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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tempo...(by Fabi)

Madrugada, constante companheira de reflexão...
O sono decidiu me abandonar...
Sonhar... Já não sonhava fazia tempo....Essa noite sonhei com uma cama que já não é mais minha...com uma casa que já não é mais minha, com um sorriso que já não tenho, com uma coisa batendo forte em meu peito, que parecia que ia explodir. Era meu coração. Eu ainda tenho e ele bate acelerada e urgentemente...
Acordei com um gosto amargo na boca, a cabeça latejando e uma sensação de que melhor teria sido, continuar a dormir...
Tem dias que abrir os olhos pela manhã dói. Hoje foi um desses dias. Como um grito preso na garganta, como a folha de papel quando se rasga, ou um corte que se faz na pele, ou o barulho oco da chuva que bate no telhado abaixo da minha janela, assim é o meu despertar: sem sentido, direção, ou como um daltônico, sem cor.
A vida não deixou de valer a pena, ser bonita ou essencial, apenas nublou. Sabe aquele dia de sol à pino, quente, convidativo, com céu azul, que de repente, não mais do que de repente, nuvens escuras o tomam, mas que vc sabe que por trás das nuvens os sol ainda brilha e elas passarão? Assim tem sido...
O tempo é meio ingrato comigo. Pretencioso e arrogante, insiste em movimentar-se à seu bel prazer, teimando em me obedecer. Tempo, temperamental, tempo...
Mas eu sei dribá-lo. Já o fiz antes. Faço sempre.
E enquanto essa dor não passa na mesma velocidade do tempo em que insisto em driblar, eu espero.
Só espero...

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