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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vívido (by Fabi)





Há uma inquietação dentro do peito de quem ama, que não se pode expressar com palavras, nem com poesia, ou com música, tão pouco com atitudes corriqueiras... Um constante estado de ansiedade, de frenesi, de medo, de um sei-lá-o-que que apavora, que desespera, que deixa a cabeça rodando, a boca seca e a barriga com borboletas.
No peito de quem ama, algo pulsa descompassado e não é necessariamente o orgão vital, responsável pelo bombear do sangue, sem átrios, nem ventrículos, porém mais rubro, mais potente, mais visceral. Como o 8º passageiro, do Ridley Scott, que se torna hospedeiro constante destilando seu ácido corrosivo, enquanto cresce se alimentando da energia.
Há uma taquicardia contínua no peito de quem ama. Uma arritmia insistente, teimosa, precisando desacelerar. Uma verdade inventada, uma mentira ansiosa p/ se tornar verdade. Um grito abafado que sonha em ser sussurro, um silêncio que quer explodir e um estrondo que quer silenciar...
O peito de quem ama sofre calado, sofre moído, sofre doído, sofre cansado... Pq o sofrimento de quem ama é discreto, despretencioso, não almeja destaque, não requer testemunhas.
Existe uma alteração dentro do peito de quem ama...
Há um morrer dentro do peito de quem ama. Morte doce, suave, quente...
...que não se sabe se é morte matada ou morte morrida...

3 comentários:

  1. É lindo e doloroso amar.

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  2. Nem sempre o amor vem acompanhado de dor. E quando vem, as pessoas não desistem de amar. E isso é q é mágico no amor: sua capacidade de renovar-se.

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  3. Não é à toa que amor rima com dor.

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