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terça-feira, 24 de maio de 2011

Ao mestre....Com carinho? (by Fabi)


Um vídeo, no youtube, tem causado frisson nas últimas semanas, o da professora Amanda Gurgel, docente do Estado do RN, cuja repercussão a levou até as telas globais no domingo, no programa do Faustão. Tendo como título: "Professora silencia deputados em audiência pública", o vídeo vem causando um misto de euforia e escândalo entre os docentes de todo o Brasil. Com um discurso pertinente, ela deu legitimidade à fala de milhões de professores, como se os mesmos só tivessem existido a partir da coerência de suas palavras. Ora, a desvalorização dos profissionais de educação, é pública e notória há muito tempo. Pregamos no deserto há anos! Quem ouve a nossa voz? Baixos salários, desrespeito e indiferença por parte da comunidade escolar, que inclui pais de alunos, alunos, carga horária pesada (muitos de nós trabalham em 3 escolas, diariamente), condições precárias de trabalho.
Nada do que a "professora-super-star" falou deveria ser novidade, já que os professores gritam por socorro desde que me entendo por professora. Se fazemos greve, somos subversivos, manifestações públicas são paradas com bombas de efeito moral, como em 2009, no centro do RJ. Quem quer investir em educação? Apatias e desencantos, tornam difícil a tarefa de educar com excelência em nosso país, fazendo dos educadores, meros sobreviventes. Acho engraçado que foi preciso uma professora ir à TV para poder dar voz à milhões de profissionais que no Brasil, são vistos como sacerdotes, ministros do saber, profissionais que tem uma missão: a de cuidar....Bonito né? Mas e nós? Somos cuidados? Somos tratados com dignidade? Respeito? O Governo do Estado do RJ, ao invés de condecorar, com medalha de honra "sei-lá-o-que", uma tal de Preta Gil na Câmara de Vereadores, como fez recentemente, poderia selecionar alguns professores e fazer o mesmo....Que tal? Fica registrada minha sugestão.
Observei que com esse discurso, a professora Amanda, despertou muitos professores de seu sono profundo, de seu estado de torpor, mexendo com seus egos. Professores que se redescobriram professores. Li colegas escrevendo em redes sociais: "Dá orgulho de ser professor assim!", ou então falando "Tenho orgulho de minha profissão". Caraca! Como a nossa profissão está carente de ídolos! De gente que mostre a cara! Que grite! Que incomode!
Constatei que os professores estão solitários, sentindo-se carentes... Quem quer se ocupar dos professores? Quem precisa de um? Pergunto mais: quem quer ser um?
Professora Amanda, sua voz é a nossa voz. Sua voz soou como o canto triste de uma ave em extinção, que ainda resiste, que ainda insiste, muito embora já esteja ficando rouca...

sábado, 21 de maio de 2011

Um Milhão de Amigos ( By Cristiane)

Sei que já foi comentado por aqui, mas não posso deixar de falar no espetacular filme “Rede Social”.

Aluguei-o ontem sem muitas expectativas sobre seu conteúdo, visto que já foi dito e desdito quase tudo sobre seu desenrolar. A surpresa veio no roteiro por não só mostrar, como eu imaginava, um retrato da vidinha egoísta de Mark Zuckerbert, playboy nerd bilionário criador do facebook, mas pela análise curiosa que faz sobre a amizade digital, onde se pode ser amigos de todos e de qualquer um sem ser amigo.

O desejo “de fazer parte”, de estar entre os bam bam bans, foi o motivo que fez o palyboyzinho de classe média alta criar um clube virtual e ser reconhecido entre as gatas da faculdade. Feio e sem atrativos, resolveu primeiro ofender a quem amava, deu sorte, foi contemplado com uma idéia boa e se tornou popular e antipático, perdendo assim a namorada e seu melhor amigo. É o fim da pouca ética que havia.

David Fincher mostra a deslealdade em forma de ambição. No filme não há aquelas tomadas apelativas nas lágrimas ou nas expressões faciais dos personagens, características quase que dominante nos dramas norte-americanos, seu decorrer é suave, sem trilhas sonoras de impacto, sem apelações e sem compromisso de agradar ao público, e é isso que impressiona!

O filme termina com Mark Zuckerbert clicando insistentemente (raivosamente?) sobre a foto da ex-namorada. Arrependimento? Ciúme? auto-análise? Um amor vale a pena diante da fama? Diante de um milhão de amigos virtuais? Há um limite para o desejo, para a ambição?

A rede social define um modo de vida? Muda o que você é diante seus amigos? Sua frase na página principal fará as pessoas gostarem mais de você, fará de você uma pessoa culta, atrativa, inteligente?

Fabuloso Fincher com sua Rede Social. De 1 a 10? 11.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Triste Fim de Lars Von Trier ( by Gian)


Se alguém me fala eu não acredito. Mas vi! Vi sair da boca de um dos maiores gênios cinematográficos da contemporaneidade: Sou nazista! Depois de tentar explicar sem sucesso, que concordava com algumas das idéias de Hitler.
Que momento infeliz na história da sétima arte, que momento triste na história de um homem que revolucionou o cinema independente, que fundou o movimento “Dogma 95”, fazendo algo totalmente inédito, na contra mão das produções enlatadas e repetitivas que saia de Hollywood. Trier trouxe cinema de verdade, pra gente grande.

Lembro de Nova Friburgo, de uma locadora pequenina e alternativa chamada “Paradiso”, onde me deparei com “Europa”, longa metragem dirigido por um cidadão dinamarquês de nome difícil de pronunciar e escrever: Lars Von Trier, em que o filme começava com uma contagem regressiva, uma voz forte que dizia lentamente: “Faltam quinze segundos pra você entrar na Europa; Faltam dez segundos para você entrar na Europa”...e começava algo novo, moderno, de impacto. Esse mesmo gênio que criou estilo único conseguiu terminar sua brilhante carreira numa entrevista idiota em Cannes.

Péssimo, escroto, humilhante. Perdeu em segundos todo a genialidade, toda ousadia de um trabalho de anos. E foi falar justo onde? Em CANNES, onde toda cultura cinematográfica judaica é tradicionalmente exemplar, onde fora exibido inúmeras obras denunciando esse anti-semitismo, os preconceitos, a raiva. Pobre Trier, agora “persona non grata” no festival mais famoso de cinema da França. Se público e crítica da sétima arte fizeram cair no ostracismo por anos e anos diretores como Elia Kazan por colaborar com o Macarthismo, imaginem o que não farão, e com razão, com um nazista assumido. Cavou-se a própria cova.

Triste para o cinema, para a cultura, para o mundo. Acaba-se Lars Von Trier.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Crime passional: amor? (by Fabi)


É sabido que as principais vítimas dos crimes passionais são as mulheres. No entanto, essa semana, a ordem da coisa foi invertida, quando uma mulher, num acesso de "paixão", matou o amante num motel em Niterói. As mulheres tendem a ser mais resistentes, pois historicamente, a educação lhes dá mais tolerância e assim sendo, perdoam uma infidelidade com mais facilidade, ou atentam contra a própria vida. E isso me fez pensar em como as pessoas estão doentes, carentes, sem conhecimento do que seja amar o outro. Convertem em tragédia o fim de uma relação, por não aceitarem o rompimento, uma traição, o abandono.
Se amor e ódio estão intimamente ligados, o crime passional torna-se a forma mais visceral de se exteriorizar isso. Na Idade Média matar por amor, era romantico...Praticamente uma ode!
Nosso arcaico código penal, durante décadas, livrou a cara de muitos assassinos frios, com a legítima defesa da honra, onde lavava-se a honra com sangue... Quando, ao se matar por egoísmo, egocentrismo, apoiado na "perda da dignidade", dava ao indivíduo, geralmente do sexo masculino, o direito de ceifar a vida da companheira. A honra, nesse raciocínio, é só do homem. É como se a mulher fosse um prolongamento desse sujeito.
A verdade é que amor não combina com obcessão, insanidade, egoísmo.
Uma relação saudável é calcada, acima de tudo, sobre o respeito, a amizade e o carinho pelo outro. Quando a linha tênue que separa o sentimento doentio de fugaz paixão é ultrapassada, o alerta deve ser ligado.
O amor não sobrevive ao desrespeito.
Na verdade, NADA, sobrevive ao desrespeito.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Conhecimentos Políticos (by Gian)

Leia os itens abaixo:

1. Jamais usar o Partido para resolver conflitos pessoais contra pessoas de fora. Porque o ideal do partido está acima dos conflitos pessoais.
2. Todo integrante terá que respeitar a ordem e a disciplina do partido.
3. Conhecemos nossa força e a força de nossos inimigos poderosos, mas estamos preparados, unidos. E um povo unido jamais será vencido. Liberdade, justiça e paz.

Você leu trechos do que?

1. Estatuto do Partido Nazista Alemão
2. Estatuto do Partido Socialista-Operário Espanhol
3. Estatuto do Partido Comunista do Brasil
4. Estatuto do DEM
5. Nenhuma das respostas acima

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