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Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




domingo, 16 de dezembro de 2012

Niemeyer (by Fabi)

Respeitado, admirado, enaltecido internacionalmente por seu brilhantismo como profissional e principalmente por ser um homem que prezava a simplicidade da vida, Oscar Niemeyer, viveu 105 anos. Sabe-se lá o que é viver tanto? Vivenciou guerras, revoluções, ditaduras, foi exilado na Europa...A pergunta que não quer calar é a seguinte: como um fumante convicto como ele, teve uma vida tão, ou mais longa do que muitos esportistas e atletas com hábitos de vida saudáveis?
Estaria a longevidade associada ao bem viver? À mente tranquila? Mens sana in corpore sano?
Admirador de um bom vinho, interessado em política e fã das mulheres (casou-se novamente aos 99 anos) e disse que o fazia pq era importante estar ao lado da mulher que amava, Niemeyer em uma de suas últimas entrevistas, disse que sua vida não tinha nada de especial, e que o lado bom de viver era ajudar as pessoas, abraçar e ser útil. Enfim...Penso que assumir uma postura positiva diante da vida, pode nos acrescentar alguns anos à mais na estrada. Não preciso falar mais nada, né? O velho Oscar sabia das coisas...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mulher. ( by Fabi)

Eu preciso de tão pouco p/ ser feliz, que eu acho que me encaixo na categoria medíocre da vida. Eu não vivo a vida como se ela fosse uma festa prestes a acabar, por isso a velocidade da diversão. Meu ritmo hoje é mais cadenciado, já deixei o taquicárdico pra trás há muito tempo. Deve ser por isso que ando sendo constantemente ultrapassada. Se a vida é uma corrida contra o tempo, sou dessas que à passos lentos vai perdendo posições nela. Eu sei que a vida não é como um filme, não há um roteiro certo a seguir. Mas também viver à revelia de quaisquer coisas não faz parte de mim. Não vivo cercada de pessoas, não sou feliz 24 horas por dia e sou nostálgica. Por vezes gosto da solidão e não vejo mal algum nisso. Choro assistindo filmes, ouvindo músicas e quando lembro de algum momento feliz. É isso mesmo. Fantasio que um dia vou estar em definitivo com o amor da minha vida e fico ofendida se me dizem o contrário. A fantasia é minha e ninguém tem que meter o bedelho nela. Nunca tomei um porre, nem fumei maconha, ou usei qualquer outra substância q me deixaria arrependida depois, sou careta demais p/ isso. Prefiro estar de cara limpa sempre! Sou ciumenta convicta, mas em processo lento de cura. Amigos eu tenho bem poucos. Daqueles que eu consigo contar nos dedos de uma mão apenas. E me orgulho disso. Não preciso de muita gente p/ chorar no meu enterro. Acho tão juvenil essa coisa de ser tão cheio de amigos. Até pq eu acho Roberto Carlos meio babaca qdo canta "Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar..." Ahhh e ele já se declarou um solitário. Coisas da vida! Ultimamente pouca coisa tem me deixado feliz, mas acho que faz parte. Tenho uma filha adolescente que me enlouquece, mas que é meu ar. Um trabalho que eu gosto, mas que me frustra às vezes, pq não consigo alcançar todos os objetivos que traço. Não acho a vida complicada, não acho as pessoas complicadas, não vejo complicação em nada. Sou cristã. Amo a Deus sobre todas as coisas, creio na Bíblia como regra de fé e conduta e não me envergonho de assumir isso em tempos de moda ateística. Tenho me desapegado de algumas coisas e isso tem me feito bem. Sou sensível, mas não sou piegas. Não banalizo o "te amo", não digo a qualquer um. Me afasto de gente que me conheceu ontem e me manda emails, recados no Facebook dizendo q me ama. E mesmo quando amo, quase nunca sei demonstrar. Mas dou indícios. Sou mais de cuidar. Sou atenciosa. Sou estranha. Sou dessas. Poucos me conhecem ou sabem lidar comigo. Em contrapartida, alguns sabem até o que eu vou falar, somente pela maneira como pisco, ou pela tremidinha no lábio superior. Isso é amor. É amizade. É conhecer. Tenho predileção por gatos, seres astutos, de alma e beleza feminina. Mas que viveram e ainda vivem na marginalidade. Poucos gostam. Os cães são os preferidos. Gosto também, mas acho que são meio retardados. Como os homens. O primeiro que amei, meu pai, é doce, tem olhos de corsa, atitudes de um gentleman, fala manso e me ama em silêncio. É tímido. O último, é um doce, tem olhos de corsa, atitudes de um gentleman e também me ama em silêncio. Esse é livre. Os homens são assim. Não são de fazer alarde quando o assunto é amor. A gente que perde tempo gritando, ensurdecendo-os com nossos apelos loucos. Não sei se sou incomum, ou se sou comum demais. Sou mulher. E adoro poder me dar ao luxo de enlouquecer de vez em quando e colocar a culpa na TPM. De poder escrever coisas sem me preocupar com o que os outros vão pensar. Os homens têm sempre tanta censura em si. Tanto medo de falar... Eu me aproprio do direito de ser eu mesma, de ser quem eu quiser ser, de falar o que eu quiser falar. Me aproprio da obrigação de ser sempre mulher.




 

The End (by Fabi)

O mundo está acabando, é? E daí? Crendices e superstições à parte, essa história de que tudo acaba em 2012 está sendo até divertida, pq a gente percebe o quanto o homem é suscetível, vulnerável, temeroso sobre o q lhe é desconhecido. Nos EUA tem gente que já estocou comida em abrigos subterrâneos, estourou cartões de crédito, xingou o chefe e traiu a esposa. Tudo por conta de um fim de mundo que, teoricamente, chegará em 21/12/12. O mais interessante é que ninguém pensa que, com uma catástrofe chegando, poderia ser interessante perdoar alguém que lhe tenha causado alguma mágoa, pedir perdão por algum mal causado, oferecer ajuda a alguém que necessite. Despedir-se da vida, nesse caso, para muitos parece ter uma conotação negativa. Do tipo: "Vou fazer tudo o que sempre tive vontade e nenhuma coragem!" Eita, naturezazinha humana sem-vergonha!!!!

E o q acontece depois? Você sabe para onde vai, depois que tudo aqui terminar? É exatamente isso que apavora grande parte da humanidade. Até pq, ninguém quer morrer... E viver é bom à bessa... Eu, por exemplo, ainda quero fazer tanta coisa... Quero casar com o amor da minha vida, quero ter um bebê, quero fazer um cruzeiro, quero conhecer Israel, Fernando de Noronha e Espanha, quero encaminhar minha filha na vida, quero aprender a comer com hashi, quero ainda poder ter um gato preto, quero morar na roça e ter uma horta no quintal de casa . Enfim... A gente não está preparado para perder, para deixar de ter, para não mais ser. Por isso todo esse temor envolvendo o fim. A gente vive, ama, odeia, ri, chora e se esquece que um dia tudo acaba. Tem gente que se prepara, outros preferem nem pensar. E existem aqueles que, como eu, preferem acreditar que um alguém infinitamente superior, sabe a hora e o dia, em que TUDO vai acontecer. E assim vou seguindo... Vc está preparado para o começo do fim? Deveria...

Pq ele começou no exato momento em que vc nasceu...


P.S - Eu também escrevo nessa joça aqui, mas por problemas técnicos estive meio ausente.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Meu Cão

Esse é o Rambo, meu cão Vira-lata. Tem idade desconhecida. Minha tia pegou o coitado quando estava mal tratado e jogado na rua. Antes dele vir para minha família o pobrezinho já havia sido atropelado, mordido por cobra e ainda apanhava do “dono”. Sofreu tanto que passou quase a vida toda com medo de tudo. Não podia ver uma lagartixa que logo enfiava o rabo entre as pernas e saia de orelhas baixas. Chegou lá em casa tão magro que quase não se aguentava em pé, e foi só com muito amor, cuidado e dedicação que ele voltou a ter autoestima, confiança na raça humana e amor próprio. Hoje está mais gordo que uma porca e adora latir para o lixeiro, e se você sentar perto dele está arricado a levar uma unhada no braço que significa “quero carinho”.
De acordo com o veterinário, Rambo deve ter entre 12 e 14 anos de idade. Ele tem um câncer benigno na barriga, nasceu uma espécie de bola que cresce e que não pode ser operada por risco de morte na cirurgia. Mas com todos os problemas passados e presentes ele é um cão feliz. Vive num lar onde todos o amam, tem um companheiro também cachorro pra brincar – o Tobinho – e é paparicado o dia todo.
Rambo torce pelo fluminense, é socialista, católico apostólico romano (apesar de nunca ter sido batizado e nem ter feito primeira comunhão), gosta de Julio Iglesias e de alguns nomes da MPB. Não acompanha novelas, mas acha a Malu Mader uma coroa interessante, "da pra pegar", me confidenciou dia desses.

PS. Nem preciso mais colocar o (by Gian) depois do título né? Só eu que escrevo nessa joça mesmo!