Sejam Bem-vindos

Ideia, cinema, literatura, opinião, crítica, política, Direito, dia-a-dia - Um espaço para escrever, relaxar e soltar o verbo.
A preocupação é deixada de fora.


Sinta-se em casa!




segunda-feira, 5 de março de 2012

Um Daldry para ser esquecido (by Gian)


Quando Stephen Daldry surge nos começo da década passada com um filme que parecia ser um clichê danado – um garoto que quer ser bailarino numa cidade preconceituosa – e faz um dos filmes mais belos do ano, pensei com meus botões: Maravilha! está aí alguém que consegue emocionar sem apelações. Billy Elliot naquele ano virou meu filme da vez, comprei o CD com a trilha sonora e já devo ter assistido umas vinte vezes, no mínimo, sendo que a primeira foi no cinema. Daí pra frente sempre acompanhei o trabalho do Diretor, que infelizmente foi decaindo de filme para filme. Depois de Billy Elliot ele fez o ótimo “As Horas”, seu longa mais premiado: Recebeu o premio do Júri em Berlim, Levou Globo de Ouro na categoria melhor filme de Drama e melhor atriz, e concorreu a oito categorias do Oscar, incluindo aí Filme e Diretor. O filme é muito bom, mas Billy era melhor. Aí vem seu terceiro longa: “O leitor”, baseado no maravilhoso livro de Bernhard Schlink. Não sei se fui assistir com a forte impressão do livro que eu tinha na cabeça, mas não gostei muito, achei no máximo bonzinho, nota seis na escala de uma a dez.

E ontem, numa ansiedade feliz, lá fui eu assistir seu novo e aclamado “Tão Forte e Tão perto” que concorreu às estatuetas de Melhor Filme e melhor ator coadjuvante, e que fala sobre um garoto que perde o pai na queda das torres gêmeas em onze de setembro. Na verdade essa é a primeira grande produção em drama de ficção a tratar do assunto 11/09, cuja temática por ser delicada demais é evitada nos roteiros. O diretor tenta utilizar a carisma do menino para segurar uma história chata de uma chave achada dentro de um jarro e que pode ajudar o pobre coitado a saber mais sobre o pai desaparecido. A interpretação do garoto é uma cópia descarada do garoto de Billy Elliot, as mesmas caras e bocas, gestos e poses, a mesma persistência, só que no outro filme a busca era por algo concreto e genuíno, ou seja, a conquista de um sonho. Neste, não existe uma perspectiva, personagens mal construídos vem e vão em torno de uma figura curiosa que, por amor a quebra-cabeças e jogos de memória, corre atrás de algo que só existe na sua mente fantasiosa. Nota cinco, estou de bom humor hoje!

Um comentário:

  1. O filme não é de todo ruim...Achei meio confuso, mas gostei. Sou fã de um bom e velho drama. Achei q Daldry não fugiu de sua linha.

    ResponderExcluir