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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

1 minuto de silêncio (by Fabi)


Quando alguém como Nelson Mandela parte, o mundo fica mais turvo, mais frio, mais carente. Se é verdade que a gente precisa de ídolos, de mártires, de ícones, hoje, estamos um pouco mais sós. 
A África do Sul hoje está órfã. Morre Madiba, como era chamado carinhosamente pelo povo sul-africano. Acho que nunca na História, um chefe de Estado recebeu tantas honrarias, de tantos outros chefes de Estado. Deu nome até a um pica-pau e à uma orquídea! Prêmio Nobel da Paz em 1993. Governou a África do Sul de 1994 a 1999. Foi inspiração para o cinema no filme Invictus de Clint Eastwood e a primeira vez que a ONU dedicou uma data em particular a uma pessoa, foi em 18 de julho (data de seu aniversário). Em 2010, mesmo já bastante debilitado, encantou o planeta na Copa da África, juntamente com seu povo, com suas danças, coloridos e alegria.
Esteve 27 anos preso durante o regime do Apartheid, por acreditar na igualdade entre as pessoas, por ser contra a ditadura da raça, acreditando que ninguém poderia nascer odiando outro ser humano, que isso nos era ensinado e se o ódio podia ser ensinado, o amor também poderia. Mesmo em cativeiro manteve audível a sua voz e suas ideias, que eram  divulgadas sem muitos recursos e sem nossas ferramentas atuais. Em 6 ocasiões o governo segregador do Apartheid ofereceu-lhe a liberdade e ele recusou em todas elas, justificando-se:
 “Eu me preocupo com a minha própria liberdade, mas eu me preocupo ainda mais com a de vocês. Que tipo de liberdade me está sendo oferecida enquanto a organização do povo permanece banida?”.
Muito irá se falar desse homem agora. Muito mais homenagens ele receberá.
Ele marcou sua geração e as posteriores. Que as gerações vindouras possam conhecer e entender a história desse, que semeou igualdade, liberdade e fraternidade entre o ser humano, pois cria que somente existia uma raça: a raça humana!


Vá ser livre, Mandela!



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