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domingo, 23 de fevereiro de 2014

A família nossa de cada dia ( by Fabi)


Um drama.
Mas não é nisto que consiste uma reunião de família? Há quem diga que, um barraco ou outro, num encontro familiar é algo corriqueiro.
No filme Álbum de família isso não foge à regra. Quando uma família comum, como a minha ou a sua, se reúne em torno de um acontecimento grave, tudo pode acontecer: segredos há muito tempo ocultos vindo lentamente à tona, dores não reveladas ou expostas ao extremo, culpa, mágoa e uma louca vontade de redenção. Isso. Foi a primeira palavra que me veio à mente quando assisti ao longa Álbum de Família. Apesar de todas as mazelas emocionais expostas no filme, havia paralelamente, um desejo de redenção por parte das personagens, tão meticulosamente construídas Eu não sou muito de analisar o filme tecnicamente, eu prefiro o lado emocional da coisa, o visceral, a arte. E por falar em visceral, NADA, repito, NADA se compara à atuação de Meryl Streep. Uma verdadeira diva, que brinca de atuar no filme, no papel da matriarca da família em questão, sofrendo de câncer, de dependência química, de amor, de remorso.
Julia Roberts, que há muito só atuava em papéis medíocres, também não faz feio como uma mulher amarga e insatisfeita com a sua vida. E essas duas ótimas atuações lhes renderam indicações ao Oscar. Bom, nem preciso dizer pra quem vai a minha torcida.
Os 130 minutos de Álbum de família não são nem de longe cansativos. Nos encaixa neles de uma maneira tão perfeita, que no descortinar de cada personagem, pensamos "Já vivi isso", ou "Isso já aconteceu na minha família".
O arrastar de correntes por anos, as grades que aprisionam os sonhos, os segredos guardados nos lugares mais obscuros da alma, a frustração de não poder amar, ou de amar demais.
Essa poderia ser a minha, a sua família.

 








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