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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Feridas Abertas (by Gian)

Eu sei que as maiores produções cinematográficas produzidas pelo TIO SAM são guardadas para serem lançadas no final do ano, pois assim têm mais chances de concorrer e ganhar o Oscar, prêmio mais famoso  do cinema mundial e que enche de dólar a carteira de muita gente que trabalha com sétima arte. Mas poxa vida, está faltando pouco mais de um mês para que o ano de 2013 vire defunto e até agora não surgiu uma superprodução estadunidense que a gente possa dizer que é boa pra caramba. Bom, até agora...



Ainda está em cartaz em alguns cinemas “Os Suspeitos (prisioners)”, filme que nos perturba a mente com a história do desaparecimento de duas menininhas que foram vistas pela última vez brincando ao lado de um trailer que pertence a um rapaz doente, cuja mentalidade se equivale à de uma criança de dez anos de idade. O desenrolar do roteiro não tira o pé do freio: passam-se dias, a dor da família aumenta, o policial que investiga o caso, apesar de esforçado é desatento e irregular, e os fatos que vão surgindo são às vezes contraditórios, dando vazão a um incômodo entendimento de que as meninas já estão mortas, o que nos deixa colados na poltrona com uma dor no coração e uma imensa dúvida do que é certo ou errado, do que se deve ou não fazer, de apoiar ou não uma (in)justiça com as próprias mãos ou todo o conceito de estado como único interventor legal no processo de julgar e punir. O filme é violento e chocante sem nada de gratuito, e se você não toma partido sobre os acontecimentos acaba se sentindo mal por ser omisso a uma situação terrível e sombria, e que só vai te levae ao alívio ao perceber que você está diante de  uma ficção criada por um roteirista, e que graças a Deus seus sentimentos vão se normalizar quando entrarem os créditos e você ter certeza que suas crianças estão bem, em casa.
Todo esse conjunto que te leva a pensar mil vezes sobre pena de morte, justiça pelas próprias mãos, incapacidade civil, amizade, religião e loucura, é encenado por um elenco de primeira classe, uma edição perfeita e uma fotografia que quase te tira da sala e te leva para uma tragédia que une e separa famílias. Está aí o primeiro filme dos Estados Unidos de 2013 que podemos afirmar ser sensacional.

 Nota: 9,0