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sábado, 24 de março de 2012

Sexo não trás amor (by Gian)


Não sei se o termo “minimalista”, usado com freqüência em relação a tipos de cartazes em cinemas e em outras formas artísticas, pode ser dito em relação a filmes que buscam a simplicidade num todo, que expressam, tanto no roteiro, como na fotografia e na edição uma humildade que beira o amadorismo.

Acne”, escrito e dirigido pelo uruguaio Federico Veiroj, é um filme avesso a qualquer tipo de tecnologia que possa alterar a autenticidade do dia a dia de pessoas comuns com problemas normais e sem qualquer característica especial; silencioso e natural como a vida do adolescente Rafael Bregman, tímido, filho de pais em processo de separação, pouco notado pelas meninas da escola e com toda ebulição sexual natural da idade. Ao perder a virgindade com uma garota de programa, Rafael percebe que não é isso que realmente quer, seu desejo é por um beijo na boca, e de preferência em Nicole, menina do mesmo colégio por quem nutre uma paixão escondida. A baixa auto-estima com as espinhas cada vez mais freqüentes no rosto, os problemas em casa e a indiferença das meninas o levam cada vez mais ao isolamento, a uma solidão em mundo só dele, observando sempre ao redor, em busca de um flerte, um olhar misericordioso.

O filme é básico, começa, termina e fecha seu círculo. Nada muda, não é pra mudar. Pode gerar bocejo, descontentamento ou tristeza.

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