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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meia-noite Genial (by Gian)

No meio literário existe um ditado em que “você não escolhe o livro que vai ler, ele é que te acha”. Eu sempre percebo essa verdade quando leio, pois jamais escolho um livro pela sua fama ou pela lista dos mais vendidos, e menos ainda se vencedor de Nobel ou Pulitzer. Escolho pelo autor ou tema que gosto, e já fui até pelo título. Odeio também quando um autor que gosto e acompanho é premiado, o livro triplica de preço e some dos sebos, foi o que aconteceu recentemente com os livros do Llosa, que eu adoro. Comprava-os antigamente a cinco, oito, dez Reais no máximo. Vai ver agora se você acha “Travessuras de Menina Má” em sebo. E se der sorte de ter, olha o “precinho” dele.

Mas esse texto não é sobre livros, é sobre o novo e fenomenal filme de Woody Allen “Meia Noite em Paris”. Eu não escolhi esse filme para ver, ele me escolheu.

Nos últimos quarenta anos Woody Allen nos presenteou com quarenta e cinco filmes, um feito fabuloso, e até extraordinário se o ponto de partida for à qualidade técnica, cultural e de diversão: Todos são bons. Claro que existem altos e baixos na carreira dele, contudo os “baixos” levam no mínimo uma nota 7 na escala de 0 a 10.

Parar para assistir um filme de Woody Allen é saber que vai sair feliz no final de sessão, daí pra frente o que vier a mais, é só lucro emocional. E foi assim que “Meia-Noite em Paris” me achou:

Às vezes acho minha geração tão apolítica, que me questiono: Por que não nasci numa época mais revolucionária, onde os jovens quebravam o pau pelos seus Direitos. Às vezes acho minha geração tão inculta. Porque não nasci numa época em que os jovens choravam e gritavam pelos Beatles ao contrário de ovacionarem Jeito Moleque e Claudinha Leitte? Às vezes acho meu time tão ruim de bola. Cadê o Riva, nosso Patada Atômica dos anos 70?

Opa, será que tudo era melhor antigamente?

Essa é a grande questão levantada em "Meia-Noite em Paris" , que começa com uma volta ao passado de Gil Pender, um roteirista de saco-cheio com a profissão que quer virar escritor de romances. Para ele a década de vinte foi o momento crucial da literatura mundial, e Paris era o palco onde tudo acontecia.Enquanto todos passeiam pela cidade curtindo sua bela paisagem contemporânea, Pender permanece nostálgico por algo que nunca viveu: O momento cultural daquela cidade há noventa anos atrás. E quando resolve passear sozinho pelas noites parisienses, acaba se perdendo. É achado por uma carruagem que o leva exatamente onde seu sonho pousa, e com todos os personagens que fizeram a cultura acontecer no início de século passado.

Para a surpresa dele, os ídolos do passado também tem preferência por épocas anteriores da história, e assim, pode-se dizer que será infinitamente até a época do macaco pelado? Será que é natural da alma humana essa tendência de apreciar o que seus antepassados viveram?

Foi um presente não só ao personagem Pender, mas também a mim, pois estavam ali muitos de meus ídolos, que por pura coincidência também eram os dele, e provavelmente os de Woody Allen também.

Uma beleza impar. Um dos melhores filmes daenorme e sensacional carreira desse grande diretor estadunidense.

Um comentário:

  1. E olha que eu queria ver mais que vc!!
    Muito bom o filme, recomendo!!
    Ainda mais se for ver em boa companhia como eu vi!!!
    bjs

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