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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Recuperar (by Gian)

Impossível não se emocionar com a entrevista que Reynaldo Gianecchini deu ao Fantástico. Eu só assisti agora a pouco, numa reprise compactada apresentada no Jornal Hoje, e ao seu término eu e o apresentador Evaristo de Macedo estávamos com lágrimas nos olhos. O interessante do depoimento foi que o doente não passou aquele sentimentalismo puro e simples que caracteriza esse tipo de reportagem, Gianecchini foi direto ao evidenciar que desde o início não temeu nada, e que mesmo com a morte do pai pelo mesmo mal, passou a encarar tudo como se isso fosse uma das tantas barreiras comuns que se apresentam ao nosso dia-a-dia. Sua firmeza e suas convicções passaram força a milhões de brasileiros e familiares que sofrem de problemas semelhantes, e isso que emocionou. Ele nos cortou o medo dessa palavrinha de seis letras, pequenina e triste, que as pessoas temem em pronunciar na presença de quem sofre de seus males, que é aludida apenas através gestos e olhares ou por uma abreviação eufemística: CA, e basta. Fique-se o subentendido, já deu pra perceber. Palavra fria que não precisa ser completada, pois tem cheiro de éter e de álcool dos corredores dos hospitais, palavra que evoca dores, aparelhos cirúrgicos esterilizados, que por si já ecoa outras tanto feias, mas já plausíveis de pronúncias: anestesia, nódulos, biópsias. Gianecchine firme e coerente, nos passando uma força que era pra ser só dele e só pra ele na luta contra esse mal, o maior de nossas gerações.

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