Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Há se não fosse o amor (By Gian)


O drama aqui é sobre traição, infidelidade conjugal. Não! Voltemos. O drama em questão é sobre o amor, o amor descoberto tarde demais, tão tarde que agora é proibido, tem que ser curtido às pressas e em segredo. Não, não, comecemos de novo! O drama em questão é para sofrer junto daquele que deixa de ser amado e que aos poucos começa a ser abandonado(a) pelo parceiro(a) dentro da sua casa, do seu casamento.
 É nesse vai e vem que se desenrola “Que Mais Posso querer”, o novo longa de Silvio Soldini (Pão e Rosas). O filme é simples, e fala do simples: pessoas se apaixonam, trepam, sorriem, sofrem, fazem outros sofrerem e a vida se segue. E esse é um dos méritos do filme, não há desculpas baratas, mentiras sem nexo ou explicações psicológicas para a traição. Aqui os casais não estão em crise. É a vida de duas pessoas casadas e sem grandes problemas, com bons empregos e relacionamentos, e que pularam a cerca atrás do sexo, se apaixonando.
Ao contrário de outros filmes sobre o tema, Soldini nos da uma visão clara e imparcial sobre cinco personagens, dois adúlteros, dois traídos e um amigo que descobre o romance proibido. Mas a vivência de cada um na história é tão complexa que dificulta uma abordagem crítica do expectador. Mesmo aqueles que abominam a traição, vão se render ao amor sincero dos cúmplices; e aqueles adeptos ao amor livre vão questionar a ingratidão de se deixar uma mãe sozinha em casa com os filhos ou um marido gente boa, que faz tudo para agradar a esposa que ama.
O roteiro é franco e a história não se utiliza apenas dos diálogos para se manter, o filme é todo construído através de imagens de uma Itália que pode ser linda ou feia, dependendo do sentimento vivido por quem lá está.
Mas o que Soldini quis passar para o público?  Que somos eternos insatisfeitos mesmo tendo alguém que nos ama ao nosso lado? Ou por outro ângulo, não adianta amarmos e sermos fieis a uma pessoa, pois de uma hora para outra podemos perder tudo isso por um começo de paquera?
 Na verdade, não sei até agora se gostei ou não do filme. Vá e veja!

Nenhum comentário:

Postar um comentário