Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Happy New Year!!! (by Fabi)


Mais um ano chega ao fim e com ele a sensação de dever cumprido. Ou não. E essa reflexão de fim de ano é bastante comum. Afinal, durante todo o ano que se finda, acertamos e falhamos, conhecemos realizações e frustrações, celebramos chegadas e choramos despedidas, emocionamos-nos com nascimentos e falecimentos, amamos e odiamos, focamos em metas que não conseguimos alcançar, conquistamos ou perdemos, enfim, é a vida em seu curso nomal. Se vc não tem aquela sensação de dever cumprido, se ficou faltando algo a ser feito, se seus objetivos não foram alcançados, direcione-os para o ano que está nascendo. É a vida se renovando, te dando a oportunidade de mais uma "virada", de mais uma vez tentar acertar, consertar, fazer diferente. Muito embora eu não seja perita em auto-ajuda, creio que um novo ano seja sempre uma nova chance. Nova chance p/ tudo! Para empreender, para fortalecer laços, para novas conquistas em todos os âmbitos, uma nova chance de viver melhor tudo aquilo que não foi "bem vivido" no ano que está partindo. É tempo de mudanças!!!

Um dos maiores clichês musicais, cantados por Roberto Carlos, que eu, pessoalmente, não sou fã e me veio à memória agora, mas que se encaixa perfeitamente à época, fala da importância de viver cada momento.


"Se chorei, ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi."


Que o novo ano que está começando a engatinhar, venha repleto de boas notícias, boas mudanças, boas pessoas, lindos sorrisos e o principal, muita vontade de ser feliz!!!

2011 está aí, abra a porta, receba-o lindamente!!!!


Feliz Ano Novo!!!!

Nosso Lula ( by Gian)


Faltam menos de 48 horas para que Luiz Inácio Lula da Silva deixe de ser presidente do Brasil. Sua despedida ao povo se deu no último dia 23 em rede nacional, onde discursou emotivamente por mais de dez minutos: "Se governei bem, foi porque, antes de me sentir presidente, me senti sempre um brasileiro comum que tinha que superar as suas dores, vencer os preconceitos e não fracassar. Se governei bem, foi porque, antes de me sentir um chefe de Estado, me senti sempre um chefe de família."

Lula sai do poder com índices opostos em relação aos ex-presidentes brasileiros,ou seja, se despede com taxas elevadas de desaprovação da mídia, e com uma altíssima e histórica taxa de 82% de aprovação da sociedade.

Lula, grande Lula, ex-torneiro mecânico, nordestino de baixa escolaridade, driblou o provável destino ao escapar de Pernambuco para São Paulo como migrante pau de arara.
Fundou o Partido dos Trabalhadores, hoje um dos maiores do país. Foi preso na ditadura por suspeita de práticas tidas como subversivas. Havia uma evidencia sólida, uma barba cerrada, naquele líder operário que subia nos caixotes de madeira e gritava para sua classe que a pobreza é um fato coletivo a ser solucionado e não simplesmente evitado. Era de novo preso sob aplauso de muitos patrões.

Lula que nunca desistiu. Derrotado nas urnas três vezes era sempre o concorrente absolutamente improvável, pois por preconceito, para governar um país tão grande só podia ter acesso os com diploma universitário.
Os doze advogados, os dois militares, um economista, um médico e um intelectual, agora terão como parceiro de ex-presidência um torneiro-mecânico que governou melhor, e mais, tornou-se um protagonista brasileiro no século XXI.

Lula, nosso presidente-operário que tirou trinta milhões de família da miséria absoluta, que criou um novo parâmetro no processo de desenvolvimento do Brasil: é possível crescer distribuindo renda. Que surpreendeu os adversários que achavam que o “analfabeto-nordestino jamais vai passar dos primeiros anos, haverá logo um impeachment”, e que fez o melhor governo dos cento e onze anos da república, está se despedindo de nós. Sai com a cabeça erguida para entrar para história e para o coração do povo brasileiro.

Valeu Lula!

"Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo, que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta” ( Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

How, how, how! (by Fabi)


É Natal, amigos!!!
E tirando toda a jogada de marketing, todo o consumismo exagerado, toda a correria desenfreada, o comércio que está frenético, a data é especial, podem acreditar!
Por menos religioso que vc possa ser, ou mais ateu, negar a importância do Natal é burrice. No Natal, estamos mais propensos a amar, a perdoar, ficamos mais crédulos, mais tolerantes, mais sensíveis, mais autruístas, sorrimos mais. Muitas coisas mágicas acontecem na época do Natal...Porque estamos no mês de Natal, mágoas e ressentimentos são arquivados, aquele aumento que não veio, aquela promoção, aquela ofensa causada, uma discussão, enfim... Tudo esquecido em prol de um bem maior: o Natal. Às vezes, gostaria que todos os dias fossem Natal...
Passei por aqui apenas para lembrá-los o significado maior do Natal: Jesus! Que com seus ensinamentos de amor ao próximo, de paz, de honestidade, de retidão, é O CARA, do Natal!
Onde a fé predomina, o homem teme a força do desconhecido, a vida torna-se mais amena, o pensamento mais suave, a fraternidade mais próxima e o peso que carregamos da vida mais leve.
Jesus, obrigada por meus amigos, por minha família, por todos aqueles que cotidianamente cooperam para que minha vida seja mais feliz....
Jesus, obrigada por tudo, até pelos momentos difíceis, pois sei que algum ensinamento, tirarei deles...
Feliz Natal a todos os nossos amigos e leitores do blog!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pobreza (by Fabi)

Desde que me entendo por gente, passo por privações materiais. Não consegui adquirir ainda esse ou aquele bem material, mas sinceramente, não acho que isso seja fundamental em minha vida hoje, até pq priorizo outras coisas. Acho que de todas as camadas sociais existentes, devo me encaixar em C ou D. Não sei. E diante disso tudo, sinto que sou intelectualmente privilegiada, sou uma pessoa "antenada", ligada à educação, às artes, aos livros, vivo num meio que respira discussões políticas, enfim, acho que tenho bom gosto. Em nossa sociedade, somos, diariamente, levados a "ter" mais. E isso é o que faz a roda capitalista girar. Mas pq estou escrevendo sobre isso? Fiquei chocada há um tempo atrás ao ler em um jornal, uma matéria que relatava o preconceito nojento de um jornalista de uma afiliada da rede Globo em Santa Catarina (Estado com um histórico de preconceito social mais antigo do que eu e vcs juntos), sobre o crescimento do número de pobres que estavam adquirindo veículos e com isso causavam transtornos no trânsito. O cara é contra a popularização de um bem que antes só os ricos tinham acesso.

"Hoje, qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais leu um livro, mora apertado em uma gaiola - que hoje chamam de apartamento - não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem."

Vergonhoso. Vexatório. Ultrajante. Num país que cresce à olhos vistos, diante do mundo, sabermos que um homem teoricamente, intelectualmente privilegiado, que trabalha num veículo formador de opiniões, que é a TV, usar o que seria um benefício para as classes mais baixas, como uma afronta pessoal é algo que beira o surreal. O pobre hoje experimenta emoções, tem perpectivas, que antes lhe eram negadas, como viajar de avião, comprar seu carro zero, ter acesso à tecnologia, à Internet.
Lembro bem em meados da década de 80, qdo Darcy Ribeiro, Leonel Brizola e Niemayer projetaram os CIEPs, o "frisson" que aquilo causou. Lia-se em jornais que eles queriam criar uma escola de 1º mundo num país de 3º, que os CIEPs eram caros demais para a "massa".
Darcy respondeu "Pq o pobre não pode ter acesso a uma educação de qualidade? Uma educação de horário integral, nos moldes europeus?"
Na última semana, abri um site da Internet e me deparei com a seguinte frase de uma atriz global falando do lançamento de seu livro e do quanto odeia escrever para a classe C/D:

"Eu descrevo os personagens, o perfume, as roupas, se é Ungaro ou Valentino. Meus personagens não são nunca pobres, são sempre ricos. Eu não sei escrever pra gente pobre. Eu detesto."

Ahhh façam-me o favor!!! Alguém, por favor, avise a essa Sra., que o pobre que ela tanto abomina, não tem o menor interesse em ler a obra de uma drogada em tratamento constante, uma mulher que, com certeza, faz terapia 7 dias por semana, pq não suporta a própria vida que leva. O que um ser humano desses pode querer passar para alguém através da literatura? Será que ela tem alguma coisa à acrescentar à vida de alguém? Tola, digna de pena.
Nosso país está mudando. E isso incomoda àqueles que estão no alto. Que sempre estiveram acostumados a ver o mundo e às pessoas de cima.
Avisem, por favor, à esses dois idiotas citados no meu post, que a tendência, é piorar (pra eles, é claro!). O povo vai continuar tendo seus olhos e ouvidos abertos, até o momento em que esse país possa oferecer uma vida digna a cada brasileiro que antes vivia à margem da pobreza, sem acesso aos livros, à tecnologia.
É...O Brasil está mudando a cara. Haja visto a indignação da elite.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Homem do Ano (by Gian)


Finalmente a justiça londrina concedeu liberdade condicional para Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks, que jogou muita merda no ventilador ao publicar documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O fato que é Julian não está sendo processado pelas publicações que seu site fez, mas por um crime sexual que cometeu lá na Suécia, que foi transar sem camisinha. Fica claro o poder estadunidense no caso, pois ninguém na história do país causou tanto constrangimento diplomático como Julian fez.

São muitas as nações que entraram na dança da fofoca diplomática, entre elas Espanha, Alemanha, Brasil, Rússia, Israel e china, e muito pouco do vazado mostra espírito critico ou alguma análise mais aprofundada, tudo parece matéria tirada de uma recente cena política da Rede Globo: frases feitas, preconceitos, cartas marcadas.


Vimos coisas que já sabíamos que ocorria atrás das paredes sujas norte-americanas, como a pressão do governo dos EUA em cima da Alemanha e da Espanha para encobrirem torturas praticadas pela CIA na era Bush.

E vimos surpresas também, como a idéia de fazer doações a Ku-klux-Klan, e que o Itamaraty é suspeito de atividades “antiamericanas”. Tudo bem interessante. Preocupa saber que os EUA veem o mundo como um inimigo, contudo o que mais me tira o sono é saber que é um bando de imbecis e lunáticos que estão à frente de um complexo militar capaz que destruir o nosso planeta.

Liberdade e segurança para Julian Assange!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Para Moisés Moraes Filho (by Gian)

Não posso dizer, como a maioria dos torcedores, que tive somente um time desde que nasci, ou seja, não sou Fluminense desde sete de Janeiro de 1975. Meu pai é Botafogo, e como o via e ainda o vejo como herói, como o homem mais completo que já conheci, tive uma infância botafoguense, com direito inclusive a ser fotografado quando criancinha com a camisa alvinegra de estrela amarelada no peito. Alias, pra ser mais verdadeiro, ainda tenho um pedacinho do coração botafoguense, e onde está escrito que não podemos torcer por dois times?
Contudo, hoje sou Fluminense. E isso graças a outro grande homem: meu vovô Moisés.
Locutor da mais popular estação de rádio de Nova Friburgo e dono de um carisma sem igual, vovô Moisés foi o responsável pela minha virada de casaca aos cinco anos de idade, quando o Fluminense conquistou mais um de seus inúmeros títulos estaduais.
Vovô era o cara que puxava as carreatas da cidade quando o Flu era campeão, íamos num caminhão com uma imensa bandeira tricolor a balancear pelos ares; eu pequenino agarrado nas suas pernas pra não cair, ele de pé, com um microfone nas mãos a proliferar sua belíssima voz, ora gritando para os transeuntes para juntarem-se a nós, ora cantando o hino do clube. Era impossível não ser Fluminense. Vovô me fazia ver aquelas três cores como um passaporte para a felicidade, ouvir aquele hino como uma música de uma guerra já conquistada. Éramos campeões e superiores sempre. Na minha cabeça tudo relativo ao Fluminense era mais bonito.
Quando vovô foi para o céu uma parte de meu “eu” torcedor também se foi. Nunca abandonei meu Flu, mas a alegria já não era a mesma de antes.
Ontem, nos momentos finais do jogo, inexplicavelmente, voltou àquela mesma alegria dos tempos da torcida em companhia de vovô, parecia que ele estava aqui em Niterói comigo, revirando e massageando as próprias mãos e estalando os dedos num nervosismo sem fim, de um jogo batalhado que custa a terminar, e aí, no apito final do árbitro, vinha aquela espontânea gargalhada de "eu sabia"; e ele vinha me abraçar.
Lembrei de muita coisa. Ontem foi dia especial na terra e no céu. Obrigado meu Flusão, muito obrigado vô Moisés, ontem vocês me fizeram derramar lágrimas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Par perfeito (by Fabi)

Ahhhhh o par perfeito...
Acho engraçado quando ouço essa expressão. Se não somos perfeitos, como podemos ter a pretenção de encontrar alguém q não existe? Com características que idealizamos? Esse papo de pessoa certa, tipo certo de pessoa, é só uma maneira que encontramos p/ fingir q somos seletivos. Pq na verdade, os critérios começam a cair por terra qdo vc ama alguém que não é perfeito, que é diferente de vc, que pensa diferente, que age diferente.
O mais lógico seria amar alguém que mais se assemelhasse a vc seja em atitudes, maneira de encarar a vida, pretenções para o futuro, desejos, sonhos e expectativas. Mas onde está a lógica do amor? Ele é ilógico demais, tornando tudo isso aceitável, confortável, completamente tolerável. A grande perfeição do amor é que ele nos torna burros para que possamos, enfim, ser inteligentes... Nossas convicções tornam-se meros clichês, nossos discursos, mera tolice.
É... O amor faz isso. Te faz pensar que é feliz amando o "diferente" e aí vc pensa: é p/ sempre! Pq se sobreviver à todas as adversidades advindas com esse amor, é pq é p/ sempre. E vc pensa que encontrou o par-perfeito! Bobagem.... Pessoas são pessoas... Instáveis, volúveis, insensíveis, egoístas. Não se iluda. O amor pode ser apenas uma sucessão de equívocos bem organizados numa linha temporal. E o par perfeito, só um reflexo, um lampejo desses equívocos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tempo...(by Fabi)

Madrugada, constante companheira de reflexão...
O sono decidiu me abandonar...
Sonhar... Já não sonhava fazia tempo....Essa noite sonhei com uma cama que já não é mais minha...com uma casa que já não é mais minha, com um sorriso que já não tenho, com uma coisa batendo forte em meu peito, que parecia que ia explodir. Era meu coração. Eu ainda tenho e ele bate acelerada e urgentemente...
Acordei com um gosto amargo na boca, a cabeça latejando e uma sensação de que melhor teria sido, continuar a dormir...
Tem dias que abrir os olhos pela manhã dói. Hoje foi um desses dias. Como um grito preso na garganta, como a folha de papel quando se rasga, ou um corte que se faz na pele, ou o barulho oco da chuva que bate no telhado abaixo da minha janela, assim é o meu despertar: sem sentido, direção, ou como um daltônico, sem cor.
A vida não deixou de valer a pena, ser bonita ou essencial, apenas nublou. Sabe aquele dia de sol à pino, quente, convidativo, com céu azul, que de repente, não mais do que de repente, nuvens escuras o tomam, mas que vc sabe que por trás das nuvens os sol ainda brilha e elas passarão? Assim tem sido...
O tempo é meio ingrato comigo. Pretencioso e arrogante, insiste em movimentar-se à seu bel prazer, teimando em me obedecer. Tempo, temperamental, tempo...
Mas eu sei dribá-lo. Já o fiz antes. Faço sempre.
E enquanto essa dor não passa na mesma velocidade do tempo em que insisto em driblar, eu espero.
Só espero...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Exceções (by Gian)

Tudo é mais complicado do que nós pensamos, ou talvez bem mais simples, depende do pondo de vista.
Assistimos apenas uma mínima porcentagem da verdade. Existe um bilhão de pequenas coisas anexadas a cada escolha que fazemos. Nós podemos destruir nossa vida tão somente por uma escolha, mas provavelmente não saberemos por dez anos; e talvez jamais localizemos a fonte. E tivemos apenas uma chance de jogar isso fora.
O destino existe, é o que você cria. O nosso planeta também existe, o universo não é uma ficção, vai continuar existindo por eras e eras como sempre foi, você está aqui apenas por uma fração de uma fração de segundo, e a maior parte do seu tempo você está morto ou ainda não nascido. Mas enquanto está vivo você espera em vão, desperdiçando anos por um telefonema, ou uma mensagem, ou um olhar de alguém ou alguma coisa para fazer que tudo de certo, que faça sentido. E isso nunca vem, parece vir, mas nunca chega realmente. Então você passa seu tempo em vago arrependimento ou vaga esperança de que alguma coisa boa virá adiante, qualquer troço para fazer você se sentir conectado de novo com a vida, pra te fazer sentir inteiro.
E a verdade é que por muito tempo agente apenas finge estar tudo nos trilhos, apenas para seguir adiante; e também porquê ninguém suporta ouvir sobre nossos sofrimentos, porquê eles também têm os seus próprios, e a recíproca nesse caso é verdadeira.

O que estava antes com você, um excitante e misterioso futuro, está agora atrás de você, vivido, entendido, decepcionante. Você percebe que não era especial. Você tem lutado por sua existência e agora desliza silenciosamente pra fora dela.
Essa é a experiência de cada um de nós.