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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

“Vovó está dançando na mesa”


O título sugere uma comédia, e o pôster mostra simplesmente uma garota com uma mala na mão caminhando pela floresta. Aqueles que começam a assistir esperando uma comédia já vão se decepcionar na primeira cena: uma menina com o rosto machucado começa a contar a triste história da sua família; e suas recordações e o passado remoto dos acontecimentos são mostrados no estilo stop motion (técnica de animação muito usada, que aqui se faz com aquelas massas de modelar). Essa premissa estabelece uma narrativa secundária dentro da compreensão limitada da imaginação de menina Eini, que sofre maus tratos do pai. Essa técnica que lembra alguns desenhos infantis, não suaviza o tema abordado, pelo contrário, angustia o espectador por se tratar da imaginação e do martírio de uma adolescente enclausurada em sua casa dentro de uma floresta desde que nasceu, e que não conhece nenhuma tecnologia, e esconde suas menstruações com medo de apanhar, por não saber se é natural. A diretora sueca Hanna Sköld, que começou a fazer cinema em 2009 com empréstimo do banco e doações em redes sociais, se projeta agora com uma revelação do cinema escandinavo. Seu filme é forte, e discute um tema importantíssimo e atual, a violência contra a mulher. Segundo dados de 2014 da Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia, a Suécia é o segundo país que mais pratica esse tipo de violência, ficando atrás apenas da Holanda. Sköld não faz só cinema, faz um alerta ao mundo. Levou o Prêmio de Melhor Direção no The WIFTS Foundation, e foi exibido no festival de Berlim. Nota 8,5

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