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domingo, 17 de junho de 2012

O novo da July (by Gian)


Ganhar Palma de Ouro no festival de cinema de Cannes ou o Urso de Ouro no de Berlim são as maiores condecorações que um cineasta pode esperar como reconhecimento de seu trabalho. Esses festivais são a nata do que há de melhor no mundo em relação à sétima arte, seguidos diretamente pelo também maravilhoso festival de Veneza.
Um dos prêmios que acho tão importante, ou talvez ainda mais do que os citados acima e que não tem uma repercussão tão grande é o da Câmera de Ouro de Cannes, que é prêmio para o melhor primeiro filme entre a Seleção Oficial, a Quinzena dos realizadores e a Semana da Crítica.
Em 2005 quem levou a Câmera de Ouro foi a então estreante Miranda July, com o sensacional “Eu, você e todos nós”, impressionando crítica e público pala sensibilidade com que tratou temas do tipo inocência, solidão e atração.
Os seis anos de espera pelo seu novo trabalho valeram a pena, “o Futuro” (The Future)ratifica a diretora como uma das que mais inovam dentro de uma originalidade impar focada em relacionamentos. Dessa vez a história gira em torno de um casal que pretende adotar um gato, mas teme perder a liberdade a partir do momento que se concretizar a adoção. O bichinho ficará na veterinária por um mês, até se recuperar da pata machucada, e o casal vê que esse intervalo de tempo é o último de suas vidas para fazer o que bem entenderem, então ambos abandonam seus empregos e passam a questionar suas prioridades de vida nesse breve e rápido futuro de totais liberdades.

Poder fazer o que quiser sem se prender a um passado, mas temendo assim que o amor e a companheirismo posso se esvair, ficar a um segundo plano não desejado ou planejado.
Querendo ou não o filme lança um desafio para aqueles que o assiste. A rotina do dia-a-dia de poucas variações é melhor que os riscos de uma vida de liberdades? Se você pudesse você pararia, voltaria ou adiantarias as horas e o tempo? E o mais importante, visualizar o futuro, mesmo na perspectiva das probabilidades, ajudaria você a ser mais feliz?
Não será no roteiro de Miranda July que iremos ter as respostas a essas questões, ela somente lança a sementinha nas nossas cabeças. A vida é apenas o começo. Alguma vez você esteve do lado de fora?

gianbonan@ymail.com

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