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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Brassica Olerácea do Grupo Sabalda (by Gian)

Pouca gente sabe, mas eu amo repolho refogado, tenho verdadeira tara. Logicamente que não como uma panela inteira de uma vez só, sempre que vejo coloco uma boa porção no prato e devoro. Adoro-o puro, ou seja, não precisa estar acompanhando de arroz, feijão ou carne. Ele sozinho me satisfaz, mas para melhorar só mesmo acompanhado daquela Cerveja Gelada.

Mas o interessante disso é que nunca pedi para que meus pais o fizessem para mim, nem nunca falei nada sobre esse meu gosto com ninguém. Acho que todo mundo acha esse vegetal tão banal, costumeiro e sem graça, que mesmo se eu me pronunciasse a respeito jamais atrairia algo além de risadas. Eu mesmo não fico pensando em repolho o dia inteiro, é mais amor à primeira vista, eu olho e bate o desejo momentâneo, depois até esqueço, acho que nunca cheguei a sonhar com repolhos.

Bom, mas o fato é que, sempre que estou na casa de alguém, íntimo ou não, e vejo uma panela de repolho refogado eu peço um prato, sem timidez nenhuma. Mando na lata, “aí brother, leva a mal não, mas to amarradão nesse repolho aí no fogão, ta com maior cara boa, deixa provar?”.E Sempre me fornecem um prato com olhares risonhos e desconfiados. Vocês podem estar me tirando como pidão, mas estejam certos de que não faço isso com as demais coisas, o repolho é a único acepipe que me deixa inteiramente à vontade para manifestar-me. Se um dia eu for à sua casa (você não sendo uma pessoa muito próxima), e eu encontrar, por exemplo, uma apetitosa barra de chocolate em cima da mesa, ou uma caixa de Bis no criado-mudo, ou mesmo um pacotão de batata frita, eu não vou te pedir. Posso até jogar uns olhares de vira-lata esfomeado, mas fico de boca caladinha. Agora, se eu for à cozinha e encontrar uma panela de repolho refogado, meu brother, já estarei sentado na mesa de babador no peito e garfo em punho.

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