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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Troféu Biboca 2011 (by Gian)


Chegou o grande momento da premiação de cinema mais importante de toda blogosfera mundial! Já devia ter sido realizado, mas como tinha muita coisa ainda pra assistir, atrasei dez dias. Mesmo assim ficaram faltando filmes com boas chances de entrar na lista e que não deu tempo pra ver, como por exemplo “O Palhaço” de Selton Mello, diretor que já demonstrou talento suficiente em seu longa de estréia, o ótimo “Feliz Natal” de 2008. Não deu tempo, e a lista deste ano não terá filmes nacionais. Então, os 15 melhores do ano são internacionais. Só comentarei sobre o campeão de dois mil e onze, os outros concorrentes só serão anunciados, evitando assim, um texto longo demais. E agora, chegou o momento, tcham-tcham-tcham-tcham: - E o Troféu Biboca de Cinema 2011 vai para: O CAVALO DE TURIM, de Béla Tarr.

O Cavalo de Turim ( Hungria) – Não foi exatamente uma surpresa, Béla Tarr é um diretor que está à frente do nosso tempo. Fico imaginado em 1968 as pessoas saindo do cinema ao término da exibição de estréia de “2001” de Kubrick, nunca mais a ficção científica seria a mesma. Hoje temos poucos diretores que nos fazem sair do cinema maravilhados e boquiabertos pela beleza de um cinema de alto nível, e Tarr com seus 56 anos de idade faz isso. Não é a toa que em seus 33 anos como cineasta já conquistou mais de 15 prêmios internacionais, entre eles Cannes e Berlim.

O Roteiro aborda um curto período da vida do filósofo Friedrich Nietzsche, em que já se encontrava idoso e doente e foi viver sob os cuidados da filha numa casa isolada e sem quase nenhum contato com qualquer outra pessoa.

O filme começa com a narração de um fato que aconteceu com Nietzsche em 1889, em que ao testemunhar um homem espancar um cavalo o filósofo se atira ao pescoço do animal interrompendo a agressão aos prantos. A partir daí o filósofo parou de escrever, e muitos acham que ele enlouqueceu. Nietzsche morreria dez anos depois. Segue um diálogo do filme em que um homem chega à sua casa a procura de bebida:

“Tudo se degradou e vai virar ruína, mas eu não diria que se arruinou sozinho. É o julgamento do homem sobre si mesmo no qual Deus está envolvido, ou, atrevo-me a dizer, Ele tem um papel ativo. Os homens adquirem tudo de maneira encoberta, furtiva, degradam tudo. Qualquer coisa em que eles põe as mãos – e eles tocam em tudo – eles degradam. Adquirir, degradar, adquirir. Tem sido assim há séculos. Eu me enganei ao achar que não haveria mudanças na terra. E essas mudanças estão acontecendo.” Deixa disso, isso é tolice – Responde Nietzsche.

A Arvore do Amor (China) – de Zhang Yimou

A Pele que Habito (Espanha) – de Pedro Almodóvar

Dos Homens e dos Deuses (França) – de Xavier Beauvais

A Separação (Irã) - de Asghar Farhadi

6º Tomboy (França) – de Céline Sciamma

O Homem do Lado (Argentina) – de Mariano Cohn e Gastón Duprat

Meia-noite em Paris – (EUA) – de Woody Allen

Não me abandone Jamais (Inglaterra) – de Mark Romanek

10º Poesia (Coréia do Sul) – de Lee Chang-dong

11º Em um Mundo Melhor (Dinamarca) – de Susanne Bier

12º A Árvore da vida (EUA) – de Terrence Malick

13º Um Conto Chinês (Argentina) – de Sebastián Borensztein

14º Cópia Fiel (França) – de Abbas Kiarostami

15º O Garoto da Bicicleta (Bélgica) – dos irmãos Dardenne

Ps. Alguns filmes da lista são anteriores a 2011, mas só chegaram por aqui no ano passado.

2 comentários:

  1. Dos 15, só não vi 3: A Árvore do amor, Cópia Fiel e Poesia. Dos 12, só discordo de Meia Noite em Paris. Woody Allen não me tocou com Midnight in Paris... Ahhh discordo também da colocação. O Garoto da Bicicleta em 15º??
    Pecado, Xuxu...

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  2. Achei Meia Noite em Paris um dos melhores do Woody Allen, amo quando o roteiro dele começa com essas coisas surreais de voltar no tempo, sair da tela de cinema, etc. Achei o melhor estadunidense de 2011, deu até azar de ficar em oitavo, esse ano teve muito filme bom.
    O Garoto da Bicicleta é muito bom mesmo, mas sabe quando a gente vai ver um filme esperando aquela maravilha e não vem isso tudo? Tenho até que ver de novo por conta disso. Achei Tomboy bem melhor, mas geral (incluindo os festivais franceses), estão preferindo O Garoto da Bicicleta, que por sinal, quase não entrou na lista, o 15º lugar foi uma briga danada também entre Mammuth, Minhas Tardes com Margueritte, Vips e Trabalho interno.
    Eita aninho de filme bom!
    Bjs

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