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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mídia X Venezuela part. 2 (By Gian)

Igor Fuser, professor da Universidade Federal do ABC, passa sabão ao vivo na Globo, da banho de conhecimento e deixa debatedor e reporter sem argumentos.
Reportagem de vinte e seis minutos, mas que vale muito a pena ser vista.

"Nunca vi nem na Globo nem nos jornais brasileiros uma única notícia positiva sobre a Venezuela. Uma única.  Será que em 15 anos de chavismo não aconteceu nada positivo? Cadê o outro lado? Será que os venezuelanos que votaram no Chávez e no Maduro são tão burros, de votar em governo que só faz coisa errada?” (Igor Fuser, professor da UFABC) 

Clique AQUI e assista o debate na íntegra.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Mídia X Venezuela (By Gian)



Uma pena que a maioria do nosso povo ainda não se “vacinou” contra as mentiras contadas por quase a totalidade da mídia nacional, e tudo que é visto em “jornais nacionais” da vida é posto em redes sociais e conversas do dia-a-dia como se fosse a verdade das verdades. Mas tenho que admitir que é muito difícil não se influenciar, em qualquer canal aberto – e na maioria dos pagos - os noticiários distorcem a verdade ou mentem descaradamente, o ódio contra a distribuição de riquezas e contra qualquer tentativa de diminuir a desigualdade social é visto como ameaça aos detentores de poder: sempre o mesmo pequeno grupo de pessoas que possuem mais de noventa por cento das riquezas do país, e que controla de forma direta os nossos principais meios de comunicação. Mas graças a Internet podemos ser vacinados: quem quer notícias de verdade consegue! Temos mídia responsável em muitos países do mundo, e Sites e Blogs nacionais muito sérios, compromissados somente com a verdade.
Estou dizendo isso tudo porque senti vergonha da cobertura feita pelos nossos jornais (escritos e televisivos) sobre as manifestações da Venezuela contra o “chavismo”, dizendo que juventude venezuelana se cansou e foi pras ruas derrubar o governo de Nicolás Maduro. Se fossem verdadeirom os relatos sobre esse cansaço por parte da juventude, o chavismo deveria ter sido derrotado nas urnas há bastante tempo, pois 60% da população venezuelana tem menos de 30 anos de idade. O chavismo venceu 18 das 19 eleições disputadas desde 1998. E não há mais como chorar dizendo que as vitórias vem do grande carisma de Hugo Chávez. Nos últimos comícios municipais de dezembro, a dez meses de seu falecimento, o chavismo ganhou com dez pontos de vantagem, uma distância impressionante depois de três quinquênios no poder. Para quem continua acreditando na teoria de fraude eleitoral, é bom lembrar que a idoneidade de cada processo foi atestada por um imenso time de observadores estrangeiros e pela comunidade internacional. A eles também se somam chefes de Estado pouco simpatizantes ao chavismo, como o colombiano Juan Manuel Santos, o chileno Sebastián Piñera ou o mexicano Peña Nieto. Até mesmo a delegação do Parlamento espanhol validou a vitória de Nicolás Maduro em abril de 2013, inclusive com a assinatura dos dois representantes do Partido Popular. Não precisa estar na Venezuela para saber que esse protesto vem de jovens representantes das classes mais altas do país, além da casta empresarial, que continua detendo um gigantesco poder. E esse setor é minoritário frente às classes populares, que representam mais de 60% da população. Nos últimos anos a Venezuela foi o país da América Latina que mais distribuiu renda e conseqüentemente diminuiu as desigualdades sociais, e não sou eu que estou dizendo isso, são dados da ONU. Os ricos acumulam derrotas sucessivas nas urnas, e agora mandam suas crianças as ruas, e ainda pedem auxílio às mídias direitistas do mundo querendo mostrar o que não existe: uma maioria descontente. Cuidado com o que assiste na TV, você está sendo enganado.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A família nossa de cada dia ( by Fabi)


Um drama.
Mas não é nisto que consiste uma reunião de família? Há quem diga que, um barraco ou outro, num encontro familiar é algo corriqueiro.
No filme Álbum de família isso não foge à regra. Quando uma família comum, como a minha ou a sua, se reúne em torno de um acontecimento grave, tudo pode acontecer: segredos há muito tempo ocultos vindo lentamente à tona, dores não reveladas ou expostas ao extremo, culpa, mágoa e uma louca vontade de redenção. Isso. Foi a primeira palavra que me veio à mente quando assisti ao longa Álbum de Família. Apesar de todas as mazelas emocionais expostas no filme, havia paralelamente, um desejo de redenção por parte das personagens, tão meticulosamente construídas Eu não sou muito de analisar o filme tecnicamente, eu prefiro o lado emocional da coisa, o visceral, a arte. E por falar em visceral, NADA, repito, NADA se compara à atuação de Meryl Streep. Uma verdadeira diva, que brinca de atuar no filme, no papel da matriarca da família em questão, sofrendo de câncer, de dependência química, de amor, de remorso.
Julia Roberts, que há muito só atuava em papéis medíocres, também não faz feio como uma mulher amarga e insatisfeita com a sua vida. E essas duas ótimas atuações lhes renderam indicações ao Oscar. Bom, nem preciso dizer pra quem vai a minha torcida.
Os 130 minutos de Álbum de família não são nem de longe cansativos. Nos encaixa neles de uma maneira tão perfeita, que no descortinar de cada personagem, pensamos "Já vivi isso", ou "Isso já aconteceu na minha família".
O arrastar de correntes por anos, as grades que aprisionam os sonhos, os segredos guardados nos lugares mais obscuros da alma, a frustração de não poder amar, ou de amar demais.
Essa poderia ser a minha, a sua família.