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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Happy New Year! (by Fabi)



Por um 2015 com mais amor e menos rancor!
Mais proximidade e menos saudade!
Mais amigos e menos desafetos!
Mais palavras doces e menos fel!
Mais saúde e menos doenças!
Mais luz e menos escuridão!
Mais encontros e NENHUM desencontro.

ÓTIMO ANO NOVO A TODOS OS AMIGOS QUE NOS SEGUEM!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Lembranças (by Fabi)

Há uns dias que tenho tido muitas lembranças de pessoas que amei e que partiram. Que partiram voluntariamente e involuntariamente. Especialmente minhas duas avós, a materna e a paterna. Lembranças de minha infância quase solitária, se não fossem 3 primos maldosos, quase sádicos, que brincavam e brigavam muito comigo e que hoje são pessoas que gosto muito. Lembranças de brincar na linha do trem em Éden, que de paraíso, na verdade, tinha muito pouco, a não ser aqueles momentos mágicos que eu podia correr livremente entre os dormentes de madeira velha, que eu considerava o verdadeiro Jardim do Éden. Da casinha de telha da vovó Carlinda, que quando chovia forte, parecia que ia desabar. O barulho era ensurdecedor. De como a Dona Carlinda era durona. Mulher guerreira, desbocada e brigona. Mas muito amorosa. Do macarrão vermelho, que ela só fazia quando íamos lá. Do cheiro de perfume Avon que ficava pela casa depois q ela tomava banho. Da felicidade estampada em seu rosto quando, a única filha e a única neta que moravam longe, atravessavam a ponte para ir à sua casinha e de como minhas primas morriam de ciúmes, pq TODAS as atenções eram voltadas para mim...
Foi uma época de muito amor. Uma infância feliz.
Tenho tido lembranças de minha avó Dinah, de seu cafezinho de manhã, às 07h, que me oferecia quando passava para ir ao trabalho. Dos Natais (era seu aniversário), em que sempre, corajosamente, matava um porco para a ceia. E eu assistindo a tudo, óbvio! Era o acontecimento familiar mais esperado do ano, para nós crianças: a carnificina suína. De quando, ainda adolescente, me pedia para fazer suas unhas. Eram mãos finas, trêmulas, enrugadas, de unhas quebradiças, que adorava pintar de vermelho. Sentava na poltrona velha, uma mão estendia para mim, outra pegava um copo de Bavária (sua cerveja preferida) que ela chamava "Babária". Tinha olhos doces e apaixonou-se no fim da vida. Mas foi um amor não-correspondido. Fazer o que. Ficou deprimida, sofreu aos 70, como qualquer mulher de 30. Coisas da vida.
Tenho lembrado de gente que prefiro esquecer, que partiu, que sumiu, desapareceu. Amigos, amores, afetos e desafetos. Como alguém, que é tão especial num dia, em outro não lhe faz a menor falta? Pq perdemos pessoas a quem tanto amamos? Pq as avós não são pra sempre?
Pq uma hora a gente ama e outra desama? Pq não é forever?

Desculpe, Vinícius, mas rejeito o "...eterno enquanto dure".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Números de uma sociedade machista (by Gian)

Quando penso que estamos progredindo, não apenas no aspecto político, mas também no humano, percebo que ainda engatinhamos na corrida em busca uma sociedade mais igual, mais justa. Acabamos de eleger o congresso mais conservador dos últimos tempos, a bancada evangélica e ruralista aumentou, o deputado mais votado do nosso estado foi nada menos que Jair Bonsonaro, e os bons que foram eleitos, aqueles que buscam diminuir o preconceito e a intolerância, já terão que viver isso em grande escala dentro do próprio local de trabalho.
Acaba de sair os números de uma pesquisa realizada pelos institutos Avon e Data Popular, cujo título é "Violência contra a mulher: o jovem está ligado?”, em que os números assustam:

# A maioria (78%) das jovens brasileiras entre 16 e 24 anos já sofreram algum tipo de assédio em espaços públicos, sejam cantadas ofensivas (68%), toques indesejados em baladas e festas (44%) ou assédios no transporte público (31%).
#  Entre os rapazes entrevistados, 30% dizem que a mulher que usa decote e saia curta está se oferecendo. Entre as mulheres, 20% concordam com a afirmação. A maioria dos jovens ouvidos (76%) acha errado uma mulher ter vários “ficantes” e ir para a cama no primeiro encontro (68%).
#  Sobre a família, 43% dos jovens entrevistados disseram já ter visto a mãe ser agredida pelo parceiro e 47% deles interferiram em defesa da mãe. Entre os homens que vivenciaram a violência doméstica, 64% admitiram ter praticado algum tipo de agressão contra alguma companheira. Entre aqueles que não têm o histórico na família, 47% já agrediram a parceira.
# Entre as mulheres, 9% admitiram já ter sido obrigadas a fazer sexo quando não estavam com vontade, e 37% já tiveram relação sexual sem camisinha por insistência do parceiro.
#  75% das mulheres entrevistadas já sofreram violência em relacionamentos. A maioria delas (66%) já admitiu ter recebido xingamentos, empurrões, ameaças, tapas, ameaças com armas ou já ter sido proibida de sair de casa, sair à noite, usar determinada roupa ou ter sido obrigada a fazer sexo sem vontade. Mais da metade dos homens (55%) afirmaram já ter praticado algum desses atos.
Só em 2013, foram registradas 5.664 mortes violentas de mulheres, o equivalente a um óbito a cada uma hora e meia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. No primeiro semestre deste ano, o canal de atendimento à mulher Ligue 180 recebeu 30.625 denúncias de violência. Ao todo 82,8 2% das vítimas tinham relação familiar com o agressor e 11,2%, relação afetiva, segundo a Secretaria de Políticas para Mulheres, do governo federal.