade, mas pessoas correm atrás dela por meios próprios. Provavelmente foi esse o motivo do estouro de vendas do livro “A Privataria Tucana” de Amaury Ribeiro JR., que só no primeiro dia do seu lançamento vendeu 15 mil cópias. Vendagem essa feita sem a propaganda das grandes empresas midiáticas que controlam e monopolizam as informações políticas que chegam até você (O Globo, época, Veja, Folha, etc), estão todos eles num silêncio ensurdecedor, pois as 344 páginas do livro contrariam seus interesses pessoais e o bom humor de seus colunistas e anunciantes. Quem quiser entender um pouquinho o Brasil entreguista de FHC E Serra, não pode deixar de tê-lo em casa. Sem dúvida, o livro mais importante do ano.

Alguns destaques do livro:

As imagens do Citco Building, em Tortola, Ilhas Virgens britânicas, gavetas recheadas de empresas offshore, "a grande lavanderia", pág. 43.

Sobre a pechincha da venda da Vale, na pág. 70.

Sobre o grande sucesso "No limite da irresponsabilidade", na voz de Ricardo Sérgio., pág. 73.

Sobre o MTB Bank e sua turma de correntistas, empresários, traficantes e políticos de várias tendências, e a pizza gigante de dois sabores (meio petista, meio tucana) da CPI do Banestado, pág. 75.

Como a privatização tucana fez o governo (com o seu, meu dinheiro), pagar aos compradores do patrimônio público, pág.171.

A divertida sopa-de-nomes das empresas offshore, massarocas intencionais para despistar a polícia do dinheiro do crime, pág. 188.

Os grandes personagens do sub-mundo da política, arapongas que trabalham a quem pague mais, pág. 245.

Um perfeito resumo do que realmente aconteceu na noite dos aloprados, no Hotel Ibis, em São Paulo, pág. 282.

Um retrato completo do modus operandi da mídia pró-serra na eleição de 2010, a partir da pág. 295.

Outro resumo perfeito, do caso Lunus, quando a arapongagem serrista detonou a candidatura de Roseana Sarney, pág. 314.

Sobre para-jornalistas que acabam entregando suas fontes e sobre fontes que confiam em para-jornalistas, pág. 325.

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu carioco, tu cariocas, eles cariocam (by Gian)


Morar em Niterói é muito bom. Ter o Rio de Janeiro ao lado, estando lá em quinze minutinhos, melhor ainda. Acho o carioca um ser extraordinário, só perdendo pro mineiro em termos de simpatia, esses sim insuperáveis. Mas estar no Rio de Janeiro é fazer amizade, é tomar chopp com alguém que acabou de conhecer, é se sentir em casa em qualquer boteco sujo que você escolha para beber. E caso estejamos fora do Rio de janeiro, é fácil identificar um carioca turista, é só ouvir o cara falar, e não me refiro somente ao sotaque, falo também do extremo poder de síntese que só os nascidos na cidade do Rio conseguem ter. O Carioca é capaz de, numa única palavra, resumir pelo menos duas frases. Se você pergunta, por exemplo, como é que vai o Marcelo, ele te responde: Sifu. E se você não perguntar mais nada a conversa sobre o Marcelo já se da por encerrada.

Outra característica própria do carioca é o modo de formar fila. Se não houver uma autoridade organizando, colocando um atrás do outro como deve ser, fica parecendo um grupo de pessoas num determinado local sem uma finalidade específica: o primeiro da fila é único que está no local certo, atrás dele já tem um cara de costa, e depois outro apoiado num balcão um pouco à frente, outro sentado na mochila, um de pé se coçando, outro na porta falando ao celular e a mulher que foi no banheiro e pediu pra alguém cuidar da vaga. Você tem que chegar pra algum deles é perguntar quem é o último da fila, e assim ficar até que alguém chegue e faça o mesmo.

Mas a pontualidade que é o máximo, se você marca às nove horas num bar, pode sair de casa lá pelas dez, e se reclamar do atraso vai ouvir o seguinte: “pô, não achou nove um pouco cedo?” E isso se der sorte, pois corre o risco dele te telefonar minutos antes dizendo que não vai mais.

Contudo, as coisas são feitas sempre de bom humor, sem aquela preocupação que o resto do país tem com o certinho, com o compromisso. E se você entrar no mesmo ritmo jamais vai se estressar na Cidade maravilhosa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O sofrimento de quem ama (by Gian)


Já não tenho dedos pra contar os maravilhosos filmes que ficam no anonimato por diferentes razões: pouca divulgação, lançamento apenas em DVD, atores desconhecidos, títulos mal traduzidos e até mesmo pôster com poucos atrativos. Às vezes, porém, acontece o mesmo com filmes com atores bons e tema atrativo, e para isso pode haver algumas explicações. O filme "Questão de Vida (Nine lives)", apesar da tradução errônea que depois eu explico o motivo, conta com um dos elencos mais ricos que já vi em filmes de pequeno orçamento, citarei apenas alguns pra não encher muito o texto: Glenn Close, Kathy Baker, Robin Wright Penn, Dakota Fanning, Sissy Spacek, Holly Hunter, Aidan Quinn, Joe Mantegna etc. E contém um tema chamativo, o amor. Mas acho que é justamente o modo de como ele trata o amor que o deixou um pouco fora das salas de cinema mais comerciais. O roteiro fala literalmente de amor, mas de amor sofrido, não correspondido, doído, da saudade, da impossibilidade, da perda. São nove mulheres, cada uma com seu amor e sua dor. O título original “Nine Lives” se refere ao ditado popular anglo-saxão de que os gatos têm nove vidas (diferente do nosso que fala de sete vidas), referindo-se a capacidade feminina de suportar o sofrimento causado pela dor do amor. Escrito e dirigido por Rodrigo Gárcia (Filho de Gabriel Gárcia Márquez), e produzido por Alejandro González Iñárritu (Babel e Biutifil), "Nine Lives" é um filme pra ser visto quando estiver de bem com mundo, de coração leve, feliz com vida. Do contrário, alugue Capitão América.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O muro caiu pelo lado errado (by Gian)


Apesar da guerra dos Bálcãs ser o pano de fundo de Cirkus Columbia, a briga entre capitalistas e comunistas ganha um tom engraçado nesse filme bósnio, embora em alguns momentos tragédia e drama apareçam naturalmente nas questões abordadas. A história se passa numa pequena cidade ao sul Herzegovina, povoado tranqüilo e até então pouco afetado pela expansão do capitalismo na região. As mudanças políticas pós-queda do muro de Berlim ainda não atrapalham o cotidiano da maioria das pessoas, até que reaparece um antigo morador da cidade, exilado na Alemanha durante o regime comunista, e amigo íntimo de um prefeito que está no poder para implantar o novo regime. O primeiro ato do prefeito ao ver o amigo é apossá-lo na sua antiga moradia, onde mora seu filho e sua ex-mulher, e pondo-os no olho da rua. Daí pra frente questões íntimas, familiares e políticas são abordadas de modo sutil e cômico, mostrando que o amor pode prevalecer sobre problemas antigos e pessoais.

O diretor é feliz em direcionar os problemas de uma batalha ideológica para dentro de um grupo de pessoas, especificamente uma família, desunida há 20 anos pela guerra, com sentimentos e ideais distintos, cujo silêncio nos anos de separação ajudou a agravar. E acima de tudo critica aqueles que tentam comprar amor, respeito e poder, achando que o perdão é um sentimento humilhante.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Recuperar (by Gian)

Impossível não se emocionar com a entrevista que Reynaldo Gianecchini deu ao Fantástico. Eu só assisti agora a pouco, numa reprise compactada apresentada no Jornal Hoje, e ao seu término eu e o apresentador Evaristo de Macedo estávamos com lágrimas nos olhos. O interessante do depoimento foi que o doente não passou aquele sentimentalismo puro e simples que caracteriza esse tipo de reportagem, Gianecchini foi direto ao evidenciar que desde o início não temeu nada, e que mesmo com a morte do pai pelo mesmo mal, passou a encarar tudo como se isso fosse uma das tantas barreiras comuns que se apresentam ao nosso dia-a-dia. Sua firmeza e suas convicções passaram força a milhões de brasileiros e familiares que sofrem de problemas semelhantes, e isso que emocionou. Ele nos cortou o medo dessa palavrinha de seis letras, pequenina e triste, que as pessoas temem em pronunciar na presença de quem sofre de seus males, que é aludida apenas através gestos e olhares ou por uma abreviação eufemística: CA, e basta. Fique-se o subentendido, já deu pra perceber. Palavra fria que não precisa ser completada, pois tem cheiro de éter e de álcool dos corredores dos hospitais, palavra que evoca dores, aparelhos cirúrgicos esterilizados, que por si já ecoa outras tanto feias, mas já plausíveis de pronúncias: anestesia, nódulos, biópsias. Gianecchine firme e coerente, nos passando uma força que era pra ser só dele e só pra ele na luta contra esse mal, o maior de nossas gerações.

domingo, 20 de novembro de 2011

Dinheiro, Confiança e Frustração (by Gian)


Me aconselharam um analista, mas acho que vou preferir gastar meu dinheiro com você”.

Essa frase, dita por um bem sucedido empresário a uma garota de programa, resume um pouco a idéia de Soderbergh em fazer esse filme poético que analise de forma crua e tentação pelo dinheiro e o cotidiano de pessoas normais.

Com mais de vinte filmes nas costas, o diretor da famosa trilogia “Onze homens e um segredo” vem dessa vez com uma produção barata, de curta duração, mas excepcional "Confissões de uma Garota de Programa" que conta um pouco à vida de Chelsea (interpretada pela atriz pornô Sasha Grey), uma garota de programa de luxo cujos clientes são empresários de alto poder aquisitivo dispostos a pagar dois mil dolares por uma noite. A história se passa em Manhattan, em meio a crise que derrubava (e ainda derruba) a economia estadunidense, as dúvidas do mercado financeiro e às eleições que levaram Obama a presidência do país.

Todo esse clima de incertezas nos é mostrado na visão de Sacha, mulher linda e inteligente que começa a duvidar da sua capacidade profissional quando diminui as procuras pelo seu serviço. Com uma maturidade incrível, Steve Soderbergh utiliza uma fotografia realista que nos deixa com a impressão de estarmos presenciando de perto cada momento, isso até incomoda no começo, mas depois de minutos nos acostumamos a essa intimidade que nos é dada.

A narrativa não-linear encaixa-se perfeitamente na proposta de dificultar a entrada do espectador na intimidade da Chelsea , cuja profissão não permite muitas brechas para invasões sentimentais, sua expressão no filme é sempre a mesma, séria e decisiva. Mas nem por isso ficamos totalmente de fora das dores e emoções da personagem, que sempre se manifestam naturalmente nas surpresas que a vida lhe impõe.

sábado, 19 de novembro de 2011

A Hora da Verdade (by Gian)

Dia 18 de Novembro de 2011, uma data a ser comemorada e eternamente lembrada. A presidenta Dilma Rousseff sanciona as aguardada leis que criam a Comissão Nacional da Verdade e de Acesso a Informação. O lado negro da nossa história finalmente poderá ser passado a limpo. Que se arrombe as entranhas de um passado covarde e se mostre a verdade, que o verdadeiro rosto da covardia apareça. O passado obscuro de 1946 a 1988 será devassado e poderemos saber nomes de quem usava a ilegitimidade de um governo ditatorial para no anonimato cometer assassinatos e torturas. Serão realizadas a busca, a identificação e a recuperação dos corpos dos desaparecidos políticos; a identificação dos agentes do Estado que cometeram violações de direitos humanos, bem como a investigação oficial acerca dos métodos e procedimentos utilizados por estes; e a reparação da memória histórica de episódios da nossa vida nacional que devemos conhecer a fundo, e saber os nomes dos verdadeiros criminosos.

Ambas as leis serão publicadas na próxima segunda-feira no Diário Oficial

Um momento histórico sem precedentes.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A batalha mais difícil (by Gian)


Força companheiro, você vence mais essa! Afinal, você é o cara, precisamos de você por aqui. O Brasil INTELIGENTE está do seu lado na certeza de uma grande recuperação.

domingo, 13 de novembro de 2011

Quanta dor você pode suportar? Até quando? (by Fabi)

Violência só gera violência?
Quanta dor vc é capaz de suportar até explodir?
Nossa essência nos permite "fazer o bem, sem olhar a quem"? Um drama cortante, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro 2011, que te atinge como uma bofetada, abordando o limite entre a covardia e a condescendência, bondade e passividade excessiva, bullying que leva à solidão, que leva ao isolamento. Um filme para se refletir sobre ideais quase utópicos em nossa sociedade como bondade, amor ao próximo, fazer o bem sem olhar a quem, amizade leal.
Belo filme dinamarquês, dirigido por Suzanne Bier, a mesma de Brothers e Coisas que perdemos pelo caminho, provocante, perturbador, eficiente no que se propôs a mostrar, que desbancou o aclamado Biultiful no Globo de Ouro, premiação anual de cinema e TV estadunidense, com linda fotografia, tocantes atuações, principalmente das crianças, cruza a história de duas famílias consumidas pela culpa e o distanciamento, onde palavras, vazios, sentimentos e atitudes não-compartilhados vão se acumulando no decorrer da trama, até o momento em que explodem ferozmente. Em Um Mundo Melhor torna-se imperdível pelo conjunto único que apresenta.
Assista, reflita, emocione-se e diga você mesmo!

sábado, 12 de novembro de 2011

The end? (by Fabi)

Com o advento da Internet, seguido de suas facilidades de downloads, alguém um dia poderia ter dito que seria o fim do cinema. LEDO ENGANO! Na década de 80 aconteceu o mesmo com o surgimentos das maravilhosas video-locadoras, verdadeiros paraísos para nós, cinéfilos de plantão, Achava-se que a frequência aos cinemas diminuiria. Na década de 90, com o DVD e Home Teater não foi diferente: "Uau alta tecnologia, verdadeiro cinema em casa!" Óbvio, que assistir a um filme em casa, munido de um balde gigantesco de pipoca e um copão de Coca-Cola, com a turma ou "alguém especial", também é uma idéia altamente atraente. Porém, aviso aos pão-duros de plantão (que têm todo direito à indignação, haja visto o valor das entradas do cinema), que as telonas ainda ficam em primeiríssimo lugar como entretenimento de final de semana. Tanto para as crianças, os namorados, os solitários, os "sem-nada-para-fazer" e os amantes da 7ª arte.
N-A-D-A nunca substituirá o apagar das luzes, a telona acendendo devagarinho, as pessoas se acomodando nas poltronas, as pupilas dilatando-se, é um momento em que vc, definitivamente, esquece o mundo lá fora, pq começa a participar de outro. E isso, meus caros amigos, não acontece no seu sofá de couro caro, tão pouco em sua cama Box King Size, confortabilíssima. Isso é coisa de cinema!!
E desde seu surgimento, com os irmãos Lumiére, quando as pessoas correram quando viram uma locomotiva avançar em sua direção através das telas, que ele emociona, entrete, educa, coscientiza. O que dizer do cinema mudo? Preto e branco? Numa época em que não haviam tantos recursos, onde Spielberg ainda não nos afetava com seus efeitos surreais, o cinema já fazia história e nos deixava legados. Foi usado pela alemanha nazista durante a guerra, para mostrar o quanto era perfeito ser alemão, onde todo um país cria fielmente que era uma dádiva fazer parte de tudo aquilo. Verdadeiros documentários pré e pós guerra. Os americanos tornaram-se mestres nessa arte que tanto amamos, arte esta que evoluiu até países como Vietnã, Israel, Índia, Dinamarca e confins da terra... Sabe pq? Pq ao contrário do pensam ou desejam, o destino do cinema está muito, mas muito longe do fim. Ele se expande, agrega, abrange a todos, apesar do alto valor das entradas (repito pq também quero protestar).
Sabe-se lá o que é ver o entusiasmo de uma criança, pobre, que não tem acesso a coisas que p/ nós são tão corriqueiras como ir ao cinema, por exemplo, contar p/ vc como foi seu final de semana, na "Hora da Novidade" na escola e ver em seus olhos um brilho contagiante pq ela foi ao CINEMA pela primeira vez?? E abrir os pequenos bracinhos para mostrar o quão grande era a "televisãozona" de lá? E que tem uma hora que fica tudo escuro e a "televisãozona" acende e tem que ficar quietinho, pq não pode falar?

"E aí, quando acaba o filme, tem que ir embora, mas que dá a maior peninha, tia, pq eu adorei lá!!!!"

Só entende isso tudo aí, quem realmente acha o cinema insubstitível, como eu...










terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Caixa (by Gian)


Um velho de terno, gravata e chapéu, e com a metade do rosto deformado bater na sua porta e deixa com você uma caixa preta com um botão vermelho no meio. Você tem 24 horas para decidir se aperta ou não o botão. Se apertar você recebe um milhão de dólares, mas alguém que você não conhece vai morrer na hora em que você o fizer. Você apertaria? Inicialmente, essa questão levantada nesse terceiro filme do Diretor Richad Kelly, nos parece Hitchcockiana, ou talvez pros mais novos lembre os roteiros de Danny Boyle, em que quase sempre o poder do dinheiro corrompe a moralidade. Um começo promissor de filme, já que havia bastante interesse de público e crítica na obra em questão, pois Kelly iniciou sua carreira com o Brilhante cult Donnie Darko“, mas peidou feio na farofa no seu segundo longa “Southland Tales: o Fim do Mundo”.

Bom, mas infelizmente “A Caixa” não se firma no roteiro. Ao tentar mesclar ação e suspense barato com questionamento filosófico o diretor se perde, e não se acha mais. E o que era pra ser uma resposta aos “por quês” das atitudes egoístas do ser humano em se beneficiar, mesmo sabendo que suas escolhas podem ajudar no fim da espécie, acaba nos deixando com mais dúvidas do que garantias. E não estamos diante de uma obra existencial de Buñuel ou Lynch. E ao término da sessão ficamos apenas com duas certezas: a de que Ricahrd Kelly é um simples mortal que deu sorte no seu primeiro filme, e dificilmente se firmará na sétima arte, e também a certeza de que ele fuma maconha.

domingo, 6 de novembro de 2011

...

"Os outros eu conheci por ocioso acaso. A ti vim encontrar porque era preciso."

Guimarães Rosa





...nem sempre o que sai da boca é o que transborda o coração...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meia-noite Genial (by Gian)

No meio literário existe um ditado em que “você não escolhe o livro que vai ler, ele é que te acha”. Eu sempre percebo essa verdade quando leio, pois jamais escolho um livro pela sua fama ou pela lista dos mais vendidos, e menos ainda se vencedor de Nobel ou Pulitzer. Escolho pelo autor ou tema que gosto, e já fui até pelo título. Odeio também quando um autor que gosto e acompanho é premiado, o livro triplica de preço e some dos sebos, foi o que aconteceu recentemente com os livros do Llosa, que eu adoro. Comprava-os antigamente a cinco, oito, dez Reais no máximo. Vai ver agora se você acha “Travessuras de Menina Má” em sebo. E se der sorte de ter, olha o “precinho” dele.

Mas esse texto não é sobre livros, é sobre o novo e fenomenal filme de Woody Allen “Meia Noite em Paris”. Eu não escolhi esse filme para ver, ele me escolheu.

Nos últimos quarenta anos Woody Allen nos presenteou com quarenta e cinco filmes, um feito fabuloso, e até extraordinário se o ponto de partida for à qualidade técnica, cultural e de diversão: Todos são bons. Claro que existem altos e baixos na carreira dele, contudo os “baixos” levam no mínimo uma nota 7 na escala de 0 a 10.

Parar para assistir um filme de Woody Allen é saber que vai sair feliz no final de sessão, daí pra frente o que vier a mais, é só lucro emocional. E foi assim que “Meia-Noite em Paris” me achou:

Às vezes acho minha geração tão apolítica, que me questiono: Por que não nasci numa época mais revolucionária, onde os jovens quebravam o pau pelos seus Direitos. Às vezes acho minha geração tão inculta. Porque não nasci numa época em que os jovens choravam e gritavam pelos Beatles ao contrário de ovacionarem Jeito Moleque e Claudinha Leitte? Às vezes acho meu time tão ruim de bola. Cadê o Riva, nosso Patada Atômica dos anos 70?

Opa, será que tudo era melhor antigamente?

Essa é a grande questão levantada em "Meia-Noite em Paris" , que começa com uma volta ao passado de Gil Pender, um roteirista de saco-cheio com a profissão que quer virar escritor de romances. Para ele a década de vinte foi o momento crucial da literatura mundial, e Paris era o palco onde tudo acontecia.Enquanto todos passeiam pela cidade curtindo sua bela paisagem contemporânea, Pender permanece nostálgico por algo que nunca viveu: O momento cultural daquela cidade há noventa anos atrás. E quando resolve passear sozinho pelas noites parisienses, acaba se perdendo. É achado por uma carruagem que o leva exatamente onde seu sonho pousa, e com todos os personagens que fizeram a cultura acontecer no início de século passado.

Para a surpresa dele, os ídolos do passado também tem preferência por épocas anteriores da história, e assim, pode-se dizer que será infinitamente até a época do macaco pelado? Será que é natural da alma humana essa tendência de apreciar o que seus antepassados viveram?

Foi um presente não só ao personagem Pender, mas também a mim, pois estavam ali muitos de meus ídolos, que por pura coincidência também eram os dele, e provavelmente os de Woody Allen também.

Uma beleza impar. Um dos melhores filmes daenorme e sensacional carreira desse grande diretor estadunidense.

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro - Dia do Professor (by Fabi)

VALORIZAÇÃO e RESPEITO ao PROFESSOR!!!


Feliz Dia do Mestre!!!!



"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."


Cora Coralina

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

To be (by Fabi)

Cerque-se somente do que é bom. Afaste o que te impulsiona ao mal. Mantenha a calma sempre. Deseje ter apenas o que está ao seu alcance, o que o seu braço pode alcançar. Encontre DEUS dentro de vc mesmo. Vc vai encontrar. Ame. Ame sempre. Ame muito. Escolha alguém e tire um dia do seu mês para lhe fazer o bem. A mente humana maquina, faz planos, constrói muros, idealiza, mas só uma atitude positiva diante da vida, pode tornar tudo viável. Às vezes, o momento não é propício ao novo ou ao "de novo", mas vc pode ter um novo olhar sobre o que é velho. Aprender é uma característica inata ao ser humano. A gente aprende sempre. Sozinho, com a vida, com os outros. Hoje, eu aprendi. Hoje, alguém a quem eu tenho a missão de ensinar algo sempre (pelo menos na teoria), me ensinou e eu aprendi. Hoje, os papéis se inverteram. Hoje, eu precisava aprender e apreender. Hoje, eu precisava de uma resposta à um questionamento interior e ao entrar em minha sala, no trabalho, havia um bilhete escrito em letra infantil com alguns erros de Português, que dizia:



"Não existe amor impossível e sim pessoas incapazes de lutar por aquilo que elas chamam de amor!"



Mais abaixo um mal desenhado coração escrito RESERVADO e dentro dele as inciais F.S (iniciais do meu nome).Que VOCÊ possa entender que amar, sonhar, querer, não é errado. Que ter dúvidas sobre fazer isso, também não. Que desistir e jogar a toalha algumas vezes, também é aceitável, pq somos fracos e a vida de vez em quando nos hostiliza a tal ponto, que não vemos muita razão em querer... O que VOCÊ não deve deixar nunca, é de ser.... Seja! Seja o que vc quiser! Seja o que os seus olhos quiserem. Seja para alguém, ou para vc mesmo, mas seja! Hoje eu entendi que eu sou! Hoje eu entendi que quero continuar a ser....

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dá-lhe Lula! (by Cristiane)

Luiz Inácio Lula da Silva é Doutor Honoris Causa, título concedido pelo Sciences Po, sigla que reúne a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França e o Instituto de Estudos Políticos de Paris. Foi entregue na tarde de terça-feira, ao primeiro latino-americano agraciado pela academia, 16ª personalidade em todo mundo. É o sétimo título que o ex-presidente recebe. O primeiro foi da Universidade de Coimbra, em Portugal. Clique aqui para ver todos os títulos já entregues a Lula.

Contorçam-se à vontade, nobres perdedores! Pois que Lula tem mais láureas a receber, e compromissos distintos a cumprir, nesta etapa de visita ao berço da civilização moderna. Senão vejamos:

Ontem, quarta-feira, 28: reuniu-se com representantes do Partido Socialista francês. Depois viajou para Gdansk, na Polônia.

Hoje, quinta-feira, 29: recebe o Prêmio Lech Walesa, concedido pela fundação de mesmo nome. Criado em 2008, reconhece personalidades destacadas por seu respaldo à liberdade, democracia e cooperação internacional. Encontra-se com Walesa, Prêmio Nobel da Paz, e ex-presidente e sindicalista como ele.

Ainda na noite de hoje, quinta-feira, estará em Londres, Inglaterra, palestra no Museu de História Natural sobre Crescimento econômico e desenvolvimento social: a experiência do Brasil.

Sexta-feira, 30: O ex-presidente é convidado da revista The Economist, faz conferência no evento The High-Growth Markets Summit - em livre tradução, Encontro Sobre Mercados de Alto Crescimento. Basicamente, fala sobre a experiência do seu governo na cooperação e aumento do comércio Sul-Sul.

Na mesma sexta, retorna a São Bernardo do Campo, onde tudo afinal começou, para desespero de alguns – ou alguns muito poucos, como nunca dantes neste país.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nem tudo está perdido (by Cristiane)


Um pouco de consciência política foi mostrada no rock in Rio no Sábado, dia 23/09.Marcelo Yuka, ex-rappa, se apresentou o tempo todo ostentando uma bandeira do MST, postada em frente ao seu teclado. Tocou clássicos nacionais que criticam a política norteamericana no que tange a racismo, repressão e guerra, como “Baía de Guantânamo” e “Ninguém regula a América”. No discurso final criticou as UPPs, “Não acredito em paz armada”, mandou o músico. Enfim, algo que preste no meio de tanta ganância capitalista.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E aí meu irmão, cadê você? (by Gian)



Já está enchendo o saco essa badalação de Rock in Rio em toda programação da rede Globo. Não poupam Globo Esporte nem programas infantis, só se fala nisso. Com todo Respeito a Sir Elton John, Stevie Wonder ou Joss Stone - competentes artistas cuja sonoridade está longe do Rock and roll que esperávamos ter - essa edição é de longe a pior de todas. Rock que é bom, ou na pior das hipóteses, que teria que ser bom, conta-se a dedo. Salve nossos ídolos tupiniquins: Paralamas, Titãs, Sepultura e Capital Inicial, que estarão lá para lembrar o por quê do nome do festival. Mas voltando a chateação diária da Globo, agora a pouco no Bom Dia Brasil entrevistaram a rockeira barra-pesada Claudia Leite, que toca na abertura do festival: casaco de couro, calça látex apertadinha e camisa dos Rolling Stones...uaaaaauuuu, aumenta que isso aí rock and roll. Leitinha disse que está quase sem dormir pela expectativa, pelo frio na barriga e pela emoção, e que nem imagina a causa disso, já que vai fazer o que sempre fez: tocar. Beleza, aí vem a reportagem da Globo dizendo que é normal tocar música merda no Rock in Rio (falaram isso com outras palavras). Aí foram descendo festival por festival falando das porcarias que já apareceram: no anterior tocou Sandy e Junior, no outro foi Britney Spears, e por assim vai até chegar no primeiro Rock in Rio. Pausa. Não houve música besta nesse festival, o que vamos falar? Para não ficarem sem assunto quem levou a culpa foi James Taylor, “um cantorzinho famoso por seus singles Contry-rock”. E pra piorar, Claudinha Leite no rego disse que fará uma surpresa, cantará um monte de músicas de Chico Science. Pronto, não satisfeita em ajudar a empobrecer o festival, ainda quer estragar clássicos manguebeat.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De goleada (by Gian)

Terminou há poucos minutos o tão esperado discurso de abertura da ONU da nossa Presidenta Dilma Rousseff, logo após discursou o Presidente estadunidense Obama. A diferença de postura adotada entre os dois líderes foi imensa. Dilma apresentou um Brasil em constante crescimento, falou do problema da crise econômica mundial, defendeu brilhantemente a criação do Estado da Palestina, e solicitou uma cadeira permanente do nosso país no conselho de segurança da ONU, e exaltou de forma competente a importância da mulher na sociedade e na política, aproveitando o fato de ser a primeira mulher a abrir uma assembléia geral do órgão. Obama, apesar de orar melhor que nossa Presidenta pareceu estar na defensiva o tempo todo, desculpando de guerras e invasões dos EUA em países árabes e falando demais sobre quanto foi bom o fim de Bin Laden. Parecia mais preocupado com as próximas eleições do seu país do que com os problemas mundiais. Demos banho, um passo a frente.

"Lamento não poder saudar nesta tribuna o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos país dessa assembleia, acreditamos que chega o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título " Dilma Rousseff

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quando dói em mim ... (by Gian)


Incomodou-me profundamente a autobiografia “3096 dias de Natascha Kampush”, cuja leitura me fez perder o sono por momentos de raiva, amor e indignação. Pra quem não se lembra, a pequena Natascha foi seqüestrada aos dez anos de idade, e ficou em um minúsculo quarto por quase nove anos sob constante vigilância de um louco chamado Wolfgang Priklopil. No livro ela narra detalhadamente o medo diário da morte, a fome, a perda da noção de tempo, e as surras a que era submetida quase que diariamente, e ao mesmo tempo deixa implícito um certo amor pelo seqüestrador, que era a única pessoa a que tinha contato e que a mantinha viva. O livro é forte, parece escrito com lágrimas, raiva, e um desgosto da vida e de toda a sociedade. Tanto é assim que ao término da leitura duvidei de que a vítima ainda esteja recuperada do trauma sofrido pelos anos de cativeiro, e acho mesmo que, se o relato fosse feito mais para o futuro, ela não seria tão dura nas palavras. De toda forma, é um livro que me marcou.

Aprendi com isso a não ler mais autobiografias de crianças e adolescentes, já que fico sempre impressionado. Imagens vêm a minha cabeça, sofro com seus momentos de desespero e de dor, tudo chega a mim como se eu fosse intimo da pessoa.

Quando era novo li “Feliz Ano Velho” do Marcelo Rubens Paiva, nunca mais encarei uma cachoeira de frente, sempre que entro em uma me vejo batendo em pedras, impossibilitado de me mover e afundando nas águas. Via-me paralítico, tendo que me comunicar com os olhos, escrever com a ponta do nariz, sabendo que nunca mais veria o mundo com os mesmos olhos.

Um pouco mais tarde peguei “O Diário de Andréa”, escrito por uma amiga de infância que foi vencida por um câncer na medula. Como me senti mal em não estar com ela nos momentos finais, ou mesmo ao seu lado lhe dando forças, carinho a amor quando precisava, quando sentia medo e solidão.

Aprendi que não posso com todas as literaturas.

sábado, 10 de setembro de 2011

Luto - 11 de Setembro (By Gian)

Foi em 11 de setembro. Uma negra terça-feira de 11 de setembro para uma nação da América do Sul.

O povo chileno saia em peso para as eleições, iriam democraticamente escolher seu presidente, o representante do país para os próximos cinco anos. Via-se nas pessoas o sorriso de esperança para a construção de uma sociedade justa, com a divisão das riquezas que há tanto tempo pertenciam apenas a uma pequena elite dominadora, menos de dois por cento da população. E venceram, deram um verdadeiro banho nas urnas.

Em pouco tempo latifúndios improdutivos foram dados para camponeses sem terras, chegaram alimento, educação e saneamento para gente que até então morria por inanição. O povo começou a raciocinar e decidir seu próprio planejamento. Começaram a acontecer organizações populares, que lutavam para que todos pudessem ser iguais, a fim de ser combatida de vez as grandes diferenças sociais daquele povoado.

Mas esse começo de crescimento não agradou aos EUA, “Como podemos deixar que um país seja tão irresponsável e que o comunismo lá se adentre” , disse o secretário de Estado Henry Kissinger, passando por cima das leis e da decisão de uma nação soberana. O presidente dos EUA, Richard Nixon, resolver interferir na economia ainda fragilizada dos chilenos. Cortou importações e proibiu que outros governos as fizessem. Disponibilizou para a CIA mais de 15 milhões de dólares para que derrubasse o presidente eleito Salvador Allende. Bombardearam fábricas e centrais elétricas chilenas, tudo isso com civis trabalhando. Tentaram finalmente dar o golpe de estado. Mas não funcionou. A maioria estava com o presidente e confiava nos seus princípios para mudar finalmente o rumo do país.

Mas os EUA não se deram por vencido. Em 11 de setembro de 1973 as forças armadas terroristas estadunidenses atacaram o Chile, bombardearam o palácio presidencial, matando Allende e a base governista que estava junto dele.

O exército dos EUA entraram na capital e puseram o General Augusto Pinochet para governar o país. Foi implantado campo de concentração para quem apoiava ou simpatizava com a política do falecido presidente. Oficiais do exército dos EUA treinavam militares para torturar e matar civis. Gente foi fuzilada, estripada, eletrocutada. Pais de famílias eram executados na frente dos filhos, enfiavam ratos nas vaginas das mulheres e treinavam cães para que as estuprassem. Trinta mil pessoas foram assassinadas, não se sabe quantas foram torturadas.

Hoje estou de luto. Hoje faz 38 anos do massacre de meu povo vizinho. Hoje, 11 de Setembro.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Brassica Olerácea do Grupo Sabalda (by Gian)

Pouca gente sabe, mas eu amo repolho refogado, tenho verdadeira tara. Logicamente que não como uma panela inteira de uma vez só, sempre que vejo coloco uma boa porção no prato e devoro. Adoro-o puro, ou seja, não precisa estar acompanhando de arroz, feijão ou carne. Ele sozinho me satisfaz, mas para melhorar só mesmo acompanhado daquela Cerveja Gelada.

Mas o interessante disso é que nunca pedi para que meus pais o fizessem para mim, nem nunca falei nada sobre esse meu gosto com ninguém. Acho que todo mundo acha esse vegetal tão banal, costumeiro e sem graça, que mesmo se eu me pronunciasse a respeito jamais atrairia algo além de risadas. Eu mesmo não fico pensando em repolho o dia inteiro, é mais amor à primeira vista, eu olho e bate o desejo momentâneo, depois até esqueço, acho que nunca cheguei a sonhar com repolhos.

Bom, mas o fato é que, sempre que estou na casa de alguém, íntimo ou não, e vejo uma panela de repolho refogado eu peço um prato, sem timidez nenhuma. Mando na lata, “aí brother, leva a mal não, mas to amarradão nesse repolho aí no fogão, ta com maior cara boa, deixa provar?”.E Sempre me fornecem um prato com olhares risonhos e desconfiados. Vocês podem estar me tirando como pidão, mas estejam certos de que não faço isso com as demais coisas, o repolho é a único acepipe que me deixa inteiramente à vontade para manifestar-me. Se um dia eu for à sua casa (você não sendo uma pessoa muito próxima), e eu encontrar, por exemplo, uma apetitosa barra de chocolate em cima da mesa, ou uma caixa de Bis no criado-mudo, ou mesmo um pacotão de batata frita, eu não vou te pedir. Posso até jogar uns olhares de vira-lata esfomeado, mas fico de boca caladinha. Agora, se eu for à cozinha e encontrar uma panela de repolho refogado, meu brother, já estarei sentado na mesa de babador no peito e garfo em punho.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aqui pra nós (by Gian)


(...) A denuncia, decorre sobre a aquisição da drogaria Pacheco pela rede de farmácias São Paulo. Todavia, a coisa não é simples como parece. Na verdade eles querem trazer os paulistas pra trabalharem aqui, e vão levar os cariocas pra trabalhar lá. Esse e outros esquemas estão começando a serem elaborados por ONGS estrangeiras com a finalidade de mexer no capital interno para criação e domínio do trem-bala que ligará Rio e São Paulo. O governo Federal e os Estaduais das duas metrópoles estão envolvidos num esquema que envolve aproximadamente oito bilhões de Euros, verba essa que seria destinada à saúde, educação e transporte, é claro.O esquema da rede farmacêutica é somente mais um nas altas transações dos cartéis das grandes empresas. A Nestlé que adquire agora a totalidade das ações da fábrica de Chocolate Garoto, foi a primeira a se interessar pelo domínio desse novo “mercado turístico”, e mobilizou juntamente com a Shell, o equivalente a 25 milhões de dólares somente em propinas a serem distribuídos a ministros, parlamentares e executivos das bases aliadas do governo federal e Estadual, tudo para acelerar a abertura das licitações, que serão controladas por comissão especialmente elaborada por políticos dos partidos governistas.Espera-se, que o lucro, somente no primeiro ano de funcionamento do trem bala, supere o de quatro bilhões de dólares (...).

Acreditou no texto acima? Sabe qual foi à fonte?

Nenhuma fonte, eu o escrevi em exatos cinco minutos.

Não acredite em tudo que vocês recebem por e-mails.

Em menos de três dias recebi uns cinco e-mails assim, cômicos.

E quem os assina? Qual a fonte? NINGUÉM/NENHUMA

Essa tentativa de impressionar pessoas com dados distorcidos ou inexistentes foi amplamente usada em épocas eleitoreiras.

Duvide do que lê, se informe.

Esse aqui vai assinado.

Giancarlo.

domingo, 28 de agosto de 2011

Revival (by Fabi)



Definitivamente, estamos carentes de figuras expressivas no esporte, ou de eventos esportivos de nível, que me perdoem os entusiastas do futebol. Lembro bem quando a seleção masculina de voley brasileiro foi campeã olímpica em Barcelona 92. Como ficamos orgulhosos! Todos, repentinamente, desenvolveram um "tesão" imperioso pelo esporte. Toda criança queria jogar voley. Toda escola começou a apostar no esporte em suas aulas de educação física. Em 87, não foi diferente. A seleção brasileira de basquete masculino, nos jogos pan-americanos de Los Angeles, bateu a temível seleção americana e foi aclamada. Lembro que era pequena e sonhava poder ser um Oscar. Isso mesmo, queria jogar como aquele homem que fazia mágica em quadra. Mas minha baixa estatura não cooperou muito com meus sonhos. Modismos à parte, sendo a vedete do momento no Brasil, o UFC vem despertando nos brasileiros uma paixão inflamada pelo esporte. Arrastou uma penca de pessoas comuns ao octógono na HSBC Arena no Rio, uma dezena de globais, uma outra de políticos e até o milionário Eike Batista estava lá prestigiando o evento. O organizador do evento, um fortão de nome Dana White, ainda deve estar tentando entender o que viu. Ficou impressionado com a animação da torcida, uma euforia que, segundo ele, não via ha muito tempo nas arenas, mas devia-se ao consumo exagerado de cerveja. Viu também objetos sendo atirados na direção da arena e os bonés dos lutadores sendo roubados. E olha que só assistiu ao vivo quem podia pagar, visto que o valor dos ingressos variava entre R$ 250,00 e R$ 1.600,00. Logo, trabalhador-favelado-assalariado não poderia ter ido lá atirar coisas, nem roubar bonés. Ufa....Segura essa, classe média! Assistindo ao evento em casa, notei sutil semelhança com as arenas dos César's. E isso deveu-se à euforia descontrolada da platéia, que assemelhou-se aos pobres miseráveis daquela época que, famintos à espera de pão, anseavam loucos por sangue, suor e tripas pelo chão. Vou rever Gladiador e Espartacus essa semana, só p/ tirar a dúvida se evoluímos tanto desde a Roma Antiga.

Ave Cesar!


E para o povo “panis et circenses”!

sábado, 27 de agosto de 2011

Amores de sábado (By Cris Brandão)


Hoje eu não vim falar de futebol, finalmente. Sofri demais com meu time tão amado perdendo mais um clássico sem atitude.
Mas tudo bem, quero falar, portanto, de AMOR. Afinal, “All we need is Love”, já diziam entendedores muito melhores do que eu do assunto há uns 40 e poucos anos.
Tenho que afirmar que acho muito interessante o "ritmo" de amores que adquirimos durante a vida. Noturna, obviamente. Amamos tanto que acabamos às vezes tão sufocados nisso tudo que torna-se até engraçado... Trágicas comédias românticas. Nessa teia incontrolável e infinita, nos perdemos a cada dia, aliás, a cada noite em busca sempre de satisfação. Satisfação que nunca termina. À vera? E essa era uma música que eu adorava, embora não venha ao caso, mas a bebedeira me fez citá-la.
Enfim, madrugada de domingo, 03h18min, cansado e, como já disse, meio bêbado: combinação de fatores que é igual a cama, embora seja sempre um grande prazer estar por aqui com vocês, independente de quem sejam...
Para terminar, como não poderia deixar de ser, deixo singelas saudações Tricolores sofridas e nocauteadas em noite de UFC Rio aos irmãos de verde, branco e sangue encarnado, e a esperança de dias melhores, que, com certeza, virão. Mas como não estávamos falando de futebol e sim de amor, sugiro que escutem suas músicas prediletas e deitem-se com quem desejarem, na ordem que preferirem. Ou ao mesmo tempo.
Bons sonhos, bom domingo e que o amor impere!

Cris Brandão é Tricolor, chato e Ariano. Às vezes romântico também. Mas poucas vezes.

domingo, 21 de agosto de 2011

Uma Luz no fim do túnel (By Cris Brandão)

Finalmente, depois de 16, rodadas alternando vitórias e derrotas em igual proporção, o Fluminense empatou seu décimo sétimo jogo do Campeonato Brasileiro de 2011. É óbvio e notório que minha opinião de Tricolor que sou vem um pouco carregada e tendenciosa, mas arrisco-me a dizer que o Campeão Brasileiro foi merecedor da vitória, e, em detrimento da opinião de nosso comandante Abelão, também acho que fomos mais uma vez prejudicados pela arbitragem no lance do pênalti não marcado, originado no chute do Fredcana, que, diga-se de passagem, se arrastou em campo. Mas isso é outro assunto.
Entretanto, apesar do desperdício desses dois preciosos pontos, acredito que o time está numa crescente. O rendimento dos líderes já não é o mesmo de algumas rodadas atrás, portanto creio que teremos ainda a chance de pelo tão sonhado Bi / Tetra. Estamos, neste momento do campeonato, a 12 pontos do atual líder, Corinthians, vantagem que pode desaparecer ao longo do returno, e, além disso, ainda temos um jogo a menos, que será cumprido contra o peixe podre, comandado pelo Mercenário Ramalho, na próxima quarta-feira, dia 24 de Agosto em Santos.
No que diz respeito ao jogo, além da atuação do menino Lanzini ser novamente de encher os olhos, o que mais me chamou a atenção foi que, relembrando o time Campeão de 2010, as jogadas estão sendo feitas finalmente pelas laterais do campo, com melhora evidente no volume de jogo tanto de Mariano quanto de Carlinhos, que, aliás, foi quem fez o cruzamento perfeito para o gol de cabeça do excelente Rafael Moura, que vem suprindo as necessidades e lacunas deixadas pelo ineficiente Capitão Fred.
Como torcedor e entusiasta do bom futebol, acredito que logo Abel acabará cedendo às súplicas de nossa espetacular torcida e fará as manutenções que parecem óbvias, no meu ponto de vista, que, aliás, é o da maioria. Fernando Bob não tem lugar no time; Martinuccio e Ciro deveriam ser mais bem aproveitados; A zaga com Digão fica muito mais sólida, embora ele ainda esteja sem ritmo de jogo; Márcio Rosário é pavoroso e Gum é mediano; Fred deveria experimentar o banco de reservas. Acho que lhe cairia muito bem.
Enfim, apesar de todos os problemas, acredito que ainda haja luz no fim do túnel. Temos um bom plantel e somos o Time de Guerreiros, afinal de contas! Portanto, que venham o Santos e o Botafogo nessa próxima semana. E que o segundo turno seja verde, branco e grená.
Saudações Tricolores!

Cris Brandão é chato, compulsivo, cervejeiro e Tricolor de alma e coração.
Perfil do Twitter: @Cris_BrandaoFFC
BY CRIS BRANDÃO

Love? (by Fabi)

Se apaixonar está fora de moda. O que está em voga, nesse momento, é a sua capacidade de não se envolver. Em quantos encontros chegamos ao sexo? Quantos parceiros(as) consigo conciliar ao mesmo tempo? Uma luta constante e desenfreada pelo prazer. Orgasmos contínuos e diversificados, variedade de parceiros, superficialidade, desapego. Mas, por favor, não me fale de sentimentos. Existe coisa mais brega do que um olhar romântico, uma declaração de amor? Onde estão o brilho no olhar, aquele friozinho na barriga, a ansiedade pelo próximo encontro? Mas que próximo encontro?? Haverá próximo encontro? Haverá telefonema no dia seguinte? O mundo urge de novidades e as pessoas buscam por praticidade. O que pode haver de mais cômodo do que uma saída despretenciosa numa noite, outra em outra noite, outra em outra.....Ui, quase uma dízima periódica!
Homens e, pq não mulheres, fogem de toda essa complexidade chamada R.E.L.A.C.I.O.N.A.M.E.N.T.O........ Complexo porém, delicioso. Sou defensora árdua. Defendo mesmo! Nem mil latas de Red Bull, te darão a sensação que ter alguém a quem amar vai te dar... Vai por mim...Talvez seja por isso que cada vez mais nos deparamos com pessoas frustradas, melancólicas, tristes, incapazes de criar laços, pq cultuam o descompromisso, a frivolidade. O importante é não perdermos a nossa identidade, não aderirmos à modismos, não nos sentirmos E.Ts por consideramos normal, o que é o normal da vida.
Não siga fórmulas, manuais!!! Siga seu coração! (Ui, meu lado brega falou mais alto agora!)


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Para maiores e menores de 30 anos (by Gian)


Foi uma surpresa mais que agradável assistir à nova produção de Steven Spilberg “Super 8”, cuja estréia se deu nos cinemas na última sexta-feira. O filme fez recordar os anos 80, aquela doce infância em Nova Friburgo, onde aos domingos eu aguardava ansioso o começo da sessão das cinco para assistir espetaculares ficções científicas dirigidas ou produzidas pelo mestre do momento, Mr. Spilberg. E.T. o Extraterrestre, Os Goonies, Gremlins, Contatos imediatos de Terceiro Grau...quem nunca se rendeu a essas pequenas-grandes obras?

Que época de tão bons e simples filmes, onde a família toda saia junta pra sorvete, pipoca e cinema; as filas, o cheiro do amendoim torrado em frente à bilheteria, as paqueras antes das luzes se apagarem, o medo gostoso nas aparições repentinas de monstros ou aliens.

Toda essa nostalgia volta em doses homeopáticas a cada minutos das duas horas do gostoso longa “Super 8”. Lá está tudo aquilo que víamos antigamente: cidadezinhas do interior cujas casas não têm muros, grupo de amigos adolescentes que fazem descobertas fabulosas e se locomovem de bicicleta, o gordinho rejeitado, o medroso que vomita, a loirinha cobiçada e o suspense com boas doses de efeitos especiais. Tudo no clima dos anos 80 (a história se passa em 1979) para fazer com que nós, trintões e quarentões, nos emocionemos junto com a criançada que lota o cinema em busca de bons sustos. Exatamente como fazíamos a vinte e cinco anos atrás.

Além do mais, o filme é uma declaração de amor ao cinema, o título faz referência a uma velha filmadora muito usada por Spilberg quando ainda era um adolescente amador amante da sétima arte.

A direção fica nas mãos de J.J. Abrams, criador da série televisiva “Lost”, que não esconde sua admiração e amizade por Spilberg, fazendo esse admirável filme-homenagem, mesmo sendo rodado com o dinheiro do seu mestre, pois a produtora é a Amblin Entertainment.

Nesse final de semana, vá ao cinema. Se tiver filhos leve-os, caso contrário, pede seus pais pra te levarem. Diversão garantida.

Ps. Assistam os créditos finais, vale a pena a surpresa!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Redenção?? (By Cris Brandão)


Redenção?
Hoje, quarta-feira, 17/08/2011 às 19h30min, o time de Guerreiros pisa novamente no “pasto” do Engenhão em busca da tão esperada redenção. Vindo de duas derrotas consecutivas e “inacreditáveis” para a sofrida Torcida do atual Dono do Brasil, o Fluminense enfrenta o modesto, porém eficaz Figueirense em casa, ou melhor, no Rio de Janeiro.
Novamente desfalcado de seu obviamente tão contestado e criticado Capitão de araque, (que jogou menos da metade das partidas do campeonato Brasileiro até agora, vale ressaltar), o Flu entra em campo com seu “pseudo” reserva Rafael Moura, ocupando a posição de centro avante titular e vestindo a mística e gloriosa camisa 10 tricolor. Que ele seja capaz de honrá-la e servir a nossos propósitos; e que o faça com garra, sorte e talento de matador que é. O Fluminense precisa desesperadamente desses três pontos para tentar iniciar a tão sonhada sequência de vitórias, para finalmente poder aproximar-se do G4, diga-se de passagem, o único setor da tabela de classificação que interessa ao atual campeão Brasileiro, principalmente depois de todo investimento feito num time de medalhões que não dão retorno. Aliás, justamente o oposto.
Talvez a estréia de Lanzini possa acrescentar algo ao meio campo tão ineficaz e confuso do time. Que Carlinhos mantenha a boa atuação de domingo, apesar da derrota, e faça o papel de lateral, que é. O mesmo serve para Mariano, que ele consiga relembrar o que é ir ao fundo e cruzar a bola, efetivamente. E, finalmente, que Abelão coloque os miolos no lugar e saque o Fernando Bob do time, coitado. Isso já seria um bom começo.
Mas enfim... Como Guerreiros que somos, não podemos desistir nunca. Assim é o Fluminense. E assim é também a inigualável torcida do time de Guerreiros. A mais linda torcida do mundo, da qual eu orgulhosamente faço parte.
Pra cima deles, Fluzão!
Saudações de Campeão Brasileiro, mesmo que sofridas... O G4 nos aguarda! Então... Até breve!

By Cris Brandão

Cris Brandão é tricolor de alma e coração, cervejeiro e Ariano. Salute!
Twitter: @Cris_brandaoFFC

Levamos 21 tiros (by Cristiane)

O que aconteceu na noite do dia 11 de agosto no bairro Piratininga em Niterói não foi apenas o assassinado de uma Juíza, foi uma afronta a todo cidadão de bem. Foi um insulto aos bons costumes, a moral e ao bem estar das pessoas honestas. Foi um atentado contra o sistema democrático, contra nosso direito constitucional de ir e vir, contra a justiça e contra a liberdade, no sentido mais amplo que podemos interpretar essa palavra.

Essa grande mulher de coragem ímpar trabalhava numa das cidades mais violentas e corruptas do estado, e combatia com avidez os criminosos mais covardes (e por isso perigosos) que assombram os mais carentes e necessitados. São os milicianos, os mafiosos das vans, os grupos de extermínio e os PMs de Farda suja. E o que mais indigna é o fato de se tratar de uma magistrada incorruptível. Se despacham algum Juiz que vende ou se beneficia das sentenças que julga, dana-se, é bandido matando bandido. Mas tirar a vida de alguém honesto, que luta pela sua, pela minha segurança e liberdade, é um crime contra todos nós e que me mercê uma punição exemplar.

O Governado Sérgio Cabral dispensou ajuda da Polícia Federal, mais um motivo para termos certeza que nossa polícia tem condições de por as mãos rapidamente na quadrilha de criminosos. Faça-se Justiça, e logo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Lamúria Tricolor (By Cris Brandão)


Lamúria Tricolor

Acordei sobressaltado durante essa madrugada sonhando, ou melhor, tendo um pesadelo: o Fluminense não conseguia uma sequência descente de vitórias nesse brasileirão. Apavorei-me quando percebi que, na verdade, não se tratava, simplesmente, de um sonho. Amargamos ontem mais uma derrota, dessa vez ressuscitando o moribundo Grêmio, que não ganhava de ninguém já há mais de um mês, e ainda pior, tendo saído na frente no placar com gol de Fred resultante de ótima jogada de Carlinhos, levando a bola à linha de fundo e cruzando para cabeçada certeira do capitão, conforme ensina a cartilha do futebol clássico e simples, diga-se de passagem.
Infelizmente, depois desse começo promissor, as coisas retornaram ao que tem sido mais comum, ultimamente. Muita posse de bola, mas sem eficácia. Para completar a lambança, tomamos ainda no primeiro tempo dois gols do adversário, sendo um deles num lance de bola parada. Bastou. Depois disso, mesmo com as “ousadas” modificações de Abel, que chegou a escalar quatro atacantes simultaneamente, numa medida desesperada, de nada adiantou, pois, ainda assim, quase não acertamos mais o gol do fragilizado Grêmio.
Analisando a tudo isso, e ao momento espírita que o cartola do Laranjal atravessa, imagino eu, poderíamos lançar uma campanha para o Abel realizar um sacrifício nas Laranjeiras, oferecendo a alma do Fernando Bode, digo Bob, aos Deuses do Futebol, (ou mesmo aos espíritos zombeteiros que rondam as Laranjeiras), em troca da redenção do atual Campeão Brasileiro. Já que ele, (o Bode), tem tido apresentações tão “brilhantes” na meiúca do time de Guerreiros, de acordo com a opinião de nosso sábio comandante, e só dele, acho eu, deve valer algo em moeda de troca com esses espíritos sombrios que nos rondam ultimamente.
Enfim, estamos numa situação esquerda, como diz a expressão. Uma defesa frágil, meio de campo sem inspiração, e, obviamente, ataque quase inoperante. Mas como somos Guerreiros e nunca desistimos, esperamos. Certo?? Que o segundo turno seja a virada de mesa tricolor em direção ao G4, pelo menos. É isso. Estaremos de volta no Engenhão, quarta-feira, ás 19h30min contra o Figueirense. Saudações Tricolores e saravá!

Cris Brandão é chato, compulsivo, cervejeiro e Tricolor de alma e coração.
Perfil do Twitter: @Cris_BrandaoFFC
BY CRIS BRANDÃO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nelson Jobim, Você é um fanfarrão ...(by Gian)


Não sei o termo que posso utilizar que expresse melhor a conduta do nosso ex-ministro que não seja o de FANFARRÃO.

Fez o maior cu doce pra aceitar o Ministério da Defesa, e quando entrou falou que não tinha vontade de sair por que era “prazeroso”; depois desfilou pelas forças armadas, de quartel em quartel, trajando uniforme de General, com quatro estrelas e tudo mais, o que lhe rendeu um processo criminal, visto que civil não pode usá-lo.

Noutra ocasião, logo após o acidente da TAM em Congonhas, circulou pra lá e pra cá com um capacete do Corpo de Bombeiros.

Conseguiu apoio para a criação do tão esperado Submarino Nuclear, e quando a Condoleezza Rice veio ao Brasil oferecer ajuda, sua resposta foi: “A única forma da Senhora ajudar é não se metendo no assunto!”, até o tradutor fingiu que não entendeu a frase e pediu para ele a repetisse.

Em entrevista recente, falou que votou no Serra nas últimas eleições. Informação absolutamente desnecessária: primeiro por que todos sabem da sua preferência pelo Tucano, que visa cortar quase todos os gastos destinados ao combate à pobreza e destiná-las a segurança das nossas fronteiras, segundo por que nunca escondeu uma amizade pessoal com o carequinha, já até moraram juntos.

E por último, pra melhorar suas graciosas entrevistas, disse que a Ministra Idelo Salvatti, das Relações interiores, era fraquinha, e que Gleisi Hoffman, da Casa Civil, era atrapalhada.

Pronto, ganhou a demissão.

Nelson, você é um fanfarrão, pede pra sair...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amor combina com ódio? (by Gian)

Estamos em um mundo rodeado por câmeras: nas ruas, lojas ou shoppings o que fazemos pode estar sendo observado, até quem mora em locais cuja janela se abre para a amplidão de uma cidade pode estar tendo sua privacidade invadida.

É com esse pontapé que se inicia o difícil e original filme “Marcas de Vida (Red Road)”, filme que faz parte de uma parceria chamada Advance Party, projeto das produtoras Sigma e Zentropa, uma turma que só pensa em inovar as tendências cinemaotgráficas europeias, com alguns nomes como Lone Scherfig, Anders Thomas Jensen e Lars Von Trier.

O filme demora a ser entendido: uma policial tem a tarefa de vigiar um bairro através de câmeras espalhadas nos postes das ruas, de repente nota a presença de alguém que parece ser conhecido e passa a vigiá-lo desesperadamente. Não da pra contar mais nada, pois perderá a graça de um roteiro maduro, com direito a passagens fortes, sexo explícito e muita originalidade. Aparecem muitos cães, e cada um deles tem um significado em relação aos sentimentos da personagem principal, uma coisa linda! E deixa uma pergunta ao seu término: Amor e ódio podem andar juntos num mesmo relacionamento?

Ganhou o premio do Júri em Cannes além de mais onze ao redor do mundo.

Eu indico!

Quer baixar?

Red Road

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