Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




quinta-feira, 28 de junho de 2012

Detachment - Indiferença (by Gian)

Narrativa cinematográfica batida é do novo professor que chega em determinada escola na tentativa de mudar a vida de jovens criminosos, drogados e membros de gangue que lá “estudam”. Já na primeira aula surgem os primeiros conflitos de identidade, as ameaças e ofensas, depois as coisas começam a amenizar e no final tudo parece entrar nos eixos.
O diretor Tony Kaye que já trabalhou com o tema da violência juvenil no maravilhoso “A Outra História Americana”, agora foca seu trabalho na vida de um professor substituto que assume a pior classe de uma escola mal freqüentada.
Nos primeiros vinte minutos já notamos um roteiro que tenta de todas as maneiras fugir dos clichês, dando grande ênfase à vida pessoal dos professores, suas dores, emoções, raivas e problemas familiares advindos do estresse das salas de aula. Kaye utiliza a abordagem pseudodocumentário, têm cenas que Adrien Brody se dirige ao público e expõe determinado assunto. Outro recurso é a animação, onde o quadro negro e o giz formam ligeiros desenhos, e também há rápidas passagens sobre a infância do personagem principal.
É um filme maduro, poético e violento, em que o destaque vai para um Adrien Brody sensacional, emocionando na sua melhor atuação desde “O Pianista”.
"Detachment" tem valor por levanta a voz para que o espectador tome partido e se envolva  nos problemas educacionais, um dos que mais afetam a sociedade como um todo.

gianbonan@ymail.com

terça-feira, 19 de junho de 2012

Vacilo ou Estratégia? (by Gian)


Tomei um susto danado ao abrir a página da Yahoo de hoje e ver Lula abraçado com Maluf! Que porra é essa? Será que pegaram Maluf “malufando” (malufar = roubar) a carteira de Lula? Li o texto e fiquei perplexo em saber da aliança petista com tal salafrário. Não aceitei, fui pro G1, pro UOL, pro Le Monde e etc para saber se era verdade, e era. Dessa vez não era montagem nem invenção de VEJA. Por essa ninguém esperava, ok! Mas pensando pelo lado racional, ou seja, São Paulo só perdendo para Nova Friburgo como pior colégio eleitoral do país, não é uma bola tão fora como parece. Maluf tem de 10 a 13 por cento de votos válidos por lá, Martha está com índice de rejeição imenso, cerca de 25%, e o PT, ou melhor, Lula está apostando as fichas na eleição de um candidato novo e quase sem expressão política, o tal do Fernando Haddad. Se a jogada der certo mesmo, e o PT assumir SP, fica menos doloroso dar uma cadeirinha de algum órgão para alguém que seja mais ou menos honesto do PP do que perder a eleição. Só não sei se vai valer à pena a jogada para as eleições maiores (Estaduais e Federal), pois vão usar essa foto tosca a torto e a direito para acusar os petistas de traidores, ou na melhor das hipóteses de vira-casacas.
Só Deus sabe o que mais veremos na política nacional.


gianbonan@ymail.com

domingo, 17 de junho de 2012

O novo da July (by Gian)


Ganhar Palma de Ouro no festival de cinema de Cannes ou o Urso de Ouro no de Berlim são as maiores condecorações que um cineasta pode esperar como reconhecimento de seu trabalho. Esses festivais são a nata do que há de melhor no mundo em relação à sétima arte, seguidos diretamente pelo também maravilhoso festival de Veneza.
Um dos prêmios que acho tão importante, ou talvez ainda mais do que os citados acima e que não tem uma repercussão tão grande é o da Câmera de Ouro de Cannes, que é prêmio para o melhor primeiro filme entre a Seleção Oficial, a Quinzena dos realizadores e a Semana da Crítica.
Em 2005 quem levou a Câmera de Ouro foi a então estreante Miranda July, com o sensacional “Eu, você e todos nós”, impressionando crítica e público pala sensibilidade com que tratou temas do tipo inocência, solidão e atração.
Os seis anos de espera pelo seu novo trabalho valeram a pena, “o Futuro” (The Future)ratifica a diretora como uma das que mais inovam dentro de uma originalidade impar focada em relacionamentos. Dessa vez a história gira em torno de um casal que pretende adotar um gato, mas teme perder a liberdade a partir do momento que se concretizar a adoção. O bichinho ficará na veterinária por um mês, até se recuperar da pata machucada, e o casal vê que esse intervalo de tempo é o último de suas vidas para fazer o que bem entenderem, então ambos abandonam seus empregos e passam a questionar suas prioridades de vida nesse breve e rápido futuro de totais liberdades.

Poder fazer o que quiser sem se prender a um passado, mas temendo assim que o amor e a companheirismo posso se esvair, ficar a um segundo plano não desejado ou planejado.
Querendo ou não o filme lança um desafio para aqueles que o assiste. A rotina do dia-a-dia de poucas variações é melhor que os riscos de uma vida de liberdades? Se você pudesse você pararia, voltaria ou adiantarias as horas e o tempo? E o mais importante, visualizar o futuro, mesmo na perspectiva das probabilidades, ajudaria você a ser mais feliz?
Não será no roteiro de Miranda July que iremos ter as respostas a essas questões, ela somente lança a sementinha nas nossas cabeças. A vida é apenas o começo. Alguma vez você esteve do lado de fora?

gianbonan@ymail.com