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sábado, 26 de janeiro de 2013

Tarantino e o Velho Oeste (by Gian)






Gostaria muito de encontrar alguém que tenha acabado de sair de uma sessão de “Django”, e que nunca tenha ouvido falar de Tarantino, e que entrou no cinema apenas porque é fã de faroeste e achou o pôster do filme maneiro. Queria muito uma opinião assim, leiga, sem influências ou ideologias. Pois quem vai pra ver Tarantino vê Tarantino, encontra o que procura, está lá todo seu estilo visceral, sarcástico, debochado, cru, violento e acima de tudo memorável. Três horas sem tirar de dentro com um roteiro originalíssimo assinado pelo mestre Quentin, onde nada é previsível e o gênero nunca se define: ora estamos diante de uma comédia, ora diante de um drama e várias vezes em um spaguetti-western italiano dos anos setenta.
Serei breve, e não pretendo com esse texto contar nada do que se passa no filme, quem faz o que ou como as coisas acontecem, vá e veja. E mais “Django” deve ser visto no cinema, é um filme feito para cinema.

O tema principal do filme é o racismo e a escravidão, e é desse núcleo que Tarantino constrói uma história bem feira sobre vingança, rendição, amizade, orgulho e amor. É o filme menos experimental do diretor, menos ousado. Tarantino elaborou um grande roteiro e fincou os pés no chão para seguir um caminho seguro e sem margens para erros. Não temos aqui aqueles saltos temporais característicos dele, e os retornos ao passado (nas poucas vezes que ocorrem) são apenas explicativos, voltando a ser linear com começo, meio e fim, nessa ordem. E é esse o ponto que pareceu faltar na obra. Gosto da ousadia que impressiona, que faz os conservadores saírem do cinema revoltados. E apesar das três horas do filme prenderem o expectador na cadeira, acho que se diminuísse pelo menos uns trinta minutos, o resultado ficaria perfeito.
Quem não conhece o diretor e vai ao cinema ver um faroeste, esbarrará em violência crua, visual, sangrenta e explícita, mas tudo bem explicadinho para que nada fique mal interpretado.
Nota 9,0

Trailer aqui!

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