Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




domingo, 16 de dezembro de 2012

Niemeyer (by Fabi)

Respeitado, admirado, enaltecido internacionalmente por seu brilhantismo como profissional e principalmente por ser um homem que prezava a simplicidade da vida, Oscar Niemeyer, viveu 105 anos. Sabe-se lá o que é viver tanto? Vivenciou guerras, revoluções, ditaduras, foi exilado na Europa...A pergunta que não quer calar é a seguinte: como um fumante convicto como ele, teve uma vida tão, ou mais longa do que muitos esportistas e atletas com hábitos de vida saudáveis?
Estaria a longevidade associada ao bem viver? À mente tranquila? Mens sana in corpore sano?
Admirador de um bom vinho, interessado em política e fã das mulheres (casou-se novamente aos 99 anos) e disse que o fazia pq era importante estar ao lado da mulher que amava, Niemeyer em uma de suas últimas entrevistas, disse que sua vida não tinha nada de especial, e que o lado bom de viver era ajudar as pessoas, abraçar e ser útil. Enfim...Penso que assumir uma postura positiva diante da vida, pode nos acrescentar alguns anos à mais na estrada. Não preciso falar mais nada, né? O velho Oscar sabia das coisas...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mulher. ( by Fabi)

Eu preciso de tão pouco p/ ser feliz, que eu acho que me encaixo na categoria medíocre da vida. Eu não vivo a vida como se ela fosse uma festa prestes a acabar, por isso a velocidade da diversão. Meu ritmo hoje é mais cadenciado, já deixei o taquicárdico pra trás há muito tempo. Deve ser por isso que ando sendo constantemente ultrapassada. Se a vida é uma corrida contra o tempo, sou dessas que à passos lentos vai perdendo posições nela. Eu sei que a vida não é como um filme, não há um roteiro certo a seguir. Mas também viver à revelia de quaisquer coisas não faz parte de mim. Não vivo cercada de pessoas, não sou feliz 24 horas por dia e sou nostálgica. Por vezes gosto da solidão e não vejo mal algum nisso. Choro assistindo filmes, ouvindo músicas e quando lembro de algum momento feliz. É isso mesmo. Fantasio que um dia vou estar em definitivo com o amor da minha vida e fico ofendida se me dizem o contrário. A fantasia é minha e ninguém tem que meter o bedelho nela. Nunca tomei um porre, nem fumei maconha, ou usei qualquer outra substância q me deixaria arrependida depois, sou careta demais p/ isso. Prefiro estar de cara limpa sempre! Sou ciumenta convicta, mas em processo lento de cura. Amigos eu tenho bem poucos. Daqueles que eu consigo contar nos dedos de uma mão apenas. E me orgulho disso. Não preciso de muita gente p/ chorar no meu enterro. Acho tão juvenil essa coisa de ser tão cheio de amigos. Até pq eu acho Roberto Carlos meio babaca qdo canta "Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar..." Ahhh e ele já se declarou um solitário. Coisas da vida! Ultimamente pouca coisa tem me deixado feliz, mas acho que faz parte. Tenho uma filha adolescente que me enlouquece, mas que é meu ar. Um trabalho que eu gosto, mas que me frustra às vezes, pq não consigo alcançar todos os objetivos que traço. Não acho a vida complicada, não acho as pessoas complicadas, não vejo complicação em nada. Sou cristã. Amo a Deus sobre todas as coisas, creio na Bíblia como regra de fé e conduta e não me envergonho de assumir isso em tempos de moda ateística. Tenho me desapegado de algumas coisas e isso tem me feito bem. Sou sensível, mas não sou piegas. Não banalizo o "te amo", não digo a qualquer um. Me afasto de gente que me conheceu ontem e me manda emails, recados no Facebook dizendo q me ama. E mesmo quando amo, quase nunca sei demonstrar. Mas dou indícios. Sou mais de cuidar. Sou atenciosa. Sou estranha. Sou dessas. Poucos me conhecem ou sabem lidar comigo. Em contrapartida, alguns sabem até o que eu vou falar, somente pela maneira como pisco, ou pela tremidinha no lábio superior. Isso é amor. É amizade. É conhecer. Tenho predileção por gatos, seres astutos, de alma e beleza feminina. Mas que viveram e ainda vivem na marginalidade. Poucos gostam. Os cães são os preferidos. Gosto também, mas acho que são meio retardados. Como os homens. O primeiro que amei, meu pai, é doce, tem olhos de corsa, atitudes de um gentleman, fala manso e me ama em silêncio. É tímido. O último, é um doce, tem olhos de corsa, atitudes de um gentleman e também me ama em silêncio. Esse é livre. Os homens são assim. Não são de fazer alarde quando o assunto é amor. A gente que perde tempo gritando, ensurdecendo-os com nossos apelos loucos. Não sei se sou incomum, ou se sou comum demais. Sou mulher. E adoro poder me dar ao luxo de enlouquecer de vez em quando e colocar a culpa na TPM. De poder escrever coisas sem me preocupar com o que os outros vão pensar. Os homens têm sempre tanta censura em si. Tanto medo de falar... Eu me aproprio do direito de ser eu mesma, de ser quem eu quiser ser, de falar o que eu quiser falar. Me aproprio da obrigação de ser sempre mulher.




 

The End (by Fabi)

O mundo está acabando, é? E daí? Crendices e superstições à parte, essa história de que tudo acaba em 2012 está sendo até divertida, pq a gente percebe o quanto o homem é suscetível, vulnerável, temeroso sobre o q lhe é desconhecido. Nos EUA tem gente que já estocou comida em abrigos subterrâneos, estourou cartões de crédito, xingou o chefe e traiu a esposa. Tudo por conta de um fim de mundo que, teoricamente, chegará em 21/12/12. O mais interessante é que ninguém pensa que, com uma catástrofe chegando, poderia ser interessante perdoar alguém que lhe tenha causado alguma mágoa, pedir perdão por algum mal causado, oferecer ajuda a alguém que necessite. Despedir-se da vida, nesse caso, para muitos parece ter uma conotação negativa. Do tipo: "Vou fazer tudo o que sempre tive vontade e nenhuma coragem!" Eita, naturezazinha humana sem-vergonha!!!!

E o q acontece depois? Você sabe para onde vai, depois que tudo aqui terminar? É exatamente isso que apavora grande parte da humanidade. Até pq, ninguém quer morrer... E viver é bom à bessa... Eu, por exemplo, ainda quero fazer tanta coisa... Quero casar com o amor da minha vida, quero ter um bebê, quero fazer um cruzeiro, quero conhecer Israel, Fernando de Noronha e Espanha, quero encaminhar minha filha na vida, quero aprender a comer com hashi, quero ainda poder ter um gato preto, quero morar na roça e ter uma horta no quintal de casa . Enfim... A gente não está preparado para perder, para deixar de ter, para não mais ser. Por isso todo esse temor envolvendo o fim. A gente vive, ama, odeia, ri, chora e se esquece que um dia tudo acaba. Tem gente que se prepara, outros preferem nem pensar. E existem aqueles que, como eu, preferem acreditar que um alguém infinitamente superior, sabe a hora e o dia, em que TUDO vai acontecer. E assim vou seguindo... Vc está preparado para o começo do fim? Deveria...

Pq ele começou no exato momento em que vc nasceu...


P.S - Eu também escrevo nessa joça aqui, mas por problemas técnicos estive meio ausente.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Meu Cão

Esse é o Rambo, meu cão Vira-lata. Tem idade desconhecida. Minha tia pegou o coitado quando estava mal tratado e jogado na rua. Antes dele vir para minha família o pobrezinho já havia sido atropelado, mordido por cobra e ainda apanhava do “dono”. Sofreu tanto que passou quase a vida toda com medo de tudo. Não podia ver uma lagartixa que logo enfiava o rabo entre as pernas e saia de orelhas baixas. Chegou lá em casa tão magro que quase não se aguentava em pé, e foi só com muito amor, cuidado e dedicação que ele voltou a ter autoestima, confiança na raça humana e amor próprio. Hoje está mais gordo que uma porca e adora latir para o lixeiro, e se você sentar perto dele está arricado a levar uma unhada no braço que significa “quero carinho”.
De acordo com o veterinário, Rambo deve ter entre 12 e 14 anos de idade. Ele tem um câncer benigno na barriga, nasceu uma espécie de bola que cresce e que não pode ser operada por risco de morte na cirurgia. Mas com todos os problemas passados e presentes ele é um cão feliz. Vive num lar onde todos o amam, tem um companheiro também cachorro pra brincar – o Tobinho – e é paparicado o dia todo.
Rambo torce pelo fluminense, é socialista, católico apostólico romano (apesar de nunca ter sido batizado e nem ter feito primeira comunhão), gosta de Julio Iglesias e de alguns nomes da MPB. Não acompanha novelas, mas acha a Malu Mader uma coroa interessante, "da pra pegar", me confidenciou dia desses.

PS. Nem preciso mais colocar o (by Gian) depois do título né? Só eu que escrevo nessa joça mesmo!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Vampiro Capitalista (by Gian)



Alguém sente saudade do passado “mutante” de Cronenberg?
Eu até que curto aqueles temas mais filosóficos da “juventude cinematográfica Cronenberguina”, onde víamos as perversões sexuais levadas ao extremo no ótimo “Crash – estranhos prazeres”, ou no perturbador e angustiante “eXistenZ”, em que uma programadora de jogos cria uma porta com base na espinha das pessoas e passa controlar vidas humanas. Surrealismo, fantasias bem filmadas e roteiros antinaturais que nos faziam passar por um portal e seguir em um mundo abstrato, bizarro e novo.

Mas Cronenberg mudou radicalmente nos últimos anos, sua obsessão parece ter mudado do surrealismo bizarro para o gênero em que mal uso do poder gera inevitáveis conseqüências, como aconteceu nos ótimos “Marcas da Violência”, “Senhores do Crime”e “Um método perigoso”.
E agora em 2012, para quem sentia saudade, a loucura novamente se apoderou da mente do diretor, e seu novo trabalho é um tanto difícil de digerir. “Cosmopolis”, trás o badalado Robert Pattison na pele de um milionário jovem que transforma sua limusine numa espécie de escritório móvel e faz um tour de um lado ao outro da cidade com o objetivo de cortar o cabelo. No lado de fora e ao redor do seu carro está todo reflexo de um sistema capitalista que transforma a maioria da população no extremo oposto do que um jovem milionário é. Porém a limusine blindada e totalmente segura de qualquer invasão o deixa a parte de qualquer manifestação ou perigo.
Com diálogos ora inteligentes, ora surreais, Cronenberg mostra o vazio existencial do jovem dentro de um universo só seu,  livre do perigo que seu próprio dinheiro criou e preso em um cárcere com todas as tecnologias e regalias que o dinheiro pode comprar.
Apesar de jovem e milionário o personagem de Pattison é medroso, teme o exterior da sua jaula, vive imerso em uma profunda apatia e sofre de síndrome do pânico. Um mundo aparentemente perfeito que as pouco, bem aos poucos, está se desmoronando por alguns simples erros. É uma metáfora sobre o capitalismo do século XXI.

domingo, 11 de novembro de 2012

Para Moisés Moraes Filho, outra vez! (By Gian)

Não posso dizer, como a maioria dos torcedores, que tive somente um time desde que nasci, ou seja, não sou Fluminense desde sete de Janeiro de 1975. Meu pai é Botafogo, e como o via e ainda o vejo como herói, como o homem mais completo que já conheci, tive uma infância botafoguense, com direito inclusive a ser fotografado quando criancinha com a camisa alvinegra de estrela amarelada no peito. Alias, pra ser mais verdadeiro, ainda tenho um pedacinho do coração botafoguense, e onde está escrito que não podemos torcer por dois times?
Contudo, hoje sou Fluminense. E isso graças a outro grande homem: meu vovô Moisés.
Locutor da mais popular estação de rádio de Nova Friburgo e dono de um carisma sem igual, vovô Moisés foi o responsável pela minha virada de casaca aos cinco anos de idade, quando o Fluminense conquistou mais um de seus inúmeros títulos estaduais.
Vovô era o cara que puxava as carreatas da cidade quando o Flu era campeão, íamos num caminhão com uma imensa bandeira tricolor a balancear pelos ares; eu pequenino agarrado nas suas pernas pra não cair, ele de pé, com um microfone nas mãos a proliferar sua belíssima voz, ora gritando para os transeuntes para juntarem-se a nós, ora cantando o hino do clube. Era impossível não ser Fluminense. Vovô me fazia ver aquelas três cores como um passaporte para a felicidade, ouvir aquele hino como uma música de uma guerra já conquistada. Éramos campeões e superiores sempre. Na minha cabeça tudo relativo ao Fluminense era mais bonito.
Quando vovô foi para o céu uma parte de meu “eu” torcedor também se foi. Nunca abandonei meu Flu, mas a alegria já não era a mesma de antes.
Hoje, nos momentos finais do jogo,  voltou àquela mesma alegria dos tempos da torcida em companhia de vovô, parecia que ele estava aqui em Niterói comigo, revirando e massageando as próprias mãos e estalando os dedos num nervosismo sem fim, de um jogo batalhado que custa a terminar, e aí, no apito final do árbitro, vinha aquela espontânea gargalhada de "eu sabia"; e ele vinha me abraçar.
Lembrei de muita coisa. Ontem foi dia especial na terra e no céu. Obrigado meu Flusão, muito obrigado vô Moisés, hoje vocês me fizeram derramar lágrimas.
Ps. Parabéns mais que especial ao meu irmão Cris, tricolor apaixonado e hoje orgulhoso.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Essa desgraça chamada amor (By Gian)



Sei que sou um pouco exigente em relação a cinema, para eu comprar uma entrada tenho que ter quase certeza de satisfação garantida. Em TV a cabo e filmes baixados na Internet é a mesma coisa, não perco meu tempo com bobagens e já perdi a conta das vezes em que abandonei um filme pela metade. Gosto de todos os gêneros, com exceção daquelas comédias românticas estadunidenses (acho um saco), mas dessa vez fui surpreendido com uma.
Sinceramente não sei porque cargas d'água baixei “Amor a Toda a Prova”, pois além do título ser ridículo (no original também é ruim “Crazy Stupid Love”), a direção é desconhecida. Pode ter sido o pôster que alfinetou meu fetiche por pés, onde uma perna feminina dentro de um lindo scarpin preto parece intimidar um homem indefeso, ou mesmo o elenco coadjuvante, que conta com o talento de Juliane Moore, Kevin Bacon, Ryan Gosling entre outros. Não sei, mas baixei e acabei assistindo. Adorei!
O filme se trará de uma comédia romântica que parece feita para homens, são os problemas masculinos que vão dar vida nas duas horas de filme.
Cal Weaver é um homem casado cuja esposa, do nada, pede o divórcio e diz que transou com um colega do trabalho. Desolado e infeliz ele passa a freqüentar pubs, perturbando a todos, choramingando que é corno e se afogando no álcool. É quando conhece Jacob Palmer (exemplarmente interpretado por Gosling), maior pegador de mulher do local, que sente pena do fracasso de Cal e se compromete em ajudá-lo a virar também um pegador.
Vocês podem estar achando que já viram alguns filmes com roteiro parecido antes, mas não se enganem, é uma história boa e nova, com alguma nostalgia dos antigos filmes românticos dos EUA dos anos 50 e 60.
Com bom humor sobre as desgraças pessoais do homem comum, o filme  inclui um olhar aprofundado e às vezes até amargo sobre o amor não correspondido, sobre a crença da existência de uma alma gêmea,  do medo do envolvimento afetivo, da insegurança. É uma montanha russa de momentos dramáticos, tocantes e engraçados, tudo tratado com muita habilidade para que nada saia dos trilhos ou pareça banal.
No seu gênero, é sem dúvida o melhor filme do ano, já virou clássico, mas não sabe.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Tiny Furniture (by Gian)



A primeira impressão que me deu era que se tratava de um curta-metragem de baixa renda. Atores coadjuvantes amadores, overdubs mal feitos e uma história comum demais para se alongar muito. Fui vendo onde aquilo ia parar e acabei me envolvendo emocionalmente com a personagem principal. Trata-se de Aura, jovem de beleza comum e acima do peso, que acaba de voltar para casa após anos de faculdade em uma outra cidade, onde se formou em Artes e espera que portas se abram para o seu talento.  
Mas as coisas estão difíceis para ela. Sua mãe, reconhecida artista, se “acostumou” a viver em uma casa sem mudanças na rotina, vivendo somente com a filha mais nova, uma adolescente precoce e ambiciosa, visivelmente mais querida. E seu retorno ao ninho não é assim tão festejado como ela esperava. E para piorar, Aura perde o namorado e vai trabalhar em um restaurante simplesmente para que as horas passem mais depressa, para que alguma coisa interessante apareça em sua vida.
Com pequeno orçamento, a diretora Lena Dunham de apenas 26 anos, faz um filme simples, porém carregado de realismo e honestidade, Tiny Furniture retrata alguns verdadeiros problemas que as classes privilegiadas têm e que tentam manter escondidos bem no fundo do armário.
Tão simples que chega a assustar.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ah se não fosse o amor - parte 2 (By Gian)



Hoje recebi e-mails e mensagens dizendo que é o dia internacional do sexo.
Internet tem essas coisas, inventa, espalha datas e da motivos legais para pessoas entrarem em contato uma com as outras. Mas dia do sexo? Soa estranho. Dia do amor fica mais bacana. Acha que estou sendo brega? Conservador? Será que vou começar a votar no DEM?
Mas dia do sexo!? Sei não, achei bobice. Melhor seria Dia do Amor mesmo! Mas já deve existir, só que nos meus 37 anos de vida nunca recebi nada me parabenizando sobre esse dia. Mas eu acho “amor” mais legal não por todo o romance que gira em torno da palavra, mas pelo fato de ser um sentimento muito mais complicado, devasso, incompreensível e louco que o sexo.
O mais legal no sentimento amor é que ele não admite ser acionado contra a vontade. Outros sentimentos, como o próprio tesão, a tranqüilidade, a alegria, ou mesmo a raiva, é possível, com bastante esforço, trazê-los à tona com algum tipo de pensamento ou meditação, mas o amor não, nunca! Ele é uma das poucas faculdades da alma que se recusa a ser convocado involuntariamente.
Quando falo do amor, não me limito apenas aos sentimentos reais dos namorados e amantes, e nem entro na questão das paixões avassaladores, que já seria outra história. Falo do amor em Lato Sensu, desse sentimento que absorve o coração das mães pelos filhos, dos amigos - sendo eles pessoas ou bicho de estimação - dos namorados, dos unilaterais não correspondidos, do amor próprio, e todo e qualquer verdadeiro amor sentido de um coração apaixonado. Ele nos proporciona beleza e força. E às vezes, para finalidades especiais, quando verdadeiramente inspirado, ele chega a curar doenças.
Eu sempre digo “eu te amo” quando amo, não resguardo essas três palavras por timidez ou orgulho. Freud ensinou que “o amor é a supervalorização”, ou seja, se você visse a pessoa amada como realmente é, não seria capaz de amá-la. Nietzsche escreveu que “no amor a ilusão se justifica”, ou seja, é possível que uma pessoa minta para si mesma quando está apaixonada.
Amar proporciona força e beleza, transforma você, faz você se sentir mais vivo, mais vigoroso, mais completo. Quem não ama não vive por inteiro, apenas uma fração da pessoa está viva, fração essa insuficiente para dar sustentação a uma vida real e feliz. Sexo é tão simples, tão superficial, tão fácil de conseguir. Sinistrão mesmo é o amor. Esse sim merece uma data especial.
Então, feliz dia do amor, mesmo não sendo hoje o seu dia.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Beleza e Lembranças (by Gian)


Delicadeza. O que me impressionou no novo filme de Apichatpong Weerasethakul é a forma sutil, bonita e delicada de como a morte é analisada.
Feito através de memórias, visões e episódios às vezes independente, Tio Boonmee Que Pode Se Recordar de Suas Vidas Passadas nos envolve em um clima tranqüilo e suave de uma pequena casa rural habitada por quatro pessoas simples. Tio Boonmee, personagem principal, sofre de uma insuficiência renal, sente dores e pressente que seu fim está próximo. Contudo, ele não teme a morte. Tendo o budismo como religião, a família crê na reencarnação e na transição das almas, e com essa paz interior eles continuam levando uma vida feliz e quase sem preocupações, quase...
A felicidade ainda não é completa pelo fato do Tio Boonmee ter feito algo muito ruim quando moço, ele participou de uma guerra e matou muitos comunistas, e isso ainda tira um pouco de sua paz interior. Mas o apoio e as respostas para suas dúvidas começam a vir não só de seus parentes vivos, mas também daqueles que já se foram. E o legal disso tudo é que o diretor não recorre a nenhum efeito especial para focar os parentes mortos, pelo contrário, chega a ser assustador a forma em que seu filho aparece no meio da selva em um dos primeiros momentos do filme.
A fotografia é o que mais impressiona, mas não é um mérito isolado, ele é todo bem trabalhado, a edição está maravilhosa, cada imagem, cada cena parece vir na hora e na medida exata. O filme é rico também na beleza das tradições orientais, como acontece numa de suas cenas isoladas, em que uma princesa, já idosa, vê seu rosto jovial através das águas de uma linda cachoeira, e assim é seduzida por um estranho peixe, numa das mais belas e longas seqüências do filme.
Tio Boonmee é arte na sua forma mais pura, mais delicada, mais natural, e fala de uma coisa que tememos, a morte. É um filme para ser degustado e digerido em paz espiritual.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quem tem medo do Cine Um por Dia? (by Gian)


Um dos melhores sites nacionais de cinema vem sofrendo de um problema no mínimo estranho. Ao tentar o acesso aparece uma página cinza/vermelha super ameaçadora com os seguintes dizeres: “PÁGINA AVALIADA COM FOCOS DE ATAQUE. Focos de ataques são páginas que tentam instalar aplicativos que roubam informações pessoais, usam o seu computador para atacar outros ou danificam o seu sistema.
Algumas destas páginas intencionalmente distribuem software nocivo, mas muitos são comprometidos sem o conhecimento ou permissão de seus responsáveis.”
E logo abaixo disso aparecem dois locais para você clicar, um deles dizendo “Me Tire daqui”. E só lá num cantinho bem pequenininho está o item “ignorar esse alerta”.

Claro que ignorei o alerta e entrei no site, pois o Cine Um por Dia é administrado pelo competentíssimo Cinéfilo, que além de ter um carinho imenso pelo seu excepcional blog ( o cara é um mestre em cinema), ainda tem tempo de dar uma atenção especial para os que lá freqüentam, sempre trazendo os mais raros e belos trabalhos da sétima arte, como arranjando, de quando em vez, aquele pedido de filme difícil, ou mesmo, pacientemente, explicando como se faz para baixar ou juntar partes de um filme.

Sobre o tal problema, é só ignorar e entrar no site, sem qualquer medo. O cinéfilo já fez de tudo para tirar o tal aviso, e até acha que pode estar sofrendo algum tipo de boicote por seu blog ter um conteúdo muito rico e diferenciado.

Então, vai lá, clique AQUI, ignore o tal alerta e esteja seguro para curtir o mais alto nível da sétima arte.

Vida longa ao Cine Um por Dia!

domingo, 22 de julho de 2012

Hasta La Vista! (by Fabi)

"Hasta La Vista!" tinha tudo para ser mais um filmezinho clichê sobre deficientes e suas limitações: Philip, um tetraplégico, Josef, um cego e Lars, um paraplégico com câncer em estágio terminal. Mas não é. Na trama, ambos descobrem, na Espanha, a existência de um bordel especializado em "pessoas como nós", como diz Philip e tomam a decisão de sair da Bélgica em uma van, conduzida pela enfermeira Claude e assim perderem a virgindade.
A abordagem da deficiência física, em nenhum momento, é feita com pena, mas com delicadeza e suavidade. Numa das cenas mais belas do longa, o público descobre que nenhum dos atores sofre de qualquer limitação física, o que chega até a surpreender de tão convincente que são as atuações.
Premiado no Festival de Montreal, o filme se inspira na história real de Asta Philpot, norte-americano que nasceu com uma doença genética grave que leva à paralisia total do corpo. Depois de uma experiência num bordel com acesso para deficiêntes físicos na espanha, Asta criou uma associação para pessoas na mesma condição que a dele que buscam levar uma vida sexual satisfatória.
Engraçado, divertido e sincero, em Hasta la Vista não são estereótipos que usam cadeiras de rodas ou se apoiam em bengalas. O roteiro de Pierre De Clercq constrói personagens interessantíssimos, que lidam com seus problemas como todos nós, ou seja, nem sempre da melhor maneira.




 

 


segunda-feira, 9 de julho de 2012

O sonho de ser escritor (by Gian)

Atores não me levam ao cinema. Tenho alguns que adoro é claro, profissionais que sozinhos já dão graça e levantam qualquer roteiro, valendo mesmo o preço do ingresso. Mas minhas escolhas raramente caem exclusivamente sobre atuação. Todavia, dessa vez foram eles que me chamaram a atenção para o filme “Being Flynn”. Duas feras de fazer cair o queixo no mesmo filme, o já consagrado em tudo que é canto do mundo Robert De Niro, e o relativamente novo, mas que já vem mostrando suas asinhas de genialidade Paul Dano. E ainda de sobra tem a ótima Julianne Moore que mesmo com pequena ponta rouba as cenas quando aparece. E aí meus amigos, o filme é show de atuação. Não sei quem está melhor. Vi duas vezes, uma sem legenda, só para não perder uma expressão facial, um gesto, uma palavra.
O diretor Paul Weitz, que até então era mais conhecido por ser irmão do Cris Weitz (de Lua nova, saga Crepúsculo), fez o que tinha que fazer: não se meter, não atrapalhar, deixar os atores à vontade para darem tudo de si. E dão, há muitos anos não vejo De Niro num papel tão denso e difícil, e Dano, que transforma água em vinho onde quer que atue, está impecável.

O roteiro é baseado em fatos reais, tirado do livro de memórias do poeta e dramaturgo Nick Flynn, que narra sua difícil infância sem o pai, e o drama vivido ao encontrar o mesmo, dezoito anos depois. É um drama social de uma família de sonhadores que não subiu os degraus que desejavam, é uma espécie de “A procura da Felicidade” que deu errado, as barreiras do dia-a-dia não foram vencidas.
Se não fossem as atuações poderia ser cansativo. O filme não foge daquelas características batidas que tentam fazer emocionar, como o close exagerado do rosto em certas cenas, ou a músiquinha triste de fundo. Mas tem seu valor, não vai passar na sessão da tarde.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Há se não fosse o amor (By Gian)


O drama aqui é sobre traição, infidelidade conjugal. Não! Voltemos. O drama em questão é sobre o amor, o amor descoberto tarde demais, tão tarde que agora é proibido, tem que ser curtido às pressas e em segredo. Não, não, comecemos de novo! O drama em questão é para sofrer junto daquele que deixa de ser amado e que aos poucos começa a ser abandonado(a) pelo parceiro(a) dentro da sua casa, do seu casamento.
 É nesse vai e vem que se desenrola “Que Mais Posso querer”, o novo longa de Silvio Soldini (Pão e Rosas). O filme é simples, e fala do simples: pessoas se apaixonam, trepam, sorriem, sofrem, fazem outros sofrerem e a vida se segue. E esse é um dos méritos do filme, não há desculpas baratas, mentiras sem nexo ou explicações psicológicas para a traição. Aqui os casais não estão em crise. É a vida de duas pessoas casadas e sem grandes problemas, com bons empregos e relacionamentos, e que pularam a cerca atrás do sexo, se apaixonando.
Ao contrário de outros filmes sobre o tema, Soldini nos da uma visão clara e imparcial sobre cinco personagens, dois adúlteros, dois traídos e um amigo que descobre o romance proibido. Mas a vivência de cada um na história é tão complexa que dificulta uma abordagem crítica do expectador. Mesmo aqueles que abominam a traição, vão se render ao amor sincero dos cúmplices; e aqueles adeptos ao amor livre vão questionar a ingratidão de se deixar uma mãe sozinha em casa com os filhos ou um marido gente boa, que faz tudo para agradar a esposa que ama.
O roteiro é franco e a história não se utiliza apenas dos diálogos para se manter, o filme é todo construído através de imagens de uma Itália que pode ser linda ou feia, dependendo do sentimento vivido por quem lá está.
Mas o que Soldini quis passar para o público?  Que somos eternos insatisfeitos mesmo tendo alguém que nos ama ao nosso lado? Ou por outro ângulo, não adianta amarmos e sermos fieis a uma pessoa, pois de uma hora para outra podemos perder tudo isso por um começo de paquera?
 Na verdade, não sei até agora se gostei ou não do filme. Vá e veja!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Alma Cutucada (by Gian)


Já são quase duas da manhã e não posso deixar para depois, tenho que escrever agora sobre o que acabo de assistir, trata-se do filme “Me Excita, droga! (Turn Me On Goddammit) ”, que nos leva a Skoddenheim, uma cidade no interior do Noruega cheia de adolescentes ociosos e perdidos na rotina das mesmas baladas, mesas atitudes, mesmos colegas.
Nessa falta do que fazer, o acontecimento mais esperado da região é uma festinha onde a escola toda se reúne em busca de azaração, beijos na boca e quem sabe...um namoro.
A personagem principal é Alma, loirinha graciosa de 15 anos que é louca de desejo pelo bonitão do pedaço, um rapaz boa pinta que também da uns certos moles pra ela.
Festinha rolando, eles saem da casa e ficam sozinhos sob um céu estrelado, e o rapaz cutuca a perna dela com o pênis, ela não leva na esportiva e acaba espalhando pra geral o ocorrido, só que todos gostam muito dele, e a acusam de leviana e difamadora, destruindo assim todo sua popularidade em uma região onde todos se conhecem. Os problemas de Alma só estão começando: no auge da excitação e das descobertas sexuais, a adolescente sai em busca de revista de adulto, telesexo, sonha acordada com fantasias íntimas com desconhecidos, abusa do álcool, briga com todo mundo e foge de casa, mas continua amando o responsável pela sua desgraça pessoal.
Beira o amador com humor negro e originalidade, mostrando que adolescente é adolescente em qualquer canto deste planeta.

domingo, 1 de julho de 2012

Para Roma com amor. (by Fabi)

Estou bem longe de ser fã ardorosa do trabalho de Mr. Allen, muito embora aprecie algumas de suas obras.
Assistindo a To Rome With Love nesse final de semana, concluí que continuo com a mesma opinião sobre este distinto diretor, por muitos considerado gênio, por outros louco.
Em mais uma de suas odes à Europa, na tentativa de alcançar o mesmo sucesso de Match Point (Londres), Vicky Cristina Barcelona (Barcelona) e Meia noite em Paris (este com uma indicação ao Oscar), Woody Allen não foi tão bem sucedido.
O filme garante momentos ilários, com o próprio Woody Allen atuando e com o italiano Roberto Benigni que está impagável.
É um filme engraçado, inteligente, porém bem longe do nível de um Match Point, por exemplo, que diga-se de passagem é um dos meus preferidos.
O filme conta várias histórias que acontecem na belíssima Roma ao mesmo tempo, a partir da perspectiva de um guarda de trânsito. Daí, desenrolam-se engraçados episódios como o da prostituta Ana, interpretada pela atriz Penélope Cruz  e do cantor de ópera, descoberto pelo personagem deWoody Allen, cujo filho será seu genro.
Enfim.....Não é pq, Para Roma com amor, não é uma obra-prima, que não vai garantir a você 102 minutos de boas risadas.
Vale a pena conferir!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Detachment - Indiferença (by Gian)

Narrativa cinematográfica batida é do novo professor que chega em determinada escola na tentativa de mudar a vida de jovens criminosos, drogados e membros de gangue que lá “estudam”. Já na primeira aula surgem os primeiros conflitos de identidade, as ameaças e ofensas, depois as coisas começam a amenizar e no final tudo parece entrar nos eixos.
O diretor Tony Kaye que já trabalhou com o tema da violência juvenil no maravilhoso “A Outra História Americana”, agora foca seu trabalho na vida de um professor substituto que assume a pior classe de uma escola mal freqüentada.
Nos primeiros vinte minutos já notamos um roteiro que tenta de todas as maneiras fugir dos clichês, dando grande ênfase à vida pessoal dos professores, suas dores, emoções, raivas e problemas familiares advindos do estresse das salas de aula. Kaye utiliza a abordagem pseudodocumentário, têm cenas que Adrien Brody se dirige ao público e expõe determinado assunto. Outro recurso é a animação, onde o quadro negro e o giz formam ligeiros desenhos, e também há rápidas passagens sobre a infância do personagem principal.
É um filme maduro, poético e violento, em que o destaque vai para um Adrien Brody sensacional, emocionando na sua melhor atuação desde “O Pianista”.
"Detachment" tem valor por levanta a voz para que o espectador tome partido e se envolva  nos problemas educacionais, um dos que mais afetam a sociedade como um todo.

gianbonan@ymail.com

terça-feira, 19 de junho de 2012

Vacilo ou Estratégia? (by Gian)


Tomei um susto danado ao abrir a página da Yahoo de hoje e ver Lula abraçado com Maluf! Que porra é essa? Será que pegaram Maluf “malufando” (malufar = roubar) a carteira de Lula? Li o texto e fiquei perplexo em saber da aliança petista com tal salafrário. Não aceitei, fui pro G1, pro UOL, pro Le Monde e etc para saber se era verdade, e era. Dessa vez não era montagem nem invenção de VEJA. Por essa ninguém esperava, ok! Mas pensando pelo lado racional, ou seja, São Paulo só perdendo para Nova Friburgo como pior colégio eleitoral do país, não é uma bola tão fora como parece. Maluf tem de 10 a 13 por cento de votos válidos por lá, Martha está com índice de rejeição imenso, cerca de 25%, e o PT, ou melhor, Lula está apostando as fichas na eleição de um candidato novo e quase sem expressão política, o tal do Fernando Haddad. Se a jogada der certo mesmo, e o PT assumir SP, fica menos doloroso dar uma cadeirinha de algum órgão para alguém que seja mais ou menos honesto do PP do que perder a eleição. Só não sei se vai valer à pena a jogada para as eleições maiores (Estaduais e Federal), pois vão usar essa foto tosca a torto e a direito para acusar os petistas de traidores, ou na melhor das hipóteses de vira-casacas.
Só Deus sabe o que mais veremos na política nacional.


gianbonan@ymail.com

domingo, 17 de junho de 2012

O novo da July (by Gian)


Ganhar Palma de Ouro no festival de cinema de Cannes ou o Urso de Ouro no de Berlim são as maiores condecorações que um cineasta pode esperar como reconhecimento de seu trabalho. Esses festivais são a nata do que há de melhor no mundo em relação à sétima arte, seguidos diretamente pelo também maravilhoso festival de Veneza.
Um dos prêmios que acho tão importante, ou talvez ainda mais do que os citados acima e que não tem uma repercussão tão grande é o da Câmera de Ouro de Cannes, que é prêmio para o melhor primeiro filme entre a Seleção Oficial, a Quinzena dos realizadores e a Semana da Crítica.
Em 2005 quem levou a Câmera de Ouro foi a então estreante Miranda July, com o sensacional “Eu, você e todos nós”, impressionando crítica e público pala sensibilidade com que tratou temas do tipo inocência, solidão e atração.
Os seis anos de espera pelo seu novo trabalho valeram a pena, “o Futuro” (The Future)ratifica a diretora como uma das que mais inovam dentro de uma originalidade impar focada em relacionamentos. Dessa vez a história gira em torno de um casal que pretende adotar um gato, mas teme perder a liberdade a partir do momento que se concretizar a adoção. O bichinho ficará na veterinária por um mês, até se recuperar da pata machucada, e o casal vê que esse intervalo de tempo é o último de suas vidas para fazer o que bem entenderem, então ambos abandonam seus empregos e passam a questionar suas prioridades de vida nesse breve e rápido futuro de totais liberdades.

Poder fazer o que quiser sem se prender a um passado, mas temendo assim que o amor e a companheirismo posso se esvair, ficar a um segundo plano não desejado ou planejado.
Querendo ou não o filme lança um desafio para aqueles que o assiste. A rotina do dia-a-dia de poucas variações é melhor que os riscos de uma vida de liberdades? Se você pudesse você pararia, voltaria ou adiantarias as horas e o tempo? E o mais importante, visualizar o futuro, mesmo na perspectiva das probabilidades, ajudaria você a ser mais feliz?
Não será no roteiro de Miranda July que iremos ter as respostas a essas questões, ela somente lança a sementinha nas nossas cabeças. A vida é apenas o começo. Alguma vez você esteve do lado de fora?

gianbonan@ymail.com

terça-feira, 15 de maio de 2012

De volta ao ar!

Causou reboliço entre os amigos cinéfilos a saída do ar de um dos melhores Sítios torrents de país, o “torrent-up filmes”.
 Mas não se desesperem, milagrosamente consegui contato com um dos colaboradores de lá que me deixou feliz da vida com a notícia de que já voltaram ao ar e com força total.

Por favor, divulguem!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Onde está o amor? (by Gian)


Em todos os cinemas e festivais por que passou, por todos os continentes do globo terrestre, “Medianeiras” se autodenominou nas propagandas como um filme de comédia romântica, tanto que o título leva o complemento de “Buenos Aires na era do amor virtual”. Mas já no primeiro minuto de filme a gente percebe que não é bem assim, o monólogo de abertura já denuncia o que vem pela frente: Numa época onde a tecnologia nos proporciona grandes confortos e divertimentos sem sairmos do nosso quarto, também nos traz a solidão, uma vida sem rumo rodeada de estresse e sedentarismo.

O filme não é de amor, é da busca por alguma forma de amor; passa-se na vida de dois solitários e confusos jovens, que saíram de um longo relacionamento e estão sós dentro de seus apartamentos na eterna monotonia diária, convivendo em uma Buenos Aires cada vez mais desumanizada, tanto na sua arquitetura quanto na sua tecnologia.
Eles são vizinhos, mas não sabem disse. Ela é arquiteta, mas ganha a vida decorando vitrines; ele web designe com quase nenhum serviço; ela claustrofóbica, ele hipocondríaco.
Duas vidas que se cruzam pelas ruas da cidade sem se perceberem, ambos tendo em comum a esperança de uma mudança, de um alguém para dividir bons momentos, para resgatá-los com extrema urgência do fundo do abismo da solidão, e se possível que seja a tão sonhada alma gêmea. Qualquer semelhança com roteiros do Woody Allen não é mera coincidência, e o resultado final é um belo filme. Recomendo!

terça-feira, 8 de maio de 2012

E não é cartaz de filme (by Gian)


Achei em um Site iraquiano essa linda foto; forte e expressiva, e resolvi postá-la aqui.
Trata-se do exército de resistência iraquiano feminino da cidade de Tikrit, localizada ao noroeste de Bagdá

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um Domingo só de Vitórias (by Gian)


Que domingo gostoso esse do dia seis de maio dois mil e doze! Isso que eu chamo de um maravilhoso começo de semana.
Primeiro meu tricolor, meu Flusão do coração, que contrariando a quase todos os palpites e previsões dos críticos futebolísticos nacionais e cariocas, arrancou uma linda goleada da forte equipe do Botafogo, e de virada, que é mais bonito. E beleza foi que sobrou no clássico, meu Fluminense regeu uma orquestra afinada, botou na roda e fez dançar a equipe da estrela solitária. Até gosto do Botafogo, time do meu papai que tanto amo, do meu Compadre Sandrinho de Nova Friburgo, do Gabi, filho da minha querida Manu, e também do Fabiano, meu querido e fanático amigo socialista. Mas pegar o time de guerreiro inspirado não da pra ninguém, não é culpa alvinegra.

E logo depois de eu esgoelar de alegria com Fred, Deco e cia veio à segunda maravilhosa notícia do dia, François Hollande acabara de ser eleito o novo presidente da França. É o retorno da esquerda depois de um longo período de jejum em um dos países fundamentais a dar uma basta na política neoliberal do continente, é o fim da política maléfica da dupla de malfeitores Sarkozy/Merkel, com implicações em todo o mundo. Viva a França, enfim aliada!
A derrota de Sarkozy é a derrota do seu projeto de extrema direitização. É uma boa notícia para a França e toda a Europa. O mundo que nos olha conhece de novo a audácia dos franceses” (Le Monde)

domingo, 22 de abril de 2012

Que menininha mais fofa (By Gian)


Quem curte cinema somente por diversão quer das duas uma: ou um bom roteiro, seja ele de qualquer gênero, ou ação frenética, limitando aqui gêneros tipo aventura, policial e faroeste.
Certos filmes não precisam de nada disso para ser bom, bastam ter uma proposta diferente ou ousada, desde que ao seu término satisfaça o espectador naquilo que prometeu. O terceiro longa do diretor espanhol Achero Manas promete muito e não faz nada.

"Tudo que quiseres" é um filme que tenta, pelo menos na sinopse, te passar um roteiro original, mas que não se mantém por muito tempo ao assistirmos, beirando ao absurdo.
Um homem normal, com seus problemas familiares normais sofre o baque da morte repentina da esposa e fica incumbido de cuidar da filhinha de quatro anos que não aceita a perda; alias, vale aqui uma ressalva, o filme só se mantém até a morte da mulher (que até comove com a solidão do sentimento de perda infantil no parquinho da praça). Depois disso nada se firma num roteiro lotado de furos e absurdo. Explico: a criança quer uma mãe, uma presença feminina, e até procura essa proteção nas possíveis namoradas do pai, explicitando isso ao máximo. O pai não quer nada com outra mulher, pois ainda sofre a perda, até aí tudo bem. Mas de repente, e do nada, a filha pede para o pai se vestir de mulher - e depois de pouca conversa - o cara se pinta e passa a ser a mãe pelo resto do filme. O ridículo não está na atitude, que poderia até ser camuflada pelo momento de dor em que ambos passam, e sim na forma como o roteiro faz tal transição, não há aqui uma preparação psicológica, não há um pátrio poder racional, não nos da uma explicação razoável. O cara vira travesti e acabou. Daí pra frente o filme cai no clichê de mostrar que o preconceito do machão heterossexual pode se voltar contra ele em algum momento da sua vida. Mas não se iluda, não há aqui uma denúncia a homofobia ou da reivindicação homossexual, tudo acontece a Deus dará, cuja proposta deu margem a uma história sem nexo.
O projeto é Pobre, os personagens mal construídos, a história é ruim e pra piorar, nos momentos tristes entra um som de rock and Roll.  O resultado é frustrante. Manas se aventurou por uma estrada difícil que dirigir: homossexualismo, velhice, dor e perda. E se perdeu. Mas a menina é uma graça! Coisinha linda.

sábado, 21 de abril de 2012

Alma ao Diabo (by Gian)


Fausto é o filme que fecha a tetralogia de Alekssandr Sukorov do Poder Totalitário, e dessa vez ele não recorre a personagens reais como das três vezes anteriores, em que baseou suas obras em Hitler, Lênin e Hiroito, nesse trabalho ele se baseia livremente na obra de Goethe que fala desse enigmático personagem que vende sua alma ao Diabo.
Chegando atrasado na premiação de Veneza por estar proibido na Rússia, e ainda mais atrasado aqui no Brasil, “Fausto” conquistou o festival mais cobiçado da Itália, levando o Leão de Ouro em um júri cujo presidente era ninguém menos que Darren Aronofsky. Essa introdução já dispensa maiores apresentações sobre a obra em questão.

Terror, drama, desejo e filosofia se unem na fotografia crua de Bruno Delbonnel ao nos focar no Dr. Fausto: médico, teólogo, astrônomo, cientista e jurista, que sonha com profundos e ilimitados conhecimentos, com respostas precisas sobre Morte, Deus, alma, eternidade.O filme se inicia com uma autopsia, os primeiro minutos é a tentativa do médico em encontrar a alma humana dentro do defunto. Com fome, desânimo e desesperado em não dirimir suas dúvidas Fausto vai penhorar uns objetos e encontra com Mefistófeles que o faz assinar um termo e sai com ele para vagar sobre o vilarejo local, numa estranha relação de impaciência e amizade.
Imagens distorcidas dão aspecto sombrio ao filme, que parece estar sendo sonhado por algum dos personagens. O Diabo tem uma fixação por estátuas relacionadas a Jesus Cristo e ao cristianismo, sempre que as vê ele vai beijar-lhas na boca, fazer insinuações obcenas, que podemos interpretar como provocação ou como um objeto de fetiche. O filme não lembra em nada “O Anticristo” de Lars Von Trier, mas é lotado de sentidos figurados, situações sombrias e absurdas. É incômodo por não nos deixar tomar partido ou torcer, já não temos os heróis ou os vilões característicos de filmes de terror, é real por lidar com a natureza humana, e é fantástico e assustador pela precisão em mostrar a nossa triste existência na luta pela felicidade.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sangue e Mel (by Fabi)


Há muito que o cinema deixou de ser meramente um lazer domingueiro, para se tornar instrumento cultural na vida das pessoas. Existem filmes que nos impulsionam violentamente rumo à História, que nos faz parte integrante dos conflitos sociais, étnicos e políticos a que a humanidade vem sendo acometida há décadas. Foi assim com a Lista de Shindler de Spielberg, Diamante de Sangue de Edward Zwick, Diários de Motocicleta de Walter Salles, O Último Rei da Escócia de Kevin Mcdonald. São filmes que nos remetem e inserem no contexto histórico da humanidade e nos motiva a refletir.
Recentemente, assisti à estréia de Angelina Jolie do outro lado das câmeras, dirigindo o longa In the Land Of Blood and Honey (Terras de Sangue e Mel) e me comovi com a história que descreve cruamente o terrível massacre nos balcãs, ou a Guerra da Bósnia Herzegovina, se preferir. O fim da República Federal da Iugoslávia, que lavou a Europa por 3 anos num mar de sangue, sendo o maior conflito da Europa depois da 2ª Guerra, deixando mais de 1 milhão de refugiados, cerca de 200 mil vítimas entre civis e militares, nas quais 65% eram muçulmanos bósnios, 25% sérvios e 8% croatas.
Dentro dessa realidade vil que devastou o Velho Continente, Angelina Jolie, que tem lá suas convicções humanitárias, dirige um filme sem qualquer tipo de estrelismo pessoal, mas com muita honestidade e neutralidade, mostrando as atrocidades do genocídio, dos campos de concentração, as mais de 50.000 mulheres violadas durante o conflito, a limpeza étnica e em meio a tudo isso, o romance entre um oficial sérvio e uma pintora bósnia e muçulmana, separados pela barreira do conflito. Jolie em nenhum momento "americaniza" a história, tanto que o filme todo é falado no idioma local, com atores dos países em questão.
Eu gostei do filme. A mim me pareceu um filme-denúncia que consegue alcançar o que se propõe a mostrar.
Recomendo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Temos Papa? (by Gian)


O que aconteceria se o novo Papa, ao acabar de ser eleito, amarelasse em cima da hora?

Essa é a temática da nova obra prima de Nanni Moretti “Habemus Papam” que nos põe de cara com os ritos eclesiásticos que antecedem e sucedem a escolha do líder mundial da igreja católica. O filme tinha tudo pra ser chato, mas a ironia presente a cada cena, a cada tomada, prende a atenção sobre o que se passa no íntimo do ser humano ao receber tão significativa diligência, expondo seus medos, suas convicções e até mesmo sua fé: a dúvida naquilo que sempre acreditou e se espelhou por toda a vida. É muito comum no cristianismo, e até em outras religiões, o fiel que, ao tentar persuadir outrem a se filiar na sua doutrina dogmática, apela para sentimentos que norteiam ou nortearam nossa vida em determinado momento emocional, como por exemplo, na perda de um ente querido. Ao estarmos necessitando de compreensão sobre um triste acontecimento ocorrido, nos aparece àquela voz de apoio, um guia espiritual bem intencionado cujas palavras se fundamentam nas escrituras sagradas. Até mesmo aquele mais descrente se sensibiliza em certos momentos, pois queira ou não o homem é um ser religioso. Ok, mas a proposta da Nanni Moretti nessa excepcional obra é nos mostrar o inverso desta moeda, ou seja, o que acontece com uma pessoa que, já lotada de crença e ensinamentos religiosos, se depara com uma responsabilidade lhe confiada por Deus e que, por circunstâncias pessoais se acha indigno de tal posto, recorrendo assim à ajuda de um psicólogo ateu - pois queira ou não, o homem é um animal racional. É o seu eu dizendo não a tudo aquilo que lhe foi imposto e aceito pela fé. É a dúvida que bate no momento mais importante da sua vida e da sua religião.

Imagina a cena: a Praça São Pedro no vaticano lotada de fieis, repórteres e gente de todo o mundo, e aparece a tal fumaça branca que mostra que o novo pontífice já foi escolhido, todos na expectativa e curiosidade de saber quem é o novo líder católico, porém ninguém imagina que por detrás daquela janelinha onde deveria aparecer o novo Papa está acontecendo um verdadeiro Deus nos acuda, pois o escolhido entrou em pânico e se trancou dentro do quarto. Chamem um psicólogo, deu merda! Do jeito que exponho o texto fica parecendo que Moretti fez uma comédia pastelão, mas não é bem por aí, o filme tem até uma temática bem mais dramática do que engraçada, o diretor foca seu trabalho na dor do personagem, analisa a profunda reflexão e a dúvida de um cristão fiel que no final de um estressante dia de trabalho religioso acredita na missão que lhe é confiada, mas sente que o dever do seu novo papel está fora do seu alcance. Um filme admiravelmente bonito que fala basicamente do reencontro de um homem com seus próprios e autênticos desejos. É uma história política e religiosa, ideal para interpretar comportamento e modos de relacionamento de uma pessoa que por toda sua vida deu ouvidos apenas a uma perspectiva, a um modo de viver. E de repente quer dar um basta em tudo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comissão da Verdade (by Cristiane)

Um dos objetivos principais do governo federal é apurar e punir os crimes cometidos pelos militares durante o Golpe de 64. Obviamente, os militares violadores de direitos que ainda se encontram vivos, fazem campanha contra a criação da Comissão da Verdade, pois sabem que a batata nunca esteve assando tão perto. Porém, fortes aliados entraram na batalha em favor de uma maior rapidez na criação da comissão: Juizes brasileiros se manifestaram.

Eis o que dizem:

Nós, juizas e juizes brasileiros, exigimos que o país quite a enorme dívida que possui com o seu povo e com a comunidade internacional, no que diz respeito à verdade e justiça dos fatos praticados pela ditadura militar, que teve início com o golpe de 1964.

A Comissão da Verdade, criada por lei, é mecanismo que deve contribuir para melhorar o acesso à informação e dar visibilidade às estruturas da repressão, reconstruindo o contexto histórico das graves violações humanas cometidas pela ditadura militar e promover o esclarecimento dos casos de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres.

Estamos certos, como decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que “as atividades e informações que, eventualmente, recolha (a Comissão de Verdade), não substituem a obrigação do Estado de estabelecer a verdade e assegurar a determinação judicial de responsabilidades”.

Manifestações que buscam cobrir as violações cometidas sob o manto da ignorância são um golpe para os direitos humanos e afrontam o patamar da dignidade humana estabelecido na Constituição Federal e normativa internacional. Todos e todas têm o direito de saber o que ocorreu em nosso país, tarefa que compete à Comissão da Verdade, a ser composta por pessoas comprometidas com a democracia, institucionalidade constitucional e direitos humanos. Aguardamos que a Comissão da Verdade seja constituída o quanto antes, devidamente fortalecida e com condições reais para efetivação do seu mister.”

Magistrados: Jorge Luiz Souto Maior – SP João Ricardo dos Santos Costa – RS Kenarik Boujikian Felippe – SP Alessandro da Silva- SC Marcelo Semer- SP André Augusto Salvador Bezerra – SP Gerivaldo Neiva – BA Roberto Luiz Corcioli Filho – SP Aluísio Moreira Bueno – SP Carlos Frederico Braga da Silva – MG Angela Maria Konrath – SC Fernanda Menna Pinto Peres – SP Adriano Gustavo Veiga Seduvim – PA Rubens Roberto Rebello Casara – RJ Mauro Caum Gonçalves – RS Roberto Arriada Lorea – RS Alexandre Morais da Rosa – SC João Batista Damasceno – RJ Marcos Augusto Ramos Peixoto – RJ Lygia Maria de Godoy Batata Cavalcanti – RN Luís Carlos Valois Coelho – AM Dora Martins – SP José Henrique Rodrigues Torres – SP Andréa Maciel Pachá – RJ Maria Coeli Nobre da Silva – PB Ruy Brito – BA Paulo Augusto Oliveira Irion – RS Amini Haddad – MT Geraldo Prado – RJ Michel Pinheiro – CE Alberto Alonso Muñoz – SP Julio José Araujo Junior – RJ Fernando Mendonça – MA André Luiz Machado – PE Grijalbo Fernandes Coutinho – DF Fábio Prates da Fonseca – SP Marlúcia de Araújo Bezerra – CE Maria das Graças Almeida de Quental – CE Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho – BA Weliton M. dos Santos – MG Célia Regina Ody Bernardes – MT Oscar Krost – SC Adriana Ramos de Mello – RJ José Roberto Furquim Cabella – SP Maria Cecília Alves Pinto – MG Sergio Renato Domingos – SC Mário Soares Caymmi Gomes – BA Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza – MT Jeferson Schneider – MT Eduardo Vandré Oliveira Lema Garcia – RS Lucas Vanucci Lins – MG Douglas de Melo Martins – MA Alberto Silva Franco – SP Fernanda Souza P. de Lima Carvalho – SP Cristiana de Faria Cordeiro – RJ Umberto Guaspari Sudbrack – RS Erico Araújo Bastos – BA Edson Souza – BA Amilton Bueno de Carvalho – RS José Augusto Segundo Neto – PE Salem Jorge Cury – SP Rita de Cássia M. M. F. Nunes – BA José Viana Ulisses Filho – PE Milton Lamenha de Siqueira – TO Maria da Graça Marques Gurgel – AL Luiz Alberto de Vargas – RS João Marcos Buch – SC Ivani Martins Ferreira Giuliani – SP Maria Cecilia Fernandes Alvares Leite – SP Saint-Clair Lima e Silva – SP Magda Barros Biavaschi – RS Bernardo Nunes da Costa Neto – PE Beatriz de Lima Pereira – SP Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho – BA Edvaldo José Palmeira – PE Denival Francisco da Silva – GO Maria Madalena Telesca – RS Reginaldo Melhado – PR Ana Claudia Petruccelli de Lima- PE Albérico Viana Bezerra – PB Carlos Eduardo Oliveira Dias – SP Ana Paula Alvarenga Martins – SP Theodomiro Romeiro dos Santos – PE José Tadeu Picolo Zanoni – SP Maria Sueli Neves Espicalquis – SP Sandra Miguel Abou Assali Bertelli –SP Luís Christiano Enger Aires – RS Carmen Izabel Centena Gonzalez – RS Rute dos Santos Rossato – RS Reno Viana - BA Orlando Amâncio Taveira – SP André Luis de Moraes Pinto – RS Norivaldo de Oliveira – SP Eugênio Couto Terra – RS Denise Oliveira Cezar – RS Helder Luís Henrique Taguchi – PR Sérgio Mazina Martins – SP Eugênio Facchini Neto – RS Gilberto Schäfer – RS Rodrigo de Azevedo Bortoli – RS André Luis de Moraes Pinto – RS Paulo da Cunha Boal – PR Laura Benda – SP Joana Ribeiro Zimmer – SC Bráulio Gabriel Gusmão – PR Graça Carvalho de Souza – MA Andrea Saint Pastous Nocchi – RS Fernando de Castro Faria – SC Dyrceu Aguiar Dias Cintra Junior – SP Angélica de Maria Mello de Almeida – SP Andréia Terre do Amaral – RS Fabiana Fiori Hallal – RS Maria Lucia Boutros Buchain Zoch Rodrigues – RS Laura Borba Maciel Fleck – RS Luís Fernando Camargo de Barros Vidal – RS Régis Rodrigues Bonvicino – SP Luis Manuel Fonseca Pires – SP Carlos Vico Mañas – SP Mylene Gloria Pinto Vassal - RJ Leonardo Vieira Wandelli – PR Luiza Barros Rozas – SP Ana Izabel Ferreira Bertoldi- SP Carlos Moreira De Luca – SP Marcia Malvar Barambo –RJ Hugo Cavalcanti Melo Filho – PE Arnaldo Boson Paes – PI Andréa Saint Pastous Nocchi – RS Fabiola Amaral – SP Cláudia Regina Reina Pinheiro – SP José Carlos Arouca – SP Ione Salin- RJ Gonçalves Siro Darlan de Oliveira – RJ André Tredinnick -RJ Gustavo Tadeu Alkmim - SP Valdete Souto Severo – RS Damir Vrcibradic – RJ Claudia Marcia de Carvalho Soares – RJ Cláudia Regina Reina Pinheiro – RJ Silvio de Albuquerque Mota – CE Tereza Cristina de Assis Carvalho – RN

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Paridade é igualdade (by Gian)


Mando aqui, quase que em primeira mão, o curta brasileiro dirigido por Loyanne Lima que concorre no festival argentino "Participación Política de las Mujeres", realizado pela REM – Reunion Especializada de La Mujer del Mercosur. Muito bom, curtinho, e vale a pena ver.

Dilma ( By Gian)

72% de aprovação. É mais que um CALA A BOCA NÉ?

sábado, 24 de março de 2012

Sexo não trás amor (by Gian)


Não sei se o termo “minimalista”, usado com freqüência em relação a tipos de cartazes em cinemas e em outras formas artísticas, pode ser dito em relação a filmes que buscam a simplicidade num todo, que expressam, tanto no roteiro, como na fotografia e na edição uma humildade que beira o amadorismo.

Acne”, escrito e dirigido pelo uruguaio Federico Veiroj, é um filme avesso a qualquer tipo de tecnologia que possa alterar a autenticidade do dia a dia de pessoas comuns com problemas normais e sem qualquer característica especial; silencioso e natural como a vida do adolescente Rafael Bregman, tímido, filho de pais em processo de separação, pouco notado pelas meninas da escola e com toda ebulição sexual natural da idade. Ao perder a virgindade com uma garota de programa, Rafael percebe que não é isso que realmente quer, seu desejo é por um beijo na boca, e de preferência em Nicole, menina do mesmo colégio por quem nutre uma paixão escondida. A baixa auto-estima com as espinhas cada vez mais freqüentes no rosto, os problemas em casa e a indiferença das meninas o levam cada vez mais ao isolamento, a uma solidão em mundo só dele, observando sempre ao redor, em busca de um flerte, um olhar misericordioso.

O filme é básico, começa, termina e fecha seu círculo. Nada muda, não é pra mudar. Pode gerar bocejo, descontentamento ou tristeza.

domingo, 18 de março de 2012

Poliamor? (by Fabi)

Pregando o descompromisso e o desapêgo, o poliamorismo (termo designado às relações amorosas que não crêm no princípio da monogamia), vem sido amplamente difundido na atualidade e já conta com inúmeros seguidores. Obviamente, que desde que o mundo é mundo, existe a infidelidade, o adultério e a traição, porém o poliamor é estar aberto a se relacionar com mais de uma pessoa simultaneamente, com o pleno consentimento de todas as partes.
Ora, posso estar muito atrasada, mas não consigo visualizar uma relação assim em meu cotidiano. Como construir algo sólido e duradouro, calcado na confiança e na lealdade, com alguém que segue a cartilha poliamorística? Não se trata de ciúmes pura e simplesmente, mas beira o cômico querer estar com o homem amado e ouvir "Olha só, hoje não dá....É o dia da Marieta." Fora a completa descaracterização da família. Como formar uma? Um relacionamento que exige exclusividade , não é, em hipótese alguma, nenhum tipo de violação da individualidade. Não se pode reduzir o outro à um mero detalhe. Uma simples opção diária ou semanal. O compromisso e a lealdade são pré-requisitos básicos para o surgimento da família. Sem contar o bom e velho ciúme que surgirá, inevitavelmente, logo que uma das partes se sentir preterida pela outra. Li em uma revista semanal num consultório médico que "o poliamorismo é o amor que se expande." Isso não se chama amor. O amor, o compromisso, a amizade, não se expandem dessa forma. Pq é impossível amar e dividir nessas condições. E não se trata de egoísmo como difundem os poliamoristas, é entrega, cuidado com o outro, cumplicidade. A natureza humana é engraçada... O homem está sempre à procura de práticas e costumes que violentam sua própria natureza. Foi o amor livre na década de 70, com o "Faça amor, não faça guerra!", o patrocínio da permissividade em prol de nós mesmos, sempre!
A sociedade, definitivamente, está doente. (Estou me tornando repetitiva com esse slogan).

segunda-feira, 12 de março de 2012

Já vai tarde (by Gian)


Depois de 23 anos de muita denúncia, processos e acusações, é com muito orgulho que escrevo sobre o fim da era Ricardo Teixeira como presidente da CBF. Ainda não é para ser vastamente comemorado porque seu substituto até o término da Copa do Mundo será o não menos inescrupuloso José Maria Marin, ex-governador de São Paulo que assumiu esse posto de outro ainda mais ladrão: Paulo Maluf na época saía para concorrer ao cargo de Deputado Federal. Só com alguns conhecidos nomes já sabemos que pouco muda até a nova eleição que acontece em 2014. Mas o pouco que muda faz diferença, pois se Ricardo Teixeira agüentasse no cargo até a Copa que será aqui no Brasil ele teria alguma chance de reeleição. Agora, às vésperas de ser divulgado um comprometedor processo judicial que corre na suíça, e de várias e novas denúncias ocorridas aqui no Brasil, entre elas uma transação de quase 4 milhões de dólares com o homem forte da Nike no Brasil, cujo depósito foi feito no nome da filha dele, Antônia Wigand Teixeira, de apenas 11 anos de idade, numa agencia do Bradesco na Barra da Tijuca, Ricardo Teixeira não agüentou a pressão mundial e tenta fugir de fininho. De acordo com o Blog do Jornalista esportivo Juca Kfouri, Ricardo já vendeu propriedades como o Laticínio Linda Linda e a fazenda Santa Rosa em Piraí, e já ensaia uma mudança para um condomínio de luxo em Miami, onde passou o carnaval deste ano. Isso evitaria o confisco de seus bens, estimados em 50 milhões de Reais.

A esperança agora, além das próximas eleições em 2014 para a presidência de CBF, está na Lei Geral da Copa que tramita no congresso, que tem também como objetivo a possibilidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte do Estado nessa entidade corrupta de direito privado.

domingo, 11 de março de 2012

A fábula do coelho cego (By Gian)

Numa manhã, um coelho cego estava descendo para a sua toca quando dá um encontrão numa grande cobra que ali estava.
– Desculpe-me – disse o coelho –, não tinha a intenção de trombar com você, é que eu sou cego!
– Não há problema – responde a cobra –, a culpa foi minha, não percebi você chegar. É que eu também sou cega! Mas, por outro lado, que tipo de animal é você?
– Bem, na verdade não sei, sou cego, nunca me vi. Talvez você me consiga examinar e descobrir que tipo de bicho sou eu.
Então, com a ponta da língua e as narinas, a cobra examinou o coelho:
– Bem, você é macio, tem longas e sedosas orelhas, uma cauda que parece um pompom e um pequeno nariz. Você deve ser um coelho!
O coelho ficou tão contente que dançou de alegria.
Então a cobra disse que também não sabia que tipo de animal ela era e o coelho concordou em tentar descobrir.
Após ter examinado a cobra, com as patas e o nariz, o coelho respondeu:
– Você é duro… frio… escorregadio… viscoso… não tem cabelos… dá a impressão de andar sorrateiramente… parece traiçoeiro… inspira medo… você deve ser o José Serra!