Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Happy New Year! (by Fabi)



Por um 2015 com mais amor e menos rancor!
Mais proximidade e menos saudade!
Mais amigos e menos desafetos!
Mais palavras doces e menos fel!
Mais saúde e menos doenças!
Mais luz e menos escuridão!
Mais encontros e NENHUM desencontro.

ÓTIMO ANO NOVO A TODOS OS AMIGOS QUE NOS SEGUEM!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Lembranças (by Fabi)

Há uns dias que tenho tido muitas lembranças de pessoas que amei e que partiram. Que partiram voluntariamente e involuntariamente. Especialmente minhas duas avós, a materna e a paterna. Lembranças de minha infância quase solitária, se não fossem 3 primos maldosos, quase sádicos, que brincavam e brigavam muito comigo e que hoje são pessoas que gosto muito. Lembranças de brincar na linha do trem em Éden, que de paraíso, na verdade, tinha muito pouco, a não ser aqueles momentos mágicos que eu podia correr livremente entre os dormentes de madeira velha, que eu considerava o verdadeiro Jardim do Éden. Da casinha de telha da vovó Carlinda, que quando chovia forte, parecia que ia desabar. O barulho era ensurdecedor. De como a Dona Carlinda era durona. Mulher guerreira, desbocada e brigona. Mas muito amorosa. Do macarrão vermelho, que ela só fazia quando íamos lá. Do cheiro de perfume Avon que ficava pela casa depois q ela tomava banho. Da felicidade estampada em seu rosto quando, a única filha e a única neta que moravam longe, atravessavam a ponte para ir à sua casinha e de como minhas primas morriam de ciúmes, pq TODAS as atenções eram voltadas para mim...
Foi uma época de muito amor. Uma infância feliz.
Tenho tido lembranças de minha avó Dinah, de seu cafezinho de manhã, às 07h, que me oferecia quando passava para ir ao trabalho. Dos Natais (era seu aniversário), em que sempre, corajosamente, matava um porco para a ceia. E eu assistindo a tudo, óbvio! Era o acontecimento familiar mais esperado do ano, para nós crianças: a carnificina suína. De quando, ainda adolescente, me pedia para fazer suas unhas. Eram mãos finas, trêmulas, enrugadas, de unhas quebradiças, que adorava pintar de vermelho. Sentava na poltrona velha, uma mão estendia para mim, outra pegava um copo de Bavária (sua cerveja preferida) que ela chamava "Babária". Tinha olhos doces e apaixonou-se no fim da vida. Mas foi um amor não-correspondido. Fazer o que. Ficou deprimida, sofreu aos 70, como qualquer mulher de 30. Coisas da vida.
Tenho lembrado de gente que prefiro esquecer, que partiu, que sumiu, desapareceu. Amigos, amores, afetos e desafetos. Como alguém, que é tão especial num dia, em outro não lhe faz a menor falta? Pq perdemos pessoas a quem tanto amamos? Pq as avós não são pra sempre?
Pq uma hora a gente ama e outra desama? Pq não é forever?

Desculpe, Vinícius, mas rejeito o "...eterno enquanto dure".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Números de uma sociedade machista (by Gian)

Quando penso que estamos progredindo, não apenas no aspecto político, mas também no humano, percebo que ainda engatinhamos na corrida em busca uma sociedade mais igual, mais justa. Acabamos de eleger o congresso mais conservador dos últimos tempos, a bancada evangélica e ruralista aumentou, o deputado mais votado do nosso estado foi nada menos que Jair Bonsonaro, e os bons que foram eleitos, aqueles que buscam diminuir o preconceito e a intolerância, já terão que viver isso em grande escala dentro do próprio local de trabalho.
Acaba de sair os números de uma pesquisa realizada pelos institutos Avon e Data Popular, cujo título é "Violência contra a mulher: o jovem está ligado?”, em que os números assustam:

# A maioria (78%) das jovens brasileiras entre 16 e 24 anos já sofreram algum tipo de assédio em espaços públicos, sejam cantadas ofensivas (68%), toques indesejados em baladas e festas (44%) ou assédios no transporte público (31%).
#  Entre os rapazes entrevistados, 30% dizem que a mulher que usa decote e saia curta está se oferecendo. Entre as mulheres, 20% concordam com a afirmação. A maioria dos jovens ouvidos (76%) acha errado uma mulher ter vários “ficantes” e ir para a cama no primeiro encontro (68%).
#  Sobre a família, 43% dos jovens entrevistados disseram já ter visto a mãe ser agredida pelo parceiro e 47% deles interferiram em defesa da mãe. Entre os homens que vivenciaram a violência doméstica, 64% admitiram ter praticado algum tipo de agressão contra alguma companheira. Entre aqueles que não têm o histórico na família, 47% já agrediram a parceira.
# Entre as mulheres, 9% admitiram já ter sido obrigadas a fazer sexo quando não estavam com vontade, e 37% já tiveram relação sexual sem camisinha por insistência do parceiro.
#  75% das mulheres entrevistadas já sofreram violência em relacionamentos. A maioria delas (66%) já admitiu ter recebido xingamentos, empurrões, ameaças, tapas, ameaças com armas ou já ter sido proibida de sair de casa, sair à noite, usar determinada roupa ou ter sido obrigada a fazer sexo sem vontade. Mais da metade dos homens (55%) afirmaram já ter praticado algum desses atos.
Só em 2013, foram registradas 5.664 mortes violentas de mulheres, o equivalente a um óbito a cada uma hora e meia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. No primeiro semestre deste ano, o canal de atendimento à mulher Ligue 180 recebeu 30.625 denúncias de violência. Ao todo 82,8 2% das vítimas tinham relação familiar com o agressor e 11,2%, relação afetiva, segundo a Secretaria de Políticas para Mulheres, do governo federal.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Horário Eleitoral Gratuito (By Gian)

Interrompendo nossa programação normal, para mostrar o que é melhor pro Brasil, pro Rio de Janeiro, e pra Niterói.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Amigos! (by Fabi)


A maioria dos amantes da 7ª arte, dificilmente, conseguem conciliar esse mesmo sentimento às séries de TV. Com um formato diferenciado e com bem menos tempo de duração, se comparadas aos filmes comuns, as séries conquistaram, ao longo das décadas, um público bem específico.
Desde Casal 20, A Gata e o Rato, Barrados no Baile, Anjos da Lei, Esquadrão Classe A, ou Miami Vice, séries que faziam a cabeça da garotada nos anos 80, ou as mais antigas como Bonanza, O Gordo e o Magro, Os 3 Patetas, entre outras, as séries conquistam por suas tramas geralmente leves, intrigantes e com temas atuais. É claro que também temos os temas mais densos e até apocalípticos como Game of Thrones e The Walking Dead, sucessos arrebatadores nas telinhas.
Mas eu creio e, digo isto como amante de séries, que nenhuma, mesmo após 20 anos de lançada e 10 temporadas no ar, deixaram aquele gostinho de saudade como Friends, que aliás, pode ser revista no canal Warner.
Friends narra a trajetória de 6 amigos, moradores de NY e suas aventuras e desventuras amorosas, situações do cotidiano engraçadíssimas e uma leveza de um humor tão inteligente e poucas vezes vistas em séries.
Em 2014 Friends comemora 20 anos de lançamento e a quem possa interessar, o canal Warner faz uma homenagem, com uma maratona de episódios à partir das 14:00h de sábado, 27/09.
Aos amigos que, porventura queiram me presentear, a box comemorativa já está à venda.
São 20 anos de boas gargalhadas com Rachel, Phoebes, Monica, Ross, Joe e Chandler.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Trampolim Defunto (by Gian)



Nem a imprensa mais otimista poderia esperar um presente tão grande. Tudo agora no caminho certo, a PIG - Partido da Imprensa Golpista (Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado e Grupo Abril)  há muito não se sentia tão bem no cenário pré-eleitoral brasileiro, afinal, e pela primeira vez em muitos anos, alguém passa o PT nas pesquisas para o cargo maior do nosso poder executivo (pelo menos em nível de um possível segundo turno). Foram tantas as tentativas infrutíferas, tantas invenções, tanto golpe baixo que não alterava quase nada nas intenções de voto que foi preciso um acidente, uma esperança vinda da tragédia, para que os olhares se voltassem para figura da vez: Marina Silva!

A derrota de Dilma era buscada de toda a forma pela atuação da vanguarda midiática oposicionista, que diariamente e sem interrupção bombardeava os meios de comunicação com “fatos” sobre o “Mensalão”, o “Deus da Justiça Joaquim Barbosa”, o “Apagão na Energia”, a “Compra da Refinaria”, o “Fim do Plano Real”, a “Festa Cívica do Povo nas Ruas”, o “Vexame da Copa do Mundo”, a “Desindustrialização”. No fundo nada disso importava, até porque versões piores de tudo isso ocorria nos Estados e cidades governados por representantes partidários do então candidato adotado por essa mesma imprensa farsante, o tucano Aécio Neves. Ou será que vocês acreditam mesmo que essa mesma mídia que sempre apoiou a ditadura, o Collor e os piores políticos que já nos representou, de uma hora pra outra se virou de preocupações com a moral pública, com o emprego dos trabalhadores ou a renda dos pobres? E que de agora em diante querem fazer um bom jornalismo?

Então, agora, a notícia da vez em qualquer manchete de jornal é  Fenomenal Marina “Spider” Silva! A nova força e surpresa que se volta “contra esse Estado que o PT se apropriou”. E não é que a candidata se encaixou na carapuça? Já começou com mesmo discurso neoliberal dos então candidatos apoiados e ovacionados pela PIG: "Temos que superar isso que se chama bolivarianismo”. E se pôs como a "terceira opção “que veio nos salvar da polarização PSDB/PT”, operação essa já muito conhecida mundialmente, quando uma nova leva de neoliberais precisavam dar uma dose de moderação nas ações ultraconservadoras de políticos como Margareth Thatcher e de Ronald Reagan e vinham como uma terceira solução milagrosa e alternativa da direita: Bill Clinton, Tony Blair, Bush e outros crápulas do cenário internacional. O próprio Fernando Henrique queria ser essa terceira opção aqui, mas diante do fracasso do Collor teve que vestir a fantasia da Thatcher e fazer o jogo mais pesado do neoliberalismo: privatizações, abertura dos mercados, Estado mínimo, precarização do trabalho. Marina vem com discurso de mudança, mas já chega de rabo muito preso, mesma equipe econômica ortodoxamente neoliberal – Andre Lara Resende, Neca Setubal, Eduardo Gianetti da Fonseca -, independência do Banco Central, e etc...o mesmo tipo de equipe dos tucanos – da mesma estirpe de Arminio Fraga -, e as mesmas posições políticas. Essa mesma equipe disfarçada e esse velho discurso sobre a apropriação do Estado pelo PT não deixa dúvidas que traz no seu bojo um duro ajuste fiscal, tendo as políticas sociais e a massa da população como suas vítimas. Marina se afirma assim como uma farsante, que afirma distância da polarização do PT e do PSDB, mas substitui a este, decadente, na polarização, com teses e equipes iguais. Sem contar com o fator preconceito, atraído por uma convicção religiosa  intolerante que impede uma estruturação capaz de propiciar políticas de melhorias a uma minoria que ainda luta por uma mínima dignidade de direitos no campo religioso e sexual.

Marina, depois do acidente que matou Eduardo Campos, vem dar novo fôlego pra direita brasileira, neoliberal como sempre foi de Collor a Fernando Henrique, chegando como o novo estepe dos neoliberais, e se Deus quiser, prestes a sofrer uma nova e deliciosa derrota!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O silêncio precisa ser ouvido (by Fabi)

 

Considerada a doença do século, mas tão incompreendida pela maioria da sociedade, a depressão e suas vertentes, como  TOC, transtorno bipolar e transtorno da síndrome do pânico, a cada dia afeta mais as pessoas. Ele chega silenciosa, você pensa que é forte, que pode superar sozinho, ou que é apenas uma tristezazinha pq terminou um namoro, pq se aborreceu no trabalho, pq tá sem grana p/ sair pra balada. O portador de depressão sabe que tem, mas não consegue explicar o que tem. Doenças da alma conseguem trazer o inexplicável à tona.
Recentemente o cinema perdeu o comediante Robbin Willians que, vítima de uma depressão profunda, deu fim à sua vida. Isso parece que acordou o mundo para um problema, muitas vezes tratado como preguiça, frescura, sensibilidade boba.
Quero que você, querido leitor, que nos acompanha aqui no blog há mais de 5 anos imagine o que é ser portador de uma doença que só é amenizada com auxílio de umas meia dúzias de pílulas, que podem te trazer de volta ao mundo real, imagine também que você possui uma doença que não é diagnosticada com um simples raio x ou exame de sangue, uma doença que é interpretada por todos como uma simples tristeza.
Quem tem depressão sofre silenciosamente, definha silenciosamente, morre silenciosamente. Pq não é compreendido, nem é aceito. Quando eu contava à pessoa que eu mais amava, algumas situações constrangedoras pelas quais passei, graças ao transtorno da síndrome do pânico, tais como: não conseguir comer em público, pq ela vinha acompanhada de agorafobia, não conseguir algo tão simples, como subir as escadas rolantes de um shopping ou atravessar a ponte Rio/Niterói sem desencadear uma crise horrível, tudo era motivo de uma piadinha. Não há respeito pelo doente depressivo. Houve dias em que abrir os olhos era um sacrifício tamanho. Você quer amar, quer ser alegre, quer trabalhar, mas não encontra forças para levantar da cama. A sua vida perde o sentido. Você se torna melancólica, intolerante com as pessoas e precisa de um refúgio. O meu foi ao lado dos animais. Me ajudaram, me amaram, me fizeram companhia e por isso lhes sou grata e os amo todos dias um pouco mais. Meus amigos (os verdadeiros, os que não se afastaram), tiveram papel importante em minha parcial recuperação. Minha médica maravilhosa que, sem ela, talvez hj ainda estivesse definhando numa cama, foram determinantes.
Hj me sinto mais sensível aos problemas alheios e estamos criando um blog de ajuda aos doentes de depressão e suas vertentes. Pq vocês não fazem ideia de quantas pessoas pedem socorro pelas comunidades e grupos virtuais. Gente que passa a noite insone, assim como eu passo, que só quer uma palavra de apoio, de carinho e não sabe onde buscar. Em breve, colarei o link aqui, caso queiram seguir, será de grande ajuda.
A vida não é cor de rosa para todo mundo, meus amigos. Para muita gente ela ainda é cinza.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Copando (by Gian)



Nossa seleção foi um fiasco, calou o Mineirão por vinte minutos em um massacre sem precedentes na nossa história futebolista. A vergonha da copa de 50 virou peixe pequeno, o mundo riu da nossa seleção, e o resultado vai refletir radicalmente na estrutura do nosso futebol, famoso por exportar matéria prima para o mundo, em especial para nobres clubes europeus, e depois tentar reunir em pouco espaço de tempo os que mais se consagraram em gramados internacionais. Formula que parece não estar mais dando certo! O fato é que tirando o apagão da seleção brasileira a copa foi um sucesso nos país do futebol, calando a boca daqueles que torciam pra que tudo saísse errado, para que os aeroportos parassem, para que arrastões ocorressem, para que estádios tombassem, e etc. Demos exemplo de hospitalidade e fomos bons anfitriões. O Rio de Janeiro virou um Estado internacional, o português era somente uma entre muitas línguas que eu ouvia no metrô, nas barcas, nos bares ao redor do Maraca ou caminhando no Centro da cidade. Os maus exemplos vinham uma vez ou outra de uma classe média que se julga elitista mas que ainda não está preparada pra o convívio de uma organização desse porte. Nas redes sociais as burrices não paravam: Copa Comprada pelo Governo Para se Reeleger, ou textos imensos totalmente mal formulados e mentirosos repassados por pessoas totalmente alienadas de qualquer tipo de conhecimento e informação. Nos estádios também se operou alguns tipos de ignorância pelas mesmas pessoas que infestam as redes sociais de burrices, um exemplo do que digo foi a vaia dada aos irmãos chilenos ao continuarem o canto do seu hino quando o mesmo já havia terminado oficialmente. O povo do Mineirão naquele dia, contra o Chile, deu um espetáculo deprimente; e pode assistir um baile alemão alguns dias depois. Foram bem pagos! Podia ser de 10. Minha terra, minha gente, é bem maior e melhor do que isso. Perdoa, Chile!

Não torci contra o Brasil em nenhum jogo, e assisti a todos, sempre brincado de bolão e tomando minhas cervejas. Todavia, a derrota não me trouxe tristeza, pois não compactuou com o sucesso dos jogadores-de-empresário patrocinados pela CBF e pela rede Globo, cuja vitória simbolizaria o triunfo de um sistema viciado que manipula e apodrece o futebol nacional. E outra coisa - agora adentrando ao meio político - não acho que mesmo que fôssemos campeões do mundo, isso seria positivo para a reeleição da Dilma. Primeiro porque a história já nos mostrou a desconexão entre uma coisa e outra. Segundo, e mais importante, porque o voto nesse ano atribulado tende à ruptura de expectativas e condicionamentos. O eleitor susceptível a tais influências parece mais propenso a votar seguindo um viés oposto a seus estímulos de torcedor do que alinhado com eles.

E encerrando, torço pra Argentina na final! Os hermanos no Rio de janeiro deram um exemplo de respeito: souberam brincar, torcer e azular os calçadões nacionais. Que o troféu fique na América do Sul, e que a festa seja em azul e branco!

ZzZzZzZzZzZz Cadê? (by Fabi)

A copa acabou. O outono também. As férias estão com os dias contados. E as chuvas começaram. Que dádiva!
São 03:22 e como ha mais de 1 mês minha rotina, conversas, afazeres e interação com o próximo se resumem às madrugadas, sinto-me à vontade aqui neste espaço para escrever. Chamam isso de insônia. A incapacidade de seu corpo e cérebro de gerar sono durante a noite (esse conceito é meu e achei até fofinho).
Inúmeras são as razões pelas quais ela pode te visitar: ansiedade, problemas de natureza física, psíquica, família, filhos, amantes, amigos, trabalho, stress.
Há certa magia na insônia. Nada de sobrenatural. Os fantasmas que sobrevoam minha mente e meu quarto não interagem muito comigo pq não sou sã o suficiente para agradá-los.
Consola-me o fato de que, diferente de quem está na balada e sabe que os outros estão dormindo, eu escuto os sons da vida. Eu ouço os gambás no telhado (até já tentei fazer contato, mas são muito ariscos, não me dão confiança), vejo e ouço os gatos no cio, mas não ouso interromper uma atividade tão saudável, sirvo apenas de plateia. Enquanto vc adormece e têm sonhos lindos em sua bela cama de molas ensacadas, eu abro minha janela e visualizo os clarões dos relâmpagos da madrugada e deixo a chuva me molhar com seu vento gelado, deixo minha cachorra pular na cama e me babar com lambidas e me morder deixando hematomas em meus braços.
A insônia te faz ler mais do que o corriqueiro, te faz fazer mais xixi do que o corriqueiro e te faz pensar em coisas lindas e amargas mais do que o corriqueiro.
E não há RIVOTRIL ou qualquer outro ansiolítico que te impeça de manter os olhos e a mentes abertos. Os loucos e os poetas sabem do que eu falo. Há beleza na insônia. Imaginar a todos que amamos de olhos cerrados e vc tão desperta, tão pronta a receber o dia que começa a nascer as 05:00h e mais louca, solitária e melancólica do que nunca.
Muita chuva agora 03:45h. E eu me sinto inspiradíssima...

"Só os loucos sabem..."    Charlie Brown Jr
  
 


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Re - For - Mu - Lan - Do (by Fabi)


Precisamos entender que, para algumas coisas na vida, não há remédio. Para outras existem antídotos, subterfúgios, escape, respaldo. Mas para aquilo que realmente se apresenta indissolúvel, resta o conformismo natural.

Amar, odiar, sorrir, chorar, correr, parar, nascer, morrer, tudo faz parte de um processo muito maior do que nossa mente vã consegue alcançar.
A gente odeia com a mesma facilidade com que ama. Foge com a mesma naturalidade com a qual se entrega. Aceita tranquilamente o que pode facilmente renegar. E é toda essa complexidade que se apresenta nessa caixinha de surpresas chamada vida, que faz com que TUDO valha a pena.
Perdoe e leve em consideração as agruras de uma vida mal vivida, as mazelas de tempos passados, de dores recentes, as atitudes impensadas. Perdoe a insensatez, a mão que machuca, as palavras que ferem, o grito ensurdecedor. Lave a tua alma da mágoa. Sinta meu coração que bate tão de mansinho, mas tão de levinho, que quase para quando penso que por um momento, quase fui má. Seria assim os derradeiros momentos da vida? Seria assim a angústia dos moribundos? Cortei os pulsos com as unhas e sangrei toda a minha solidão em poucas horas. Abri a caixa de lembranças e sofri pq percebi, que o que eu achava que era nunca foi.
E eu insisto em frear a ordem das coisas, pq não suporto a ideia de que o que deveria ser, não o é, pq insisto em ser eterna. Pq não entendo sua essência tão diferente. É insano, eu sei. Mas vc me conhece, eu cuido, eu zelo, eu amo e, às vezes, eu machuco por isso e para isso. O mundo não é bom, amor. O mundo é cruel com quem é bom.
Toda mudança requer coragem...
.... Mudar é difícil, pq nem toda mudança é motivada por algo ruim. Mas SEMPRE é por algo necessário. E é essa inquietação que coça dentro do peito que nos impulsiona a substituir o velho, o inadequado, o inapropriado, por algo que nos dê alento, satisfação, certa comodidade.

Aquela sensação de ter feito a coisa errada, do medo de "errar a mão", é natural. Já relaxei. Faz parte da vida errar e acertar. Ninguém quer acertar sempre´.

Como diria um amigo: "É sacal!" ter sempre razão, ter sempre a resposta certa na hora certa, ser sempre comedido e fazer sempre as escolhas certas. De vez em quando a gente comete alguns erros p/ coisa ficar legal. Mas  a mudança se faz imprescindível no momento.
Estou em período de reformas...E eu não quero nem saber se elas vão incomodar o vizinho que levanta às 10h ...Problema dele! Ele perdeu a hora, passou do tempo...Vou melhorar a fachada, investir nas novidades, valorizar o "efeito-surpresa-da-vida"... Acho que vai dar certo...

E sigo pq a jornada é longa e ela, a saudade, não tem prazo de validade.
Mas o que é a saudade, se não um grande equívoco no tempo? Um lapso de tempo quase que pré-definido na trajetória dos que vagueiam em busca do que nunca tiveram?
Se alguém perguntar por mim, diga que ando por aí reformulando!
 
 

 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Romulus, My Father (by Gian)



Normalmente os filmes baseados na vida ou nas memórias de alguém são realizados quando a pessoa já morreu, Bob Dylan, Lula e Raimond Gaita são algumas das poucas exceções de pessoas que podem ir ao cinema assistir histórias de sua própria vida. Esse último teve seu livro de memória filmado pelo diretor australiano Richard Roxburgh na película “Romulus, Meu Pai”, que conta a triste e complicada infância de um menino, Raymond, que vive praticamente isolado da sociedade com um pai ultramoralista que é apaixonado pela ex-esposa, omissa e ausente em relações familiares, e depressiva em adversidades. O filme se desenrola sob o olhar infantil da criança, que ama os pais, e sonha em ter de volta sua família unida debaixo do mesmo teto, mesmo sabendo que a mãe abandonou a casa para morar com o melhor amigo do seu pai e cuja fama é das piores na redondeza. A relação do tio com a família, parente mais presente na vida deles, também é obscura, e sugere algum segredo entre ele e a mãe do menino. Descobrindo o amor e o rock no momento em que os adultos se mostram mais intransigentes e complicados, Raymond se transforma em mero espectador de um momento triste de sua vida. A interpretação do encantador Kodi Smit-McPhee da emoção aos sentimentos do garoto, sem apelar por lágrimas; já Eric Bana no papel de Romulus faz um pai sério, melancólico e acorrentado em preceitos rígidos, mas sempre muito preocupado com a educação de uma criança que tem como tutores diretos pessoas emocionalmente alteradas.
Atenção especial para a magnífica fotografia!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Copa das Copas (by Gian)

(*)Por Dilma Rousseff

A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil. Trinta e duas seleções, representando o melhor do futebol mundial, estarão disputando a Copa do Mundo, a competição que de quatro em quatro anos transforma a todos nós em torcedores.
É o momento da grande festa internacional do esporte.  É também o momento de celebrarmos, graças ao futebol, os valores da competição leal e da convivência pacífica entre os povos. É a oportunidade de revigoramos os  valores humanistas de Pierre de Coubertin. Os valores da paz, da concórdia e da tolerância.
A “Copa das Copas”, como carinhosamente a batizamos, será também a Copa pela paz e contra o racismo, a Copa pela inclusão e contra todas as formas de preconceito, a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo, do entendimento e da sustentabilidade.
Organizar a Copa das Copas é motivo de orgulho para os brasileiros. Fora e dentro de campo, estaremos unidos e dedicados a oferecer um grande espetáculo. Durante um mês, os visitantes que estiverem em nosso país poderão constatar que o Brasil vive hoje uma democracia madura e pujante.
O país promoveu, nos últimos doze anos, um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, aumento do nível de emprego e inclusão social do mundo. Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, elevando, em uma década, à classe média 42 milhões de pessoas e retirando da miséria 36 milhões de brasileiros.
Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia vibrante. Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos harmonicamente com manifestações populares e reivindicações, as quais nos ajudam a aperfeiçoar cada vez mais nossas instituições democráticas.
Em todas as 12 cidades-sedes da Copa, os visitantes poderão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro. Somos o país da música, das belezas naturais, da diversidade cultural, da harmonia étnica e religiosa, do respeito ao meio ambiente.
De fato, o futebol nasceu na Inglaterra. Nós gostamos de pensar que foi no Brasil que fez sua moradia. Foi aqui que nasceu Pelé, Garrincha, Didi e tantos craques que encantaram milhões de pessoas pelo mundo.   Quando a Copa volta ao Brasil depois de 64 anos é como se o futebol estivesse de volta para a sua casa.
Somos o País do Futebol pelo glorioso histórico de cinco campeonatos e pela paixão que cada brasileiro dedica ao seu clube, aos seus ídolos e a sua seleção. O amor do nosso povo por esse esporte já se tornou uma das características de nossa identidade nacional. Para nós o futebol é uma celebração da vida.
Em nome de 201 milhões de brasileiras e brasileiros, estendo as boas-vindas aos torcedores da França e a todos os visitantes que vierem ao Brasil compartilhar conosco a “Copa das Copas”.

(*) Presidenta da República Federativa do Brasil

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Te doy mis ojos (by Fabi)


Abordando um tema que sempre nos constrange, a violência doméstica, "Pelos meus olhos", começa a incomodar já nas primeiras cenas: uma mulher fugindo no meio da noite de chinelos com uma criança. Sabe-se que está fugindo de alguma coisa, mas não sabemos do que.
Pillar, uma dona de casa como milhares que conhecemos, cansada da agressividade do marido, foge desesperadamente de seu alcance,
abrigando-se na casa da irmã. Até aí, este poderia ser um filme corriqueiro, de corriqueira briga de marido e mulher, porém o filme nos surpreende de maneira intensa o tempo todo. Uma mulher fragilizada, uma família que não a apóia durante a separação, um filho dividido entre seus pais, um marido constantemente arrependido e buscando tratamento. São apenas algumas das nuances q este belíssimo filme nos apresenta. Com ótimas interpretações, de Laia Marull (Pillar), Luis Tosar (Antônio), "Te doy mis ojos", ganhou prêmios no Festival de San Sebastian , e prêmios Goya, outorgados anualmente pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha.

Assista! "Te doy mis ojos" é um drama que não irá (ou não deveria) passar despercebido por ninguém.Um drama que não irá (ou não deveria) passar despercebido a ninguém. ..8/10 .... Nuno Centeio

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Fly, baby. Fly (by Fabi)


Você ama muito, desesperadamente, alguém?
Você tem alguma convicção religiosa, ou acredita em vida após a morte?
Você é um espírito livre?
O filme belga indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Alabama Monroe, explicita tudo isso da forma que a vida é: linda, dolorosa, intensa e marcante.
Com um roteiro seguro e bem amarrado, com um desenrolar tocante e sem pieguismos, mostra a vida de um casal que, embora se ame muito, passa por uma série de percalços difíceis de serem resolvidos. 
Como sempre, não faço análise de filmes do ponto de vista técnico, pois não domino o assunto, mas adoro me manifestar quanto à beleza, à maneira de como o filme me tocou, da suavidade com que lentamente me atrai e até das lágrimas que posso ou não derramar.
Trilha sonora bacana, pra quem gosta do velho folk americano (o casal tem uma banda), atuações convincentes, temas polêmicos e aquela dose de drama na medida certa, fazem de Alabama Monroe, um dos melhores filmes que assisti esse ano. Eu indico sem pestanejar!
Mas atenção: não assista se não tiver resposta para as 3 primeiras perguntas feitas no início desta postagem.

sábado, 24 de maio de 2014

First time. (by Fabi)

Você já pensou que as primeiras vezes da sua vida, foram fundamentais para definir quem você é hoje?
O primeiro passo sozinho, o primeiro dia na escola, o primeiro Natal, a primeira vez que você viu o mar, a primeira palavra que escreveu, o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro banho de chuva, o primeiro emprego,  a primeira vez que você fez amor, a primeira vez que se olha nos olhos de um filho ao nascer e você sente como se o conhecesse desde sempre. Enfim...
E mesmo que elas não tenham sido boas, você,  hoje, entende que isso foi necessário, que fortaleceu seu caráter, que te tornou grato.
A primeira vez de qualquer coisa é como quando você nasce e seus pulmões se dilatam pela primeira vez e você respira e chora porque dói. E aí, meu amigo, a vida começa... E ela pode, ou não ser boa.
Quero mais primeiras vezes.
Quero viver mais primeiras vezes.
Quero sentir mais primeiras vezes.
Quero amar mais primeiras vezes.
Me doar mais primeiras vezes.
Você não pode controlar a vida, mas você pode controlar o seu querer.
Queira.


sábado, 12 de abril de 2014

Teias, poeiras e afins (by Fabi)


Que saudades dos anos 80...
Quando a gente brincava de bandeirinha, ou inocentemente de pêra, uva, maçã e salada mista, assistia Chacrinha, quando ouvir Titãs e Paralamas era o ápice do cult! Quando Michael Jackson era negro e dançava Thriller e Madonna escandalizava o mundo com Like a Virgen e a gente adorava ouvir e ficava doida com a Jennifer Beals dançando What a Feeling, ou com Tom Cruise em Top Gun.
Quando vibrávamos com Ferris em Curtindo a vida adoidado, ou com a Blitz de Evandro Mesquita.
Quando "Caiu o muro de Berlim!" anunciou Pedro Bial (no tempo que era jornalista de verdade) eu não entendia muito bem o significado, mas sabia que era algo importante.
Quando quem sabia cantar e dançar "Não se reprima" dos Menudos era popularíssima na escola e sentar na calçada de casa, com a capa do LP do Dominó e escolher quem era o mais lindo era o passatempo "da hora"! Ou quem sabe assistir Beth Balanço 1000 vezes, dançar no ritmo do Cazuza/Barão, rebolando em frente ao espelho, com aquela franjinha estranha, uma tiara da viúva Porcina de Roque Santeiro e um batom vermelho morango. E por falar em espelho...Quantos beijos já não treinamos no pobre coitado, que todo manchado, tinha era história pra contar...
Brincar na rua só era perigoso por causa dos carros, pular corda, amarelinha, elástico, também só eram mais seguros na calçada. Ouvir a Simoni com aquela voz horrorosa no Balão Mágico, afastando a mesinha da sala e dançando com a prima.
Quando assistir He-Man ou Thundercats antes de ir para a escola, com o prato na mão, almoçando e a mãe gritando que já estava na hora de se arrumar, nos deixava loucos. Quando o momento sagrado do domingo era assistir aos Trapalhões.
A gente era tão feliz e INFELIZMENTE não sabia.
Não sabia o que nos aguardava no futuro, quando hoje somos reféns de aparelhos eletrônicos de última geração. Não sabia que quem brinca na rua hoje, pode não entrar de volta pra casa. Não sabia que a qualidade musical cairia ao mais baixo escalão, que as brincadeiras em que as crianças interagiam livremente umas com as outras, seriam substituídas por jogos de tablets ou vídeo games com gráficos inimagináveis para a nossa época.
Ahhh os anos 80...
Onde aprendi a andar de bicicleta, sem nunca ter chegado a ter uma. Onde brincava de Barbie, mas era minha só de mentirinha. Onde jogava Pac man, mas só um pouquinho, pq eram muitos primos na fila... Eu sou saudosista, sou nostálgica, adoro TCM, me amarro em chegar na casa de alguém e ver álbuns de fotos antigas, adoro velharias! Dái meu gosto por História.
Eu queria ter 39 nos 80. Queria ter criado minha filha nos 80. Queria ser professora nos 80. Ter me casado nos 80.
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Eu queria ser feliz nos 80...


"O teu futuro é duvidoso, eu vejo grana, eu vejo dor. Num paraíso perigoso que a palma da tua mão mostrou."



terça-feira, 8 de abril de 2014

Eu mereço? (by Fabi)

Hoje a moda é "Eu não mereço ser estuprada!"
Mas há quanto tempo somos tão desmerecidas por tanta coisa?!

Não mereço, enquanto mulher, ser tratada com desdém quando falo de minhas convicções religiosas.
Não mereço ser segregada por não ter a escolaridade convencional. Há tanto potencial em gente ignorante e tão pouca sabedoria em ditos intelectuais.
Não mereço, enquanto profissional de educação, ter o salário e o tratamento que tenho de meus superiores.
Não mereço ser xingada no trânsito durante uma manobra errônea, pelo simples fato de ser mulher.
Não mereço ser assediada por palavras torpes e chulas, pq me visto sensualmente.
Não mereço não ter direitos.
EU SOU MINHA! A minha dor é só minha, a minha alegria é só minha, meus infortúnios são só meus, minhas mazelas me pertencem,minhas síndromes me tornam quem eu sou.
Não mereço migalhas, quando posso ter um banquete.
Não mereço ser considerada velha/ultrapassada pq estou chegando aos 40. A vida começa aos 40, baby!
Não mereço sentir medo de coisas banais. Ter pânico de trivialidades.
Não mereço morrer.

Enfim, não mereço um tratamento especial por ser eu, por ser mulher.
Mereço um tratamento especial por ser gente. Gente que sente. Gente que ri. Gente que, principalmente, chora.


"E pra dor que rói a carne tesa sobre a pele fina, não há um só remédio em toda a medicina."

O Desejo -Zeca Baleiro/ Chorão - CD O Disco do Ano

sábado, 15 de março de 2014

Mais do Mesmo (by Gian)

Já vimos esse filme centenas de vezes, e o protagonista coadjuvante, o vilão escondido, continua o mesmo: Estados Unidos da América. Só que dessa vez o alvo é a Ucrânia, e o roteiro é quase o mesmo das outras inúmeras tentativas de derrubar governos legitimamente eleitos pelo mundo afora: Financiamento de campanhas e armamentos de paramilitares da ultradireita para desestabilizar a segurança, e apoio informal  a  gangues neonazistas que invadem e queimam escritórios do governo, matam soldados da tropa de choque, e espalham o caos e terror em todo o país.
A intenção de Obama e sua equipe de assassinos de colarinho branco é estabelecer uma cabeça de ponte na Ásia, empurrando os russos mais para o leste, derrubando governos eleitos, garantindo corredores de oleodutos e gasodutos vitais, acessando escassas reservas de petróleo e gás natural e trabalhando pela desmontagem da Federação Russa, segundo a estratégia geopolítica proposta por Zbigniew Brzezinski. Semana passada o presidente russo Vladimir Putin denunciou o golpe de estado anticonstitucional que resultou na insurreição armada na Ucrânia, e disse que o envio de tropas russas para a Ucrânia "não é necessário neste momento" mas acrescentou que a Rússia se reeserva no direito de usar "todos os meios" para proteger os cidadãos neste país.
Venezuela e Ucrânia: Resistam!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

I want my cat. (by Fabi)

 
Só quem tem amor, só quem sabe amar, só quem precisa de amor, entende o que é criar e amar um animal e entende a dor da perda deste quando ele se vai.
Num primeiro momento, você chora, se deprime, você se sente pesarosa e de luto, pq o bichinho se integrou a família, fazendo parte dela.
Num segundo momento, se sente ridícula, pq pessoas sem nenhum bom senso ou noção de apego, desconsideram total e completamente o que você sente. Em geral, não nos dão "permissão" para demostrar a dor abertamente. Dessa forma, nos sentimos frequentemente isolados e sozinhos.
Não entendem que você  perdeu um amigo, um companheiro, para os mais solitários pode-se dizer que perderam praticamente um cúmplice. No caso dos idosos, das crianças, dos doentes em tratamento psicológico, essa perda pode ter consequências até irreversíveis.

Mas quem estaria interessado? Cheguei a ouvir "Ahhh para com isso, né? É só um bicho, pelo amor de Deus!"
O que dizer a esses seres? Balancei a cabeça, respondi um "É." quase inaudível e continuei andando.
Não disfarço, nem dissimulo o que sinto. Estou sofrendo, estou sofrida, num momento sofrível.
E o que é pior: quero meu gato de volta! Sei que é infantil e insensato.
E que coerência há na dor e na saudade?


"A compaixão pelos animais
está intimamente ligada a bondade de caráter,
e quem é cruel com os animais
não pode ser um bom homem."
 
 
 

domingo, 2 de março de 2014

Prêmio Nossa Biboca de Cinema (By Gian)

Escrevo e publico esse texto já achando que cometo injustiça com três diretores que adoro: Martin Scorcese, Stephen Frears e os irmãos Coen. Pois ainda não consegui assistir aos seus filmes de 2013, respectivamente “O Lobo de Wall Street”, “Philonema” e “Inside Llewyn Davis” e já divulgo minha lista dos melhores do ano. Como eu já havia dito anteriormente, os produtores esperam a aproximação da data do Oscar para lançar seus longas mundialmente, e aí embola tudo, os melhores filmes estadunidenses entram em cartaz quase que ao mesmo tempo e alguns acabam saindo sem dar tempo de assistir. Também não consegui ver o aguardado e premiado filme do sul coreano Kim Ki-duk, em que a mãe castra o filho de madrugada achando que é o marido, e nem “Um Estranho no Lago” que faturou Veneza e ganhou o Queer Palm - prêmio destinado a filmes com temática gay no Festival de Cannes - e prêmio de direção na Mostra Um Certo Olhar, do mesmo festival. Então pode ser que daqui a um mês outros mereçam entrar em alguma posição da lista e que outros mereçam sair, lembrando também que aqui entram algumas produções de 2012 que só chegaram no Brasil no ano passado.

Então vamos lá, esse ano eu tive dúvidas ao escolher as posições do segundo ao quinto colocado, pois realmente são filmes muito bons e diferentes entre si, dificultando a ordem da colacação. Todavia não tive a menor dúvida em eleger o vencedor, que é disparado o melhor filme de 2013. O tão aguardado prêmio Nossa Biboca de Cinema de 2013 vai para:

1 – “Azul é a Cor Mais Quente” de Abdellatif Kechiche (França) – Não escondo de ninguém: Fiquei apaixonado pela a atriz Adèle Exarchopoulos.  Para vocês terem uma idéia eu já assisti três vezes esse filme que tem três horas de duração, já perdi nove horas da minha vida babando na interpretação natural, leve e competente dessa garotinha de 20 anos que anda arrebatando corações mundo afora. O filme é dirigido pelo tunisiano  Abdellatif Kechiche, que o divide em duas partes. Na verdade, o título original é “La Vie d'Adèle - Chapitres 1 et 2” mas em algumas partes do mundo apimentaram o nome do filme para dar mais ibope. Mas a gente esquece tanto da divisão como do nome e mergulha de cabeça na vida de Adele, uma estudante menor de idade que ainda mora com os pais, e que não parece muito satisfeita com seu atual namorado. Num passeio pela rua ela cruza com uma mulher de cabelos azuis e se apaixona a primeira vista. Adele, que vive numa sociedade preconceituosa, aos poucos se vê envolvida em um relacionamento homossexual que vai mudar sua vida para sempre. Não vou mais entrar em detalhes do roteiro, é um filme visual, sensual e bonito. Os pontos fortes não estão somente nas fenomenais atuações, estão na fotografia, na cor que acompanha e muda de acordo com as emoções da personagem principa, e nas sutilezas de um amor proibido. O filme também gerou protesto mundo afora, sendo proibido em alguns países pelas cenas de sexo reais entre as duas protagonistas. “La Vie d' Adèle “é uma experiência cinematográfica pura, um festival minimalista de amor que transcende todas as barreiras. Intenso, cru e honesto acima de tudo. Um marco cinematográfico.

2 - “A Caça” de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
3 - “O Som ao Redor” de Kléber Mendonça Filho (Brasil)  
4 - “Tabu” de Miguel Gomes (Portugal)
5 - “ Camille Claudel, 1915” de Bruno Dumont (França)
6 -  “Clube de Compra Dallas” de Jean-Marc Valée (EUA)
7 - “Blues Jasmine” de Woody Allen (EUA)
8 - “Alabama Monroe” de Felix Van Groeningen (Belgica)
9 - “Isto não é um Filme” de Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi (Irã)
10 - “Doze Anos de Escravidão” de Steve McQueen (EUA)

                                                            * * *
Hoje à noite Hollywood festeja o cinema na maior e mais assistida premiação do Mundo, na minha opinião porém uma das mais injustas. Mas pela importância e pelo status que o nome “Oscar” leva não tem como eu não torcer por alguns que longas da dispura, mesmo achando que nenhum dos representantes por mim escolhido vão levar o prêmio. Hoje a noite eu ficaria feliz se the Oscar Go to:

Filme: Clube de Compras Dallas
Diretor: Steve McQueen (12 anos de escravidão)
Atriz: Cate Blanchett  (Blue Jasmine)
Ator: Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)
Ator coadjuvante: Jared Leto (Clube de Compras Dallas)
Atriz coadjuvante: Lupita Nyong'o (12 Anos de Escravidão)
Roteiro Adaptado – Não posso opinar, dos que assisti apenas 12 anos de escravidão concorre.
Roteiro Original: Woody Allen (Blues Jasmine)
Fotografia: Os Supeitos
Montagem: Clube de Compras Dallas
Maquiagem: Clube de Compra Dallas
Filme estrangeiro: A Caça 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mídia X Venezuela part. 2 (By Gian)

Igor Fuser, professor da Universidade Federal do ABC, passa sabão ao vivo na Globo, da banho de conhecimento e deixa debatedor e reporter sem argumentos.
Reportagem de vinte e seis minutos, mas que vale muito a pena ser vista.

"Nunca vi nem na Globo nem nos jornais brasileiros uma única notícia positiva sobre a Venezuela. Uma única.  Será que em 15 anos de chavismo não aconteceu nada positivo? Cadê o outro lado? Será que os venezuelanos que votaram no Chávez e no Maduro são tão burros, de votar em governo que só faz coisa errada?” (Igor Fuser, professor da UFABC) 

Clique AQUI e assista o debate na íntegra.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Mídia X Venezuela (By Gian)



Uma pena que a maioria do nosso povo ainda não se “vacinou” contra as mentiras contadas por quase a totalidade da mídia nacional, e tudo que é visto em “jornais nacionais” da vida é posto em redes sociais e conversas do dia-a-dia como se fosse a verdade das verdades. Mas tenho que admitir que é muito difícil não se influenciar, em qualquer canal aberto – e na maioria dos pagos - os noticiários distorcem a verdade ou mentem descaradamente, o ódio contra a distribuição de riquezas e contra qualquer tentativa de diminuir a desigualdade social é visto como ameaça aos detentores de poder: sempre o mesmo pequeno grupo de pessoas que possuem mais de noventa por cento das riquezas do país, e que controla de forma direta os nossos principais meios de comunicação. Mas graças a Internet podemos ser vacinados: quem quer notícias de verdade consegue! Temos mídia responsável em muitos países do mundo, e Sites e Blogs nacionais muito sérios, compromissados somente com a verdade.
Estou dizendo isso tudo porque senti vergonha da cobertura feita pelos nossos jornais (escritos e televisivos) sobre as manifestações da Venezuela contra o “chavismo”, dizendo que juventude venezuelana se cansou e foi pras ruas derrubar o governo de Nicolás Maduro. Se fossem verdadeirom os relatos sobre esse cansaço por parte da juventude, o chavismo deveria ter sido derrotado nas urnas há bastante tempo, pois 60% da população venezuelana tem menos de 30 anos de idade. O chavismo venceu 18 das 19 eleições disputadas desde 1998. E não há mais como chorar dizendo que as vitórias vem do grande carisma de Hugo Chávez. Nos últimos comícios municipais de dezembro, a dez meses de seu falecimento, o chavismo ganhou com dez pontos de vantagem, uma distância impressionante depois de três quinquênios no poder. Para quem continua acreditando na teoria de fraude eleitoral, é bom lembrar que a idoneidade de cada processo foi atestada por um imenso time de observadores estrangeiros e pela comunidade internacional. A eles também se somam chefes de Estado pouco simpatizantes ao chavismo, como o colombiano Juan Manuel Santos, o chileno Sebastián Piñera ou o mexicano Peña Nieto. Até mesmo a delegação do Parlamento espanhol validou a vitória de Nicolás Maduro em abril de 2013, inclusive com a assinatura dos dois representantes do Partido Popular. Não precisa estar na Venezuela para saber que esse protesto vem de jovens representantes das classes mais altas do país, além da casta empresarial, que continua detendo um gigantesco poder. E esse setor é minoritário frente às classes populares, que representam mais de 60% da população. Nos últimos anos a Venezuela foi o país da América Latina que mais distribuiu renda e conseqüentemente diminuiu as desigualdades sociais, e não sou eu que estou dizendo isso, são dados da ONU. Os ricos acumulam derrotas sucessivas nas urnas, e agora mandam suas crianças as ruas, e ainda pedem auxílio às mídias direitistas do mundo querendo mostrar o que não existe: uma maioria descontente. Cuidado com o que assiste na TV, você está sendo enganado.