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Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Re - For - Mu - Lan - Do (by Fabi)


Precisamos entender que, para algumas coisas na vida, não há remédio. Para outras existem antídotos, subterfúgios, escape, respaldo. Mas para aquilo que realmente se apresenta indissolúvel, resta o conformismo natural.

Amar, odiar, sorrir, chorar, correr, parar, nascer, morrer, tudo faz parte de um processo muito maior do que nossa mente vã consegue alcançar.
A gente odeia com a mesma facilidade com que ama. Foge com a mesma naturalidade com a qual se entrega. Aceita tranquilamente o que pode facilmente renegar. E é toda essa complexidade que se apresenta nessa caixinha de surpresas chamada vida, que faz com que TUDO valha a pena.
Perdoe e leve em consideração as agruras de uma vida mal vivida, as mazelas de tempos passados, de dores recentes, as atitudes impensadas. Perdoe a insensatez, a mão que machuca, as palavras que ferem, o grito ensurdecedor. Lave a tua alma da mágoa. Sinta meu coração que bate tão de mansinho, mas tão de levinho, que quase para quando penso que por um momento, quase fui má. Seria assim os derradeiros momentos da vida? Seria assim a angústia dos moribundos? Cortei os pulsos com as unhas e sangrei toda a minha solidão em poucas horas. Abri a caixa de lembranças e sofri pq percebi, que o que eu achava que era nunca foi.
E eu insisto em frear a ordem das coisas, pq não suporto a ideia de que o que deveria ser, não o é, pq insisto em ser eterna. Pq não entendo sua essência tão diferente. É insano, eu sei. Mas vc me conhece, eu cuido, eu zelo, eu amo e, às vezes, eu machuco por isso e para isso. O mundo não é bom, amor. O mundo é cruel com quem é bom.
Toda mudança requer coragem...
.... Mudar é difícil, pq nem toda mudança é motivada por algo ruim. Mas SEMPRE é por algo necessário. E é essa inquietação que coça dentro do peito que nos impulsiona a substituir o velho, o inadequado, o inapropriado, por algo que nos dê alento, satisfação, certa comodidade.

Aquela sensação de ter feito a coisa errada, do medo de "errar a mão", é natural. Já relaxei. Faz parte da vida errar e acertar. Ninguém quer acertar sempre´.

Como diria um amigo: "É sacal!" ter sempre razão, ter sempre a resposta certa na hora certa, ser sempre comedido e fazer sempre as escolhas certas. De vez em quando a gente comete alguns erros p/ coisa ficar legal. Mas  a mudança se faz imprescindível no momento.
Estou em período de reformas...E eu não quero nem saber se elas vão incomodar o vizinho que levanta às 10h ...Problema dele! Ele perdeu a hora, passou do tempo...Vou melhorar a fachada, investir nas novidades, valorizar o "efeito-surpresa-da-vida"... Acho que vai dar certo...

E sigo pq a jornada é longa e ela, a saudade, não tem prazo de validade.
Mas o que é a saudade, se não um grande equívoco no tempo? Um lapso de tempo quase que pré-definido na trajetória dos que vagueiam em busca do que nunca tiveram?
Se alguém perguntar por mim, diga que ando por aí reformulando!
 
 

 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Romulus, My Father (by Gian)



Normalmente os filmes baseados na vida ou nas memórias de alguém são realizados quando a pessoa já morreu, Bob Dylan, Lula e Raimond Gaita são algumas das poucas exceções de pessoas que podem ir ao cinema assistir histórias de sua própria vida. Esse último teve seu livro de memória filmado pelo diretor australiano Richard Roxburgh na película “Romulus, Meu Pai”, que conta a triste e complicada infância de um menino, Raymond, que vive praticamente isolado da sociedade com um pai ultramoralista que é apaixonado pela ex-esposa, omissa e ausente em relações familiares, e depressiva em adversidades. O filme se desenrola sob o olhar infantil da criança, que ama os pais, e sonha em ter de volta sua família unida debaixo do mesmo teto, mesmo sabendo que a mãe abandonou a casa para morar com o melhor amigo do seu pai e cuja fama é das piores na redondeza. A relação do tio com a família, parente mais presente na vida deles, também é obscura, e sugere algum segredo entre ele e a mãe do menino. Descobrindo o amor e o rock no momento em que os adultos se mostram mais intransigentes e complicados, Raymond se transforma em mero espectador de um momento triste de sua vida. A interpretação do encantador Kodi Smit-McPhee da emoção aos sentimentos do garoto, sem apelar por lágrimas; já Eric Bana no papel de Romulus faz um pai sério, melancólico e acorrentado em preceitos rígidos, mas sempre muito preocupado com a educação de uma criança que tem como tutores diretos pessoas emocionalmente alteradas.
Atenção especial para a magnífica fotografia!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Copa das Copas (by Gian)

(*)Por Dilma Rousseff

A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil. Trinta e duas seleções, representando o melhor do futebol mundial, estarão disputando a Copa do Mundo, a competição que de quatro em quatro anos transforma a todos nós em torcedores.
É o momento da grande festa internacional do esporte.  É também o momento de celebrarmos, graças ao futebol, os valores da competição leal e da convivência pacífica entre os povos. É a oportunidade de revigoramos os  valores humanistas de Pierre de Coubertin. Os valores da paz, da concórdia e da tolerância.
A “Copa das Copas”, como carinhosamente a batizamos, será também a Copa pela paz e contra o racismo, a Copa pela inclusão e contra todas as formas de preconceito, a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo, do entendimento e da sustentabilidade.
Organizar a Copa das Copas é motivo de orgulho para os brasileiros. Fora e dentro de campo, estaremos unidos e dedicados a oferecer um grande espetáculo. Durante um mês, os visitantes que estiverem em nosso país poderão constatar que o Brasil vive hoje uma democracia madura e pujante.
O país promoveu, nos últimos doze anos, um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, aumento do nível de emprego e inclusão social do mundo. Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, elevando, em uma década, à classe média 42 milhões de pessoas e retirando da miséria 36 milhões de brasileiros.
Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia vibrante. Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos harmonicamente com manifestações populares e reivindicações, as quais nos ajudam a aperfeiçoar cada vez mais nossas instituições democráticas.
Em todas as 12 cidades-sedes da Copa, os visitantes poderão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro. Somos o país da música, das belezas naturais, da diversidade cultural, da harmonia étnica e religiosa, do respeito ao meio ambiente.
De fato, o futebol nasceu na Inglaterra. Nós gostamos de pensar que foi no Brasil que fez sua moradia. Foi aqui que nasceu Pelé, Garrincha, Didi e tantos craques que encantaram milhões de pessoas pelo mundo.   Quando a Copa volta ao Brasil depois de 64 anos é como se o futebol estivesse de volta para a sua casa.
Somos o País do Futebol pelo glorioso histórico de cinco campeonatos e pela paixão que cada brasileiro dedica ao seu clube, aos seus ídolos e a sua seleção. O amor do nosso povo por esse esporte já se tornou uma das características de nossa identidade nacional. Para nós o futebol é uma celebração da vida.
Em nome de 201 milhões de brasileiras e brasileiros, estendo as boas-vindas aos torcedores da França e a todos os visitantes que vierem ao Brasil compartilhar conosco a “Copa das Copas”.

(*) Presidenta da República Federativa do Brasil

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Te doy mis ojos (by Fabi)


Abordando um tema que sempre nos constrange, a violência doméstica, "Pelos meus olhos", começa a incomodar já nas primeiras cenas: uma mulher fugindo no meio da noite de chinelos com uma criança. Sabe-se que está fugindo de alguma coisa, mas não sabemos do que.
Pillar, uma dona de casa como milhares que conhecemos, cansada da agressividade do marido, foge desesperadamente de seu alcance,
abrigando-se na casa da irmã. Até aí, este poderia ser um filme corriqueiro, de corriqueira briga de marido e mulher, porém o filme nos surpreende de maneira intensa o tempo todo. Uma mulher fragilizada, uma família que não a apóia durante a separação, um filho dividido entre seus pais, um marido constantemente arrependido e buscando tratamento. São apenas algumas das nuances q este belíssimo filme nos apresenta. Com ótimas interpretações, de Laia Marull (Pillar), Luis Tosar (Antônio), "Te doy mis ojos", ganhou prêmios no Festival de San Sebastian , e prêmios Goya, outorgados anualmente pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha.

Assista! "Te doy mis ojos" é um drama que não irá (ou não deveria) passar despercebido por ninguém.Um drama que não irá (ou não deveria) passar despercebido a ninguém. ..8/10 .... Nuno Centeio