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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Trampolim Defunto (by Gian)



Nem a imprensa mais otimista poderia esperar um presente tão grande. Tudo agora no caminho certo, a PIG - Partido da Imprensa Golpista (Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado e Grupo Abril)  há muito não se sentia tão bem no cenário pré-eleitoral brasileiro, afinal, e pela primeira vez em muitos anos, alguém passa o PT nas pesquisas para o cargo maior do nosso poder executivo (pelo menos em nível de um possível segundo turno). Foram tantas as tentativas infrutíferas, tantas invenções, tanto golpe baixo que não alterava quase nada nas intenções de voto que foi preciso um acidente, uma esperança vinda da tragédia, para que os olhares se voltassem para figura da vez: Marina Silva!

A derrota de Dilma era buscada de toda a forma pela atuação da vanguarda midiática oposicionista, que diariamente e sem interrupção bombardeava os meios de comunicação com “fatos” sobre o “Mensalão”, o “Deus da Justiça Joaquim Barbosa”, o “Apagão na Energia”, a “Compra da Refinaria”, o “Fim do Plano Real”, a “Festa Cívica do Povo nas Ruas”, o “Vexame da Copa do Mundo”, a “Desindustrialização”. No fundo nada disso importava, até porque versões piores de tudo isso ocorria nos Estados e cidades governados por representantes partidários do então candidato adotado por essa mesma imprensa farsante, o tucano Aécio Neves. Ou será que vocês acreditam mesmo que essa mesma mídia que sempre apoiou a ditadura, o Collor e os piores políticos que já nos representou, de uma hora pra outra se virou de preocupações com a moral pública, com o emprego dos trabalhadores ou a renda dos pobres? E que de agora em diante querem fazer um bom jornalismo?

Então, agora, a notícia da vez em qualquer manchete de jornal é  Fenomenal Marina “Spider” Silva! A nova força e surpresa que se volta “contra esse Estado que o PT se apropriou”. E não é que a candidata se encaixou na carapuça? Já começou com mesmo discurso neoliberal dos então candidatos apoiados e ovacionados pela PIG: "Temos que superar isso que se chama bolivarianismo”. E se pôs como a "terceira opção “que veio nos salvar da polarização PSDB/PT”, operação essa já muito conhecida mundialmente, quando uma nova leva de neoliberais precisavam dar uma dose de moderação nas ações ultraconservadoras de políticos como Margareth Thatcher e de Ronald Reagan e vinham como uma terceira solução milagrosa e alternativa da direita: Bill Clinton, Tony Blair, Bush e outros crápulas do cenário internacional. O próprio Fernando Henrique queria ser essa terceira opção aqui, mas diante do fracasso do Collor teve que vestir a fantasia da Thatcher e fazer o jogo mais pesado do neoliberalismo: privatizações, abertura dos mercados, Estado mínimo, precarização do trabalho. Marina vem com discurso de mudança, mas já chega de rabo muito preso, mesma equipe econômica ortodoxamente neoliberal – Andre Lara Resende, Neca Setubal, Eduardo Gianetti da Fonseca -, independência do Banco Central, e etc...o mesmo tipo de equipe dos tucanos – da mesma estirpe de Arminio Fraga -, e as mesmas posições políticas. Essa mesma equipe disfarçada e esse velho discurso sobre a apropriação do Estado pelo PT não deixa dúvidas que traz no seu bojo um duro ajuste fiscal, tendo as políticas sociais e a massa da população como suas vítimas. Marina se afirma assim como uma farsante, que afirma distância da polarização do PT e do PSDB, mas substitui a este, decadente, na polarização, com teses e equipes iguais. Sem contar com o fator preconceito, atraído por uma convicção religiosa  intolerante que impede uma estruturação capaz de propiciar políticas de melhorias a uma minoria que ainda luta por uma mínima dignidade de direitos no campo religioso e sexual.

Marina, depois do acidente que matou Eduardo Campos, vem dar novo fôlego pra direita brasileira, neoliberal como sempre foi de Collor a Fernando Henrique, chegando como o novo estepe dos neoliberais, e se Deus quiser, prestes a sofrer uma nova e deliciosa derrota!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O silêncio precisa ser ouvido (by Fabi)

 

Considerada a doença do século, mas tão incompreendida pela maioria da sociedade, a depressão e suas vertentes, como  TOC, transtorno bipolar e transtorno da síndrome do pânico, a cada dia afeta mais as pessoas. Ele chega silenciosa, você pensa que é forte, que pode superar sozinho, ou que é apenas uma tristezazinha pq terminou um namoro, pq se aborreceu no trabalho, pq tá sem grana p/ sair pra balada. O portador de depressão sabe que tem, mas não consegue explicar o que tem. Doenças da alma conseguem trazer o inexplicável à tona.
Recentemente o cinema perdeu o comediante Robbin Willians que, vítima de uma depressão profunda, deu fim à sua vida. Isso parece que acordou o mundo para um problema, muitas vezes tratado como preguiça, frescura, sensibilidade boba.
Quero que você, querido leitor, que nos acompanha aqui no blog há mais de 5 anos imagine o que é ser portador de uma doença que só é amenizada com auxílio de umas meia dúzias de pílulas, que podem te trazer de volta ao mundo real, imagine também que você possui uma doença que não é diagnosticada com um simples raio x ou exame de sangue, uma doença que é interpretada por todos como uma simples tristeza.
Quem tem depressão sofre silenciosamente, definha silenciosamente, morre silenciosamente. Pq não é compreendido, nem é aceito. Quando eu contava à pessoa que eu mais amava, algumas situações constrangedoras pelas quais passei, graças ao transtorno da síndrome do pânico, tais como: não conseguir comer em público, pq ela vinha acompanhada de agorafobia, não conseguir algo tão simples, como subir as escadas rolantes de um shopping ou atravessar a ponte Rio/Niterói sem desencadear uma crise horrível, tudo era motivo de uma piadinha. Não há respeito pelo doente depressivo. Houve dias em que abrir os olhos era um sacrifício tamanho. Você quer amar, quer ser alegre, quer trabalhar, mas não encontra forças para levantar da cama. A sua vida perde o sentido. Você se torna melancólica, intolerante com as pessoas e precisa de um refúgio. O meu foi ao lado dos animais. Me ajudaram, me amaram, me fizeram companhia e por isso lhes sou grata e os amo todos dias um pouco mais. Meus amigos (os verdadeiros, os que não se afastaram), tiveram papel importante em minha parcial recuperação. Minha médica maravilhosa que, sem ela, talvez hj ainda estivesse definhando numa cama, foram determinantes.
Hj me sinto mais sensível aos problemas alheios e estamos criando um blog de ajuda aos doentes de depressão e suas vertentes. Pq vocês não fazem ideia de quantas pessoas pedem socorro pelas comunidades e grupos virtuais. Gente que passa a noite insone, assim como eu passo, que só quer uma palavra de apoio, de carinho e não sabe onde buscar. Em breve, colarei o link aqui, caso queiram seguir, será de grande ajuda.
A vida não é cor de rosa para todo mundo, meus amigos. Para muita gente ela ainda é cinza.