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sábado, 10 de setembro de 2011

Luto - 11 de Setembro (By Gian)

Foi em 11 de setembro. Uma negra terça-feira de 11 de setembro para uma nação da América do Sul.

O povo chileno saia em peso para as eleições, iriam democraticamente escolher seu presidente, o representante do país para os próximos cinco anos. Via-se nas pessoas o sorriso de esperança para a construção de uma sociedade justa, com a divisão das riquezas que há tanto tempo pertenciam apenas a uma pequena elite dominadora, menos de dois por cento da população. E venceram, deram um verdadeiro banho nas urnas.

Em pouco tempo latifúndios improdutivos foram dados para camponeses sem terras, chegaram alimento, educação e saneamento para gente que até então morria por inanição. O povo começou a raciocinar e decidir seu próprio planejamento. Começaram a acontecer organizações populares, que lutavam para que todos pudessem ser iguais, a fim de ser combatida de vez as grandes diferenças sociais daquele povoado.

Mas esse começo de crescimento não agradou aos EUA, “Como podemos deixar que um país seja tão irresponsável e que o comunismo lá se adentre” , disse o secretário de Estado Henry Kissinger, passando por cima das leis e da decisão de uma nação soberana. O presidente dos EUA, Richard Nixon, resolver interferir na economia ainda fragilizada dos chilenos. Cortou importações e proibiu que outros governos as fizessem. Disponibilizou para a CIA mais de 15 milhões de dólares para que derrubasse o presidente eleito Salvador Allende. Bombardearam fábricas e centrais elétricas chilenas, tudo isso com civis trabalhando. Tentaram finalmente dar o golpe de estado. Mas não funcionou. A maioria estava com o presidente e confiava nos seus princípios para mudar finalmente o rumo do país.

Mas os EUA não se deram por vencido. Em 11 de setembro de 1973 as forças armadas terroristas estadunidenses atacaram o Chile, bombardearam o palácio presidencial, matando Allende e a base governista que estava junto dele.

O exército dos EUA entraram na capital e puseram o General Augusto Pinochet para governar o país. Foi implantado campo de concentração para quem apoiava ou simpatizava com a política do falecido presidente. Oficiais do exército dos EUA treinavam militares para torturar e matar civis. Gente foi fuzilada, estripada, eletrocutada. Pais de famílias eram executados na frente dos filhos, enfiavam ratos nas vaginas das mulheres e treinavam cães para que as estuprassem. Trinta mil pessoas foram assassinadas, não se sabe quantas foram torturadas.

Hoje estou de luto. Hoje faz 38 anos do massacre de meu povo vizinho. Hoje, 11 de Setembro.

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