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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Copando (by Gian)



Nossa seleção foi um fiasco, calou o Mineirão por vinte minutos em um massacre sem precedentes na nossa história futebolista. A vergonha da copa de 50 virou peixe pequeno, o mundo riu da nossa seleção, e o resultado vai refletir radicalmente na estrutura do nosso futebol, famoso por exportar matéria prima para o mundo, em especial para nobres clubes europeus, e depois tentar reunir em pouco espaço de tempo os que mais se consagraram em gramados internacionais. Formula que parece não estar mais dando certo! O fato é que tirando o apagão da seleção brasileira a copa foi um sucesso nos país do futebol, calando a boca daqueles que torciam pra que tudo saísse errado, para que os aeroportos parassem, para que arrastões ocorressem, para que estádios tombassem, e etc. Demos exemplo de hospitalidade e fomos bons anfitriões. O Rio de Janeiro virou um Estado internacional, o português era somente uma entre muitas línguas que eu ouvia no metrô, nas barcas, nos bares ao redor do Maraca ou caminhando no Centro da cidade. Os maus exemplos vinham uma vez ou outra de uma classe média que se julga elitista mas que ainda não está preparada pra o convívio de uma organização desse porte. Nas redes sociais as burrices não paravam: Copa Comprada pelo Governo Para se Reeleger, ou textos imensos totalmente mal formulados e mentirosos repassados por pessoas totalmente alienadas de qualquer tipo de conhecimento e informação. Nos estádios também se operou alguns tipos de ignorância pelas mesmas pessoas que infestam as redes sociais de burrices, um exemplo do que digo foi a vaia dada aos irmãos chilenos ao continuarem o canto do seu hino quando o mesmo já havia terminado oficialmente. O povo do Mineirão naquele dia, contra o Chile, deu um espetáculo deprimente; e pode assistir um baile alemão alguns dias depois. Foram bem pagos! Podia ser de 10. Minha terra, minha gente, é bem maior e melhor do que isso. Perdoa, Chile!

Não torci contra o Brasil em nenhum jogo, e assisti a todos, sempre brincado de bolão e tomando minhas cervejas. Todavia, a derrota não me trouxe tristeza, pois não compactuou com o sucesso dos jogadores-de-empresário patrocinados pela CBF e pela rede Globo, cuja vitória simbolizaria o triunfo de um sistema viciado que manipula e apodrece o futebol nacional. E outra coisa - agora adentrando ao meio político - não acho que mesmo que fôssemos campeões do mundo, isso seria positivo para a reeleição da Dilma. Primeiro porque a história já nos mostrou a desconexão entre uma coisa e outra. Segundo, e mais importante, porque o voto nesse ano atribulado tende à ruptura de expectativas e condicionamentos. O eleitor susceptível a tais influências parece mais propenso a votar seguindo um viés oposto a seus estímulos de torcedor do que alinhado com eles.

E encerrando, torço pra Argentina na final! Os hermanos no Rio de janeiro deram um exemplo de respeito: souberam brincar, torcer e azular os calçadões nacionais. Que o troféu fique na América do Sul, e que a festa seja em azul e branco!

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