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domingo, 18 de março de 2012

Poliamor? (by Fabi)

Pregando o descompromisso e o desapêgo, o poliamorismo (termo designado às relações amorosas que não crêm no princípio da monogamia), vem sido amplamente difundido na atualidade e já conta com inúmeros seguidores. Obviamente, que desde que o mundo é mundo, existe a infidelidade, o adultério e a traição, porém o poliamor é estar aberto a se relacionar com mais de uma pessoa simultaneamente, com o pleno consentimento de todas as partes.
Ora, posso estar muito atrasada, mas não consigo visualizar uma relação assim em meu cotidiano. Como construir algo sólido e duradouro, calcado na confiança e na lealdade, com alguém que segue a cartilha poliamorística? Não se trata de ciúmes pura e simplesmente, mas beira o cômico querer estar com o homem amado e ouvir "Olha só, hoje não dá....É o dia da Marieta." Fora a completa descaracterização da família. Como formar uma? Um relacionamento que exige exclusividade , não é, em hipótese alguma, nenhum tipo de violação da individualidade. Não se pode reduzir o outro à um mero detalhe. Uma simples opção diária ou semanal. O compromisso e a lealdade são pré-requisitos básicos para o surgimento da família. Sem contar o bom e velho ciúme que surgirá, inevitavelmente, logo que uma das partes se sentir preterida pela outra. Li em uma revista semanal num consultório médico que "o poliamorismo é o amor que se expande." Isso não se chama amor. O amor, o compromisso, a amizade, não se expandem dessa forma. Pq é impossível amar e dividir nessas condições. E não se trata de egoísmo como difundem os poliamoristas, é entrega, cuidado com o outro, cumplicidade. A natureza humana é engraçada... O homem está sempre à procura de práticas e costumes que violentam sua própria natureza. Foi o amor livre na década de 70, com o "Faça amor, não faça guerra!", o patrocínio da permissividade em prol de nós mesmos, sempre!
A sociedade, definitivamente, está doente. (Estou me tornando repetitiva com esse slogan).

4 comentários:

  1. Certo dia vi um documento no excelente canal DISCOVERY sobre este tema controverso...
    Temos que entender que em certas sociedades a poligamia é aceita!
    Na sociedade ocidental não é, mas como disse, em certas sociedades a poligamia é aceita e praticada.
    Desta forma, o canal entrevistou um homem que vivia com duas mulheres. A religião é a mórmom, que aceita este tipo de prática.
    Não há traição, pois todos sabem da situação. E aparentemente esta "família" que tinha filhos vivia bem feliz. Porém era discriminada na cidade em que viviam. Para viverem em "paz" tiveram que se isolar. Uma medida radical.

    No meio animal, faço a comparação, pois não deixamos de ser um animal, a monogamia é raríssima! Isso não significa que o ser humano nasceu para ser poliamorista. É apenas um dado.

    É um tema controverso...
    Minha opinião ?
    Eu tenho a tendência a aceitar a monogamia como a mais aceitável. Não ficaria confortável em dividir minha mulher com outro homem ou ter outra mulher no mesmo ambiente.
    Mas acho que aceitaria uma pessoa que fizesse esta opção.

    Luiz Abrantes.

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    1. Luiz, eu concordo com vc qto à aceitação da poligamia em outras sociedades, até pq é notório. O que eu questiono é se esse modelo de relacionamento, que como todo modismo é facilmente aceito em nosso país, é algo saudável. Nossa natureza não é tão animal qto se diz por aí... Existem sentimentos mais densos envolvidos na questão.

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  2. Vivemos dias de liberação. Toda e qualquer forma de preconceito torna-se inaceitável nos dias de hoje. As pessoas vivem e fazem as opções de vida, com as quais são felizes. Vivames e deixemos viver!

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  3. Voltamos à Idade das Trevas? À época da Santa Inquisição? Onde pessoas eram condenadas por, simplesmente, discordarem do Santo Ofício?
    O que configura o preconceito é a intolerância. Não sou intolerante. Discordar de A ou B não me torna preconceituosa, muito ao contrário: mostra que sou um ser pensante, atuante e questionador na sociedade em que vivo. Que cada um faz o quer da vida é um fato! Mas cabe à nós, pessoas esclarecidas levantar o debate de maneira inteligente e moderada.

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